• Posted by : Dark Zoroark 15 de mai de 2016


    Cidade de Saffron (Kanto), 31 de maio de 2016.

    A cidade de Saffron, a maior cidade de Kanto, sempre muito movimentada, todos lugares haviam pessoas andando e passando o tempo, até mesmo na noite a cidade sempre estava lotada, principalmente seus casinos onde uma grande quantidade de pessoas passavam suas noites. Alguns viciavam em apostar, outros preferiam assistir e rir daqueles que perdiam seu tempo e dinheiro. A noite estava fria, haviam diversas nuvens no céu, mas não chovia. Um homem velho e careca corria de algo, desesperado atravesses aquelas ruas lotadas de pessoas, empurrava elas para tentar correr o mais rápido possível, uma vez ou outra ele olhava para atrás para ver se ainda estava sendo perseguido. O velho estava mexendo no seu celular ao mesmo tempo que corria tentava ligar para a polícia, mas ninguém atendia. Ele continuava a correr, mas antes que percebesse, se viu em uma rua estreita vazia e escura, queria atravessar ela para chegar ao outro lado, mas então viu uma sombra do outro lado. O velho resolveu voltar por onde tinham vindo, mas diversas pessoas apareceram e o encurralaram. A sombra que estava distante começou a se aproximar do velho homem, quando chegou mais perto, o velho viu a silhueta de um homem que resolveu falar:
    – Blaine, Blaine, Blaine. Parece que ainda não aprendeu seu lugar, não devia ter fugido. Por causa disso, você merece uma punição, mas não se preocupe não iremos te matar, afinal você ainda é precioso para os nossos planos.
    – Não me venha com esses planos! Não trabalharei para vocês novamente! – trovejou o velho careca ao jogar uma pokébola no ar, dela saiu uma Rapidash. – Vou terminar isso agora!
    – Não seja assim, Blaine. Estamos apenas começando. – A silhueta jogou algo para cima, era uma pokébola, que brilhou e liberou um Poliwrath.
    – Rapidash use Stomp! – ordenou Blaine.
    A égua de fogo, correu em direção ao girino gigante e chutou sua cara com um coice que o arremessou para a parede de um prédio que se quebrou.
    – Poliwrath, levante-se e use Hydro Pump! – ordenou a sombra.
    O Pokémon do tipo água se levantou dos escombros e do redomoinho em seu peito foi liberado um jato de água extremamente forte. Rapidash tentou desviar, mas não conseguiu, o jato acertou em sua lateral.
    – Agora, Poliwrath use Dynamic Punch!
    Uma energia branca começou a se forma no pulso direito do Poliwrath, ele então se preparou para atacar.
    – Rapidash não deixe ele te acerta novamente e pule por cima!
    Rapidash fez como ordenou e pulou por cima de Poliwrath, que agarrou a pata da égua de fogo com seu pulso esquerdo e a acertou ela no chão com bastante força. Antes que Rapidash pudesse se levantar do contra ataque, Poliwrath usou seu Dynamic Punch na barriga dela, a nocauteando completamente.
    – Rapidash! – gritou Blaine preocupado.
    – Poliwrath use seu Dynamic Punch novamente, mas agora na cara. – ordenou a sombra.
    – Pare! – berrou Blaine. – Ela já perdeu a batalha, não machuque mais minha Rapidash!
    – Você está me ordenando? Parece que você tem muito que aprender. Poliwrath continue. – Blaine não podia vero rosto daquele homem, mas sabia que ele estava sorrindo.
    Desesperadamente Blaine pegou sua pokébola de volta a apertou seu botão, retornado sua Rapidash, antes que Poliwrath pudesse usar seu movimento.
    – Continua desafiando seus superiores? Quer saber, não tem problema. Mas é uma pena que o Poliwrath já tenha carregado seu golpe, acho que ele vai ter que ser usado em alguém.
