• Posted by : Dark Zoroark 14 de ago de 2016


    Cidade de Sunyshore (Sinnoh), 9 de Junho de 2016.

    Diversas dúvidas passaram pela mente de Volkner. Se ele pudesse encontrar quem matou Hiroshi poderia vingar seu amigo. A mente de Volkner estava confusa, ele não conseguia mais raciocinar direito, as únicas palavras que conseguiram sair de sua boca foram as seguintes:
    Eu aceitarei a missão.
    Muito bem, mas antes de ter 100% de certeza que participará da missão eu gostaria que você participasse de uma reunião na sede da PI de Kanto, para poder saber mais detalhes da missão. Está de acordo? – indagou Grumman.
    Sim. – Foi uma resposta rápida e clara.
    Antes que eu me esqueça, pode passar o telefone para Irisviel? Tenho algo a falar com ela.
    O loiro sentiu receio de passar o telefone, não sabia o que Grumman poderia querer com sua esposa, mas Volkner sabia que o velho o enrolaria até que fizesse. Por fim, Volkner chamou Irisviel e passou o telefone para ela. Ao ouvir a voz do outro lado, Irisviel reconheceu a voz que nunca esquecera.
    Irisviel, quanto tempo! Você está bem? E suas filhas? Tenho certeza que já cresceram bastante.
    Grumman, não me venham com esta enrolação. – reclamou Irisviel. – Me diga, o que você está querendo de mim?
    Sobre isso…

    Planalto Índigo(Kanto), 9 de Junho de 2016.

    O estádio estava lotado, a plateia gritava de ansiedade. Na arena, localizada no centro, uma batalha esteva prestes a começar, dois treinadores entraram em campo, do lado esquerdo um homem de olhos verdes e cabelos negros, ele vestia uma calça jeans e uma camiseta branca. Do lado direito entrava uma garota de aparência bem jovem, sua pele era bastante clara, era bem baixinha, tinha lindos olhos azuis cristalinos e seus fios de cabelos eram azuis que nem o céu estrelado, ela também possuia bochechas rosadas. Suas vestimentas eram roupas de colegiais, sua camisa era branca, possuía um laço vermelho amarado em seu pescoço e estava vestindo uma saia curta cinza com listras brancas. Os dois treinadores se posicionaram e o juiz, que já estava no campo os aguardados, anunciou:
    Hoje uma batalha amistosa acontecerá! De um lado o treinador Alvin que está ganhando essa chance única de batalha contra a campeã da Liga Índigo, estou falando nada mais nada menos que Celly Fuyuki, a Campeã Celeste!
    A plateia ia a loucura, a ansiedade era enorme, gritavam o nome da campeã e comemoravam o início da batalha.
    A batalha será bem simples, um contra um, sem trocas. O vencedor será o último de pé. Com as regras já ditas, que a batalha comece!
    Os dois treinadores pegaram e arremessaram suas pokébolas ao mesmo tempo. Duas silhuetas se formaram e finalmente os pokémons foram revelados. Do lado da Celly havia um Arcanine e do lado de Alvin, um Tauros.
    Não vamos fazer o publico esperar mais! Tauros use Zen Headbutt! – ordenou Alvin.
    Tauros disparou galopando para cima do Arcanine, seus chifres começaram a brilhar em azul.
    Arcanine use Extreme Speed para desviar e depois acerte o Tauros! – ordenou Celly.
    Arcanine disparou em corrida para cima do Tauros, ao redor de seu corpo uma ventania se formava, era como se seu corpo tivesse se tornado um tornado. Tauros galopou para cima do Arcanine tentando acertá-lo, mas a velocidade do pokémon de fogo era absurda e ele desviou facilmente. Tauros não desistiu e trocou de direção confiante que dessa vez o acertaria. Foi então que Arcanine passou correndo pelo seu lado, causando uma forte pressão, que quase o derrubou, mas Tauros se manteve firme em pé. Arcanine começou a correr ao redor do Tauros que já não conseguia mais acompanhar os movimentos do felino. Em um piscar de olhos, Arcanine correu em direção ao Tauros o acertando em cheio e o arremessando até a parede do estádio.
    Tauros! – exclamou Alvin preocupado.
    Os escombros da parede estavam por cima do Tauros, que conseguiu se levantar e voltar para o campo de batalha.
    O Arcanine é muito rápido, não vamos conseguir acertá-lo de perto. Tauros use Stone Edge!
    Tauros levantou suas patas dianteiras e bateu no chão, fazendo diversas rochas azuis saírem do chão indo em direção ao Arcanine.
    Arcanine use o Extreme Speed mais uma vez e desvie de todas as pedras enquanto vai direção ao Tauros para acertá-lo.
    Mais uma vez Arcanine disparou em direção ao Tauros. As grandes rochas tentavam acertar o Arcanine que com sua extrema velocidade conseguia desviar de tudo, seja esquivando ou pulando. As rochas o seguiam, mas isto não adiantavam e sua velocidade superava qualquer desses obstáculos. Arcanine se aproximava de Tauros para acertá-lo.
    Não deixe ele chegar perto! Flamethrower! – ordenou Alvin.
    Arcanine, Flamethrower também!
    A boca dos dois pokémons se encheram de chamas que foram cuspidas em direção ao outro. As duas lança-chamas se colidiram criando uma grande onde de calor que esquentava o estádio inteiro. Nenhum dos dois pokémons cediam, as chamas se intensificavam dos dois lados, uma empurrando a outra para seu adversário.
    Arcanine! – chamou Celly ao olhar em direção aos olhos de seu pokémon que entendeu o recado.
    O lança-chamas do Arcanine foi ficando mais fraco e a grande onde de chamas do Tauros a empurrou, acertando o pokémon de fogo.
    Isso! – comemorou Alvin, mas por algum motivo Celly estava rindo. – O que é de tão engraçado?
    Você caiu direto na minha armadilha. – respondeu ela.
    Repentinamente, o corpo do Arcanine começou a brilhar e chamas começaram a envolver seu corpo.
    O que está acontecendo? – indagou Alvin.
    Está é a habilidade do Arcanine, Flash Fire. O Pokémon que possui ela ao receber um dano de algum ataque do tipo fogo, a habilidade se ativa, assim tornando o usuário imune a fogo e aumentando o seu poder de golpes do mesmo elemento. – explicou Celly. – Você devia ter estudado mais. Agora, você está ferrado, vou por um fim nisso! Arcanine use Flare Blitz!
    Arcanine começou a correr e ao redor de seu corpo chamas forma formadas, parecendo um parafuso que cortava o campo com suas chamas.
    Tauros, pare ele com Stone Edge.
    O pokémon touro bufou e rochas foram invocadas do chão. Elas colidiriam com o Arcanine, que correu em direção a rocha a perfurando e derretendo com seu corpo. Arcanine estavam na frente do Tauros preparado para acertá-lo.
    Tauros use Giga Impact! – exclamou Alvin desesperado ao ver a grande onde de calor na sua frente.
    Uma aura branca com chamas amarelas se formaram ao redor do corpo do Tauros quando ele começou a correr em direção ao Arcanine com seu corpo flamejante. Os dois quadrupedes se colidiram causando um grande explosão que tremeu o estádio, algo que deixou muitos com medo, mas felizes com a batalha. A grande cortina de fumaça que formara começou a dissipar-se e por fim o vencedor foi revelado.
    Tauros está fora de combate! A vencedora é a Campeã Celly Fuyuki e seu Arcanine!
    Gritos ecoaram pela multidão, a emoção era grande.
    Você foi muito bem Arcanine. – disse Celly acariciando seu pokémon no meio do campo.