    Antes que Blaine pudesse devia, Poliwrath já estava acertando sua mão direita em sua barriga. Blaine cuspiu sangue, a dor era imensa, ele podia sentir suas costelas sendo quebradas por aquele pokémon. O velho careca foi arremessado e bateu suas costas em uma parede de um prédio a quebrando. Blaine não conseguia mais se levantar, estava sentido muita dor, então subitamente ele começou a rir:
    – Hahahaha, achei que precisava de mim, mas parece que morrer deva ser uma opção melhor!
    – Já disse, não quero matar você, mas alguns ossos quebrados não tem problema. Para de ser um rebelde, essa fase já devia ter passado faz tempo. Volte a trabalhar conosco. – ordenou a sombra.
    – Prefiro morrer! – desabafou o velho.
    – Infelizmente, se você prefere assim não podemos fazer nada. Pena que depois de te matarmos, iremos atrás de sua neta, aposto que ela adoraria ser torturada e morta pelas mesmas pessoas que mataram seu avô. – disse a sombra casualmente.
    – Minha neta não tem nada a ver com isso! – gritou Blaine enfurecido.
    – A culpa não é nossa, você que está nos desafiando e escolhendo a morte. Infelizmente temos que te punir para servir de exemplo, mas te matar, não seria suficiente, por isso iremos atrás da pessoa que você mais ama, no caso sua neta. Espero que entenda. De qualquer forma, não se preocupe, vocês se encontrarão novamente na pôs vida mais cedo do que imaginam.
    Blaine estava com medo, as palavras daquele homem o assustavam, mas o pior era o seu tom, ele falava aquilo como se fosse a coisa mais normal do mundo, como se estivesse conversando casualmente sobre uma partida de futebol, não havia raiva nem ameaça em sua voz, na verdade Blaine achava quela voz meiga e isso o assustava ainda mais. O velho sabia que não eram apenas palavras e que aquele homem envolto a sombras cumpriria com aquela ameça, sem ter outra opção, Blaine cedeu:
    – Está certo eu volto a trabalhar para vocês, mas com uma condição, não toquem na minha neta.
    – Foi ótimo negociar com você!

    Cidade de Sunyshore (Sinnoh), 6 de Junho de 2016.

    O dia estava claro, o sol radiante, não havia nenhuma nuvem no céu. Podia-se sentir apenas uma grande quantidade de raios solares que esquentavam a cidade, era um dia com um clima sereno, mas a cidade estava bastante movimentada.
    Esquadrão 1, o criminoso fugiu e seguiu em direção do Farol Vista. Sigam ele, o forçando entrar no Farol. Os outros esquadrões vão em direção a ponte Vista e bloqueiam a passagem do Farol, assim que o ladrão atravessá-la, desse jeito ele não poderá escapar. – falou um homem, que parecia ser um policial, através do walkie-talkie que passava a mensagem a todos os outros.
    Senhor Norland, temos um problema! – disse outro homem, pelo walkie-talkie.
    Um problema? O que aconteceu? – perguntou Norland.
    Foi o Justiceiro Dourado outra vez! Ele não está cooperando com o plano e está desviando o criminoso do Farol Vista, o fazendo seguir para outra direção. – respondeu o homem ofegante.
    Esse maldito Volkner está estragando tudo outra vez! – gritou Norland com raiva. – Mande suas tropas seguirem ele, não podemos deixar Arsene escapar dessa vez.
    Sim senhor!
    Volkner era um jovem rapaz, tinha 31 anos de idade, possuía lindos cabelos dourados e olhos azuis, ele sempre vestia uma camisa preta e por cima dela um casaco azul com detalhes em amarelo, vestia um causa jeans e um tênis cinza. Ele corria atrás de Arsene, um ladrão e assassino que roubara diversas lojas de joias em Sunyshore. Volkner tentava induzir o ladrão fugir para uma casa grande com um aspecto de abandonada. O criminoso tirou uma arma de seu cinto e tentou acerta um tiro em Volkner enquanto corria. O rapaz loiro rapidamente sacou sua arma a apertou o gatilho, sua bala colidiu com a de Arsene fazendo as duas se quebrarem.
    Arsene continuo a correr e quando viu a mansão resolveu invadir, mirou sua arma na maçaneta e atirou. A porta finalmente se abrira e Arsene resolveu entrar, estava tudo escuro, era difícil de enxergar algo, mas Arsene sabia que não podia parar ali e continuo a correr. Volkner fitou a porta da mansão por um tempo e resolveu entrar, Arsene estava esperando, sua visão já havia se acostumado com a escuridão, mas ele sabia que a de Volkner não, Arsene estava na vantagem, só era esperar Volkner entrar para pode acertá-lo com as balas de sua arma. Volkner entrou na mansão e continuo a caminhar, ele colocou sua mão na cintura e puxou algo. Arsene assim que o viu apontou sua arma para a cabeça de Volkner, mas quando puxaria o gatilho:
    Luxray use Flash! – gritou Volkner de olhos fechados ao arremessar a Pokébola que havia pego na sua cintura.
    Luxray saiu de sua Pokéball soltando um grande rugido ao mesmo tempo que emitia uma grande luz de seu corpo, ela iluminava toda a casa. Arsene puxou o gatilho, mas a luz atrapalhou sua visão e ele atirou para o lado errado, seus olho doíam por causa da luz e ele gritou de dor. Depois de um tempo a luz se dissipou e Volkner já tinha se acostumado com a escuridão, mas Arsene não conseguia enxergar nada, consequência da dor que sentia. Volkner viu Arsene no chão deitado com suas mãos nos olhos e contorcendo-se de dor.
    Luxray ótimo trabalho. – agradeceu Volkner ao acariciar a cabeça de Luxray.
    Ao apertar novamente o botão de sua Pokébola, Luxray foi retornado para dentro. Então Volkner seguiu em direção a Arsene, ele o levanta do chão e prende suas mãos com as algemas que possuía.
    Arsene, você está preso!


    Na delegacia de Sunyshore, Volkner estava dentro de uma sala pequena, onde havia uma mesa e duas cadeiras. Sentado no outro lado da mesa estava Norland, o chefe da divisão polícia de Sunyshore. Ele era um homem velho possuía cabelos e olhos negros e estava vestindo o uniforme da polícia.
    Volkner, você tem que parar de fazer isso. Você não pode ficar fazendo o que bem entende, você deve seguir as ordens. – reclamou Norland.
    Não importa, eu capturei o criminoso, não foi? – indagou Volkner já sabendo a resposta.
    Sim Volkner, você o capturou, mas o Esquadrão 1 reclama de suas ações constantemente. Você está em uma equipe e não pode ficar trabalhando sozinho sempre. – explicou Norland
    Claro, trabalho em equipe. – ironizou Volkner. – Mas, como trabalho com alguém que não confia em mim?
    Fazendo eles confiarem em você.
    O loiro soltou gargalhadas e respondeu seu chefe enquanto ria:
    Você só pode estar brincando, ninguém aqui confia em mim. Todos me chama de Justiceiro Dourado, o único que me chama pelo meu nome aqui é você.
    Talvez seja essa sua personalidade o problema, tente ser mais aberto com eles. – sugeriu Norland.
    Não adianta, não vou tentar mudar o que eles pensam de mim, se eles mudarem os seus pensamentos sozinhos tudo bem, mas não interferirei nisso. Eles pensam o que querem.
    Volkner, você é uma pessoa complicada. – desabafou Norland. – Mas diga-me, porque você não seguiu o plano?
    O Farol Vista é um museu aberto ao publico na manhã e muitas pessoas vão lá visitá-lo, não acha que seria um incomodo para as pessoas se um assassino armado entrasse lá? Eu sabia sobre a mansão abandonado por isso o induzir ate lá, onde ele não poderia ferir ninguém.