    Cidade de Lumiose (Kalos), 9 de Junho de 2016.

    Lá estava Augustine, dentro de uma cela escura e fria, era bem pequena, tinha apenas uma cama dentro dela e na parede havia uma janela cheia de grades, mas que era impossível de fechar, ela ficava ventando bem forte e deixava aquela cela um gelo. Augustine estava deitado na cama entendiado, não conseguia aguentar esperar mais e gritou para o policial que estava guardando sua cela:
    Brutus, cadê a Sophie? Ela está demorando muito, já faz um dia que estou preso nessa cela! Você não disse que ligaria para ela?
    O policial brutamontes ouviu o grito de Augustine e respondeu:
    Eu já liguei para ela, mas ela disse que está de saco cheio de ficar vindo aqui te soltar. Ela também disse que vai ser bom para você ficar preso por mais tempo e repensar suas ações.
    Repensar minhas ações? Você não está entendendo, eu e Rumiho somos almas gêmeas é amor verdadeiro, se eu pudesse voltar no tempo faria tudo de novo!
    A voz de Augustine ecou por toda a cela, foi então que algum policial apareceu segurando um telefone e dizendo que era para Augustine. Brutus disse que ele não estava em condições de receber telefonemas, mas o policial disse que era importante e Brutus cedeu dando o telefone para Augustine, que agarrou o telefone rapidamente e exclamou nele:
    Rumiho! Minha amada! Sabia que você não poderia esquecer de mim! Esperei por você por todo esse tempo! Eu disse que eramos almas gêmeas! Vamos nos casar!
    Augustine estava emocionado e animado, mas essas emoções foram jogadas no lixo quando uma voz masculina e velha falou através do telefone:
    Sycamore, eu nunca imaginei que você tinha essas emoções por mim, muito obrigado, mas você acabou confundindo o meu nome.
    Eu não estava falando de você! Estava falando de minha doce amada.
    Que decepção.
    Desculpe, mas quem é você mesmo?
    O que? Você não conhece reconhecer minha, estou me sentindo ofendido. Sou eu Grumman!
    A… claro …Grumman … Não me lembro de você.
    Estou me sentindo cada vez mais ofendido. Eu sou Grumman da Polícia Internacional, você me conheceu quando Volkner pediu sua ajuda com umas pesquisas em Hoenn.
    Grumman! Verdade, tinha me esquecido de você, mas não se preocupe já me lembrei. Mas o que te faz me ligar?
    Eu queria te convocar para uma missão.

    Cidade de Mossdeep (Hoenn), 9 de Junho de 2016.

    Steven estava em em seu quarto de pesquisa observando suas pedras com muito cuidado, prestando atenção nos máximos detalhes, sua determinação era enorme quase não chegava as piscar. Com muito cuidado ele mexia nas pedras e anotava num bloco os que percebia. Foi então que Elesis bateu na porta e anunciou:
    Mestre Steven, tem alguém querendo falar com o senhor no telefone!
    Diga para ele que estou ocupado! - Steven gritou para a porta.
    Mas ele