    Podem dizer o que quiserem sobre você, mas, com certeza, você é uma boa pessoa. De qualquer forma, antes de mudar o plano me avise. Fazendo essas coisas sozinho, poderia acabar se machucando. E se algo acontecesse o que eu diria para Irisviel?
    Não vai acontecer nada, quando Arsene entrou na mansão, eu já tinha ganhado o jogo.
    Volkner, pare de ficar tratando isso como um jogo, tem pessoas que se preocupam com você também, dá próxima vez avise e não siga o assassino sozinho, certo?
    Certo, certo, não vou cometar o mesmo erro da próxima vez. – concordou Volkner com um ar desinteressado. - Senhor Norland, já posso ir embora?
    Sim, até logo, Volkner.


    Lá estava ela, aquela linda mulher, tinha lindos e longos fios de cabelo branco, mas não aquele branco que significava velhice e sim o mais puro branco de todos, aqueles fios eram lindos e se destacavam em torno de sua pele clara. A mulher tinha lindos olhos vermelhos que chamavam bastante atenção e atraiam olhares. Ela estava no hospital se preparando para fazer uma cirurgia.
    – Doutora Irisviel, o paciente já está pronto.
    Irisviel, era uma das melhores médicas da região, suas mão faziam milagres, eram delicadas que nem pétalas de flor. Sempre quando algo cirurgia parecia impossível, ela conseguia mostrar que qualquer coisa poderia ser possível. Irisviel sempre estava acompanhada de seu Drifblim que a ajudava em suas cirurgias, que na maioria do caso eram humanos, mas as vezes ela tratava Pokémons também.
    – Está certo, já estou indo. – disse Irisviel com sua voz angelical.
    A doutora olhou para seu Drifblim que estava ao seu lado e o incentivou com um belo sorriso:
    – Vamos!

    – Acabamos! – exclamou Irisviel aliviada.
    Ela havia acabado de sair da mesa de cirurgia, todos os outros médicos admiravam o que tinha acabado de ver. Irisviel já tinha saído da sala de cirurgia, mas um rapaz jovem ainda estava lá dentro admirando com olhos brilhantes.
    – Ela é incrível. – elogiou um jovem homem.
    – Você é novo aqui? – indagou um homem mais velho ao jovem.
    Sim, é a primeira vez que participo de uma cirurgia na mesma sala que a doutora Irisviel.
    E o que acho? – indagou o velho.
    Sensacional! Nunca tinha visto ninguém usar as mãos de uma forma tão delicada e eficiente, é como se ela visualiza-se o corpo inteiro por dentro da pessoa! Era como se ela fosse um anjo cuidando de alguém. – respondeu o jovem.
    O médico mais velho riu e disse:
    Minha reação foi a mesma quando vi a cirurgia dela pela primeira vez.
    Irisviel estava se arrumando para voltar para casa, ela olhou para seu Drifblim e o acariciou.
    Você fez um ótimo trabalho! – Irisviel retornou o seu Pokémon para pokébola.
    Ela trocou seu jaleco e colocou uma roupa que normalmente vestia. Um curto vestido branco com diversos detalhas em dourado. Mais uma vez estava pronta para sair e voltar para casa.


    Volkner estava fitando a porta de sua casa, respirou fundo e apertou a campainha. Ao ecoar o som, uma jovem moça com um vestido preto e um avental branco por cima abriu a porta. Ela possuía um lindo cabelo loiro e olhos marrons avermelhados, depois de abrir a porta ela comprimento Volkner fazendo uma reverência:
    – Mestre Volkner, bem-vindo ao lar. – disse a moça enquanto reverenciava.
    – Aloutte não precisa ser tão formal. – reclamou Volkner constrangido.
    – A desculpe, como quer que eu o chame? – questionou Aloutte.
    – Eu já te disse, mas parece não ter efeito, me chame apenas de Volkner.
    – Mas isso seria inapropriado, afinal você é meu mestre.
    – Quer saber, deixa pra lá. – desistiu Volkner sabendo que não chegaria em nenhum lugar discutindo com ela.– Al, minhas filhas já chegaram?
    Aloutte se sentiu envergonhada pelo apelido carinhoso, mas, mesmo assim, o respondeu:
    – Sim, elas estão lá em cima nos seus quartos.
    – Obrigado Al, vou lá falar com elas. – agradeceu Volkner ao ir em direção a escada. - Já ia esquecendo tem mais uma coisa.
    – O que, mestre Volkner? – indagou Aloutte
    – Eu não sou seu mestre, sou apenas um grande amigo. Me chame apenas de Volkner – respondeu Volkner sorrindo para Aloutte.
    A casa era muito grande, possuía dois andares, no primeiro andar havia quatro cômodos, a sala de jantar, o lobby, a cozinha e a sala de estar, além disso no primeiro andar também havia um enorme jardim. No segundo havia seis cômodos, o quarto de Volkner e sua esposa, o quarto de suas filhas, o quarto de Aloutte e três quartos de visitas, que estavam vazios. Volkner subiu a escada e foi em direção ao quarto de suas filhas. Ao chegar na porta viu as duas meninas brincado, uma possuía cabelos loiros e olhos azuis, igual ao seu pai e a outra, possuía longos cabelos brancos e olhos vermelhos, igual à sua mãe. As duas eram gêmeas e tinham sete anos.
    – Elesa! Illya! Papai chegou! - disse Volkner enquanto entrava no quarto das meninas.
    – Pai! – As duas meninas disseram ao mesmo tempo. Elas correram em direção a Volkner para abraçá-lo.
    Volkner as abraçou e deu um beijo na bochecha de cada uma.
    – Como foi a escola? – indagou Volkner.
    – Foi muito divertido! - Elesa falou entusiasmada.
    – Sim! A gente aprendeu sobre os Pokémons do tipo elétrico. – concordou Illya.
    – Que bom filhas. Estão gostando do assunto? – perguntou Volkner.
    – Sim papai! É muito legal! – respondeu Illya
    – Hoje, como aprendemos sobre o tipo elétrico, a gente descobriu que o Luxray é do tipo elétrico. A gente quer falar com ele, mostra pra gente, pai! – pediu Elesa
    – Certo, meus anjinhos. – exclamou Volkner ao pegar sua pokébola – Luxray saia!
    A forma do Luxray se formava no chão enquanto Elesa e Illya ficavam o fitando. Então depois de ter toda sua forma completa Luxray apareceu.
    – Luxray! – disse Illya ao abraçá-lo
    – Luxray, hoje na escola a gente descobriu que seu tipo é elétrico. – informou Elesa o abraçando
    O Pokémon ficou envergonhado, mas retribuiu o abraço lambendo o rosto das duas.
    – Isso faz cócegas! – ria Elesa
    – Para, desse jeito não paro de rir! – ria Illya
    Luxray obedeceu, mas a meninas pareciam querer mais.
    – Lux, vamos brincar! – pediu Elesa.
    – Sim, vamos! – repetiu Illya.
    Luxray virou a cabeça envergonhado, como se não aceitasse.
    – Por favor! – disseram as duas irmãs juntas
    – Lux lux – Rosnou Luxray aceitando o pedido.
    – Yahoo! – gritaram as duas meninas felizes.
    – Lux, você vem com a gente. – disse Illya a segurar sua pata.
    – Vamos. - disse El segurando o Luxray.
    As duas garotas seguram o Pokémon e o levaram para o fundo do quarto. Volkner acompanhava tudo e ficava rindo do Luxray envergonhado.
    – Está bem movimentado aqui. – falou uma linda voz feminina que vinha de fora do quarto.
    – Irisviel! – respondeu Volkner se virando para a porta.
    – Oi Volks! – cumprimentou Irisviel ao levantar seus pês para beijar os lábios de Volkner.
    As meninas viram seus pais se beijarem e ficaram com nojo.
    – Eca! – comentaram as irmãs.
    Irisviel e Volkner olharam para suas filhas e riram. Os dois saíram do quarto das meninas e foram para seu quarto. Quando chegaram lá Volkner, fechou a porta e se jogou na cama como se estivesse exausto.
    – Como foi o trabalho? – indagou Irisviel.
    – Foi complicado. – respondeu Volkner.
    – Você se machucou? Está doendo?
    – Não, estou bem, apenas foi cansativo. Mas, não se preocupe sempre ficarei bem, afinal vocês são o que me da força para continuar. – disse Volkner sorridente
    Iri sorriu alegremente e disse:
    – Volks, eu te amo.
    Volkner ficou sorriu e respondeu:
    – Eu também te amo.
    Os dois se fitaram e se beijaram novamente. Volkner passou a mão nos lindos fios de cabelo de Irisviel e fitou os seus olhos.
    – Nunca saia de meu lado. – informou Irisviel.
    – Você sabe que não sairei. – concordou Volkner.
    Então os dois ouviram alguém bater na porta de seu quarto. Era Aloutte, que estava segurando um envelope.
    – Al, o que foi? – indagou Irisviel.
    – Mestra Irisviel, acabou de chegar esse envelope na corresponderia, aqui diz que é urgente. – respondeu Aloutte ao entregar o envelope para Irisviel.
    – Já disse que não precisa do “Mestra”. Você e essas suas manias. – comentou Irisviel. Ela olhou para o envelope que estava escrito bem grande em vermelho “Urgente”. – O que será que é isso?
    – Vamos abrir. – disse Volkner.
    Irisviel entregou o envelope para Volkner que abriu e leu em voz alta:
    – Vocês estão convidados para o meu aniversario de 40 anos! Acontecerá no dia 24 de junho em Rustboro em Hoenn! Está sem dinheiro para viajar? Então para de ser um vagabundo e vá trabalhar! Você não pode perder essa festa! Vai ser animal! Se leu até aqui e não achou que a mensagem era urgente, reveja seus conceitos! Beijos para mulheres e abraços para elas também! Até mais, Hiroshi Shiro!
    Volkner parou de ler.
    – Mas que droga de convite é esse! – gritou ele. – Só mesmo esse Hiroshi para inventar uma coisa assim.
    Irisviel viu a reação do marido e riu:
    – Você pode estar reclamando, mas você realmente gosta do Hiroshi, não é?
    Volkner parou de reclamar e respondeu sua esposa:
    – Sim, acho que ele é uma das poucas pessoas que posso chamar de amigo. Afinal, depois do incidente em Hoenn, ele me ajudou e continuo a me dar forças. Com certeza é um grande amigo. Agora falando dele, me lembrei que ele queria escrever um livro sobre Pokémons e se tornar um professor, será que ele está mais próximo de seu desejo?
    – Vamos descobrir, quando irmos para o aniversário dele. Devemos levar Illya e Elesa também, aposto que o filho de Hiroshi ficaria feliz.
    – Você tem razão! Além disso, faz tempo que não vejo ele. Se bem que ele não deve ter mudado nada. – sorriu Volkner ao lembrar de seu amigo.

    Cidade de Saffron (Kanto), 6 de Junho de 2016.

    Era uma noite escura e chuvosa, não se podia enxergar uma estrela no céu. Um homem de aparência jovem, mas nem tanto, devia estar com seus 40 anos de idade, estava saindo de um prédio que possuía na sua entrada o nome Energitrom. Ele possuía cabelos negros, olhos azuis-claros e estava vestindo um terno preto. Ao sair ele foi parado por um homem de cabelos e olhos castanhos claros que estava vestindo um uniforme azul-escuro:
    Senhor Hiroshi, deseja que eu chame um táxi? – ofereceu o homem de cabelos castanhos ao se curva para o outro homem.
    Sim, por favor. – respondeu Hiroshi.
    Certo! Senhor, espere um segundo que irei la dentro chamar um táxi.
    O homem do uniforme azul entrou no prédio, enquanto o outro homem ficava em pé o esperando. Então poucos segundos depois, um celular tocou, Hiroshi enfiou a mão no bolso e agarrou o celular. Ao olhar quem estava te ligando, viu o nome Aiko, então rapidamente ele aceitou a ligação e começou a falar:
    Aló amor! – cumprimentou Hiroshi.
    Hiroshi, cade você? Estou com saudade! Já faz uma semana desde que você viajou! – disse a mulher com uma voz meiga.
    Aiko, não se preocupe. Logo, estarei em casa novamente, é que tivemos um pequeno problema, mas já está tudo resolvido devo estar em casa daqui 3 dias. Quando eu chegar começaremos a preparar a festa! – exclamou Hiroshi entusiasmado.
    Na verdade eu e o Cheren já começamos, mas deixando isso de lado. 3 dias? Achei que você chegaria logo amanhã, estou com muitas saudades. Você não pode tentar chegar mais cedo? – indagou Aiko.
    Você sabe que não dá Aiko! Afinal isto é trabalho, se não fosse por ele não poderíamos pagar nossas contas. – respondeu o Hiroshi.
    Eu sei, eu sei, mas é que você sempre esta viajando e acaba que fica pouco tempo em casa.
    Bem isso é verdade, mas eu prometo que quando voltar ficarei mais tempo em casa. Quando eu terminar de escrever meu livro, talvez eu não precise mais trabalhar aqui e ficarei em casa sempre!
    Certo! Eu prometo que quando você chegar prepararei seu prato favorito!
    Então é uma promessa. – disse Hiroshi ao sorrir.
    Hiro, tem mais uma coisa.
    O que foi?
    Tem alguém aqui, que também está morrendo de saudades e está querendo falar com você. Vou passar o celular para ele.
    Pai! – falou a voz que se ouvia no telefone no lugar da voz de Aiko.
    Oi filhão! - disse Hiroshi sorrindo
    Pai, to com saudades, quando você vai voltar? – perguntou o garoto, sua voz era meio fina, provavelmente não tinha mais do que 10 anos.
    Logo Cheren. Deixa o papai terminar o trabalho, que ele vai voltar para casa.
    Então volta logo papai. Eu e a mamãe estamos com saudades. - pediu o garoto com uma voz meio triste.
    Não se preocupe garotão. Mas me diga ai, como vai à escola? – indagou Hiroshi
    Vai bem. Hoje a professora nos ensinou mais sobre os tipos dos Pokémons, suas vantagens e desvantagens. – responde o garoto com entusiasmo.
    Que legal, filho! Vamos ver se você aprendeu mesmo! Sobre os tipos águas, fogo e planta, quem tem mais vantagem em relação aos três?
    Hum, deixa eu pensar. – pediu o garoto com uma voz meio pensativa. – Já sei, é água, porque fogo queima a planta, mas água apaga o fogo!
    Errado! É verdade o que você disse, mas entre esses tipos nenhum possui mais vantagem, apesar de fogo ganhar de planta e água ganhar de fogo, planta ganha da água e então o fogo ganha da planta e o ciclo se repete sem se acabar. – explicou Hiroshi sorrindo e rindo – Foi quase filhão, boa sorte na próxima!
    Enquanto Hiroshi conversa com sua família, alguém o estava observando escondido nas sombras. Era impossível de se enxerga quem estava lá, mas havia alguém.
    Alguns minutos depois, o homem de uniforme azul voltou para a frente do prédio, mas ao sair ele se deparou com uma cena que ele nunca mais se esqueceria:
    Senhor Hiroshi, desculpa a demora, mas a central de táxi teve um problema e… - Ele parou de falar ao presenciar o que aconteceu.
    Havia uma poça de sangue no chão, junto com um telefone, mas o que assustou o homem não foi isso. O que lhe assustou profundamente foi um corpo ou, pelo menos, algo que parecia com um, ele estava cortado em vários pedaços e sua cabeça estava pressa em uma estaca de madeira colada no chão. O homem não percebeu ao olhar pela primeira vez, pois o choque tinha sido grande demais, mas ao olhar de novo o corpo, ele percebeu que aquela cabeça era de:
    Hi..roshi. – sussurrou o homem ao suar frio e sentir um medo imenso. – O que é isso? Não pode estar acontecendo comigo! Vou sair daqui! Arceus me proteja!
    O homem saiu correndo para dentro do prédio, ele não queria ver mais nada, mas isso já não bastava, o que ele viu o aterrorizaria para sempre.

    Cidade de Saffron (Kanto), 7 de Junho de 2016.

    Após os acontecimentos da noite passada, os policias chegaram e local foi fechado temporariamente. O dia estava claro, fazia sol, vários policiais estavam no local do crime, foi quando que um carro preto e de um modelo antigo parou perto. Um homem velho quase careca saiu do carro, o pouco de cabelo que ele tinha era grisalho assim como seu longo bigode. Ele usava óculos e vestia um uniforme azul com estrelas douradas nos ombros e medalhas no peito, ele foi caminhando para o local do crime ao chegar perto foi interrompido por um homem que possuía cabelos e olhos negros e vestia um terno verde, mas por cima dele estava vestindo um casaco marrom.
    Senhor Grumman, aleluia! Você finalmente chegou! – comentou o homem de casaco marrom.
    Looker, meu querido, desculpe pela demora. É que eu dormi demais. – esclareceu o homem velho.
    O senhor sempre dorme demais! Deveria arranjar um despertador. – sugeriu Looker com raiva.
    Na verdade eu tenho um despertador, mas eu não o uso. – revelou Grumman ao sorrir ironicamente.
    Você devia usá-lo para não acorda tarde.
    Mas eu gosto de acorda tarde.
    Que seja! Venho logo ver a cena do crime! – gritou Looker sem paciência.
    Está certo, o que foi dessa vez? – indagou Grumman ao começar andar com Looker para o local do crime.
    Homicídio. O sujeito foi assassinado ontem a noite por volta das 10. – respondeu Looker.
    Quem era o sujeito e qual era seu trabalho? - questionou Grumman
    O nome da vítima era Hiroshi Shiro, ele era engenheiro da Energitrom, mas antes disso foi um politico e apoiou o presidente Emiya na sua eleição.
    Deixa eu adivinhar, Hiroshi foi morto por armas brancas e esquartejado. – disse ele ao parar ao lado da cena do crime.
    Grumman olhou para o local e localizou o corpo da vítima:
    Bem, parece que eu acertei. – suspirou Grumman ao virar seu corpo para posição oposta à do corpo morto e começar a voltar para o seu carro.
    Grumman, espere! – gritou Looker ao segui-lo
    O que foi, Looker?
    O que você acha que isso quer dizer?
    Bem eu não sei, mas, com certeza, não é algo bom. Já é a quinta vitima de homicídio em um mês e todas vítimas foram mortas do mesmo jeito, por armas brancas e esquartejados. Além disso todas as vítimas eram políticos ou já haviam sido no passado.
    Então quer dizer, que nada disso é uma coincidência? – indagou Locker novamente.
    Claro que não é uma coincidência! – respondeu Grumman ao soltar outro suspiro – Com certeza, isso pode ser um grande problema.
    O que faremos?
    Uma equipe de elite. – respondeu Grumman.
    Como assim?
    Formaremos uma equipe de agentes de elite da polícia internacional para investigar o caso.
    E quem seriam esses agentes? – indagou Locker.
    Bem no momento eu não sei, mas ao pensar em todos, eu os chamarei Não se preocupe, escolherei todos eu mesmo.
    E tem certeza que é algo tão sério assim para convocar agentes de outras regiões?
    Certeza, eu não tenho. Mas para falar a verdade, eu espero que eu esteja errado, pois se eu estiver certo, em breve teremos …
    O começo de uma tempestade.




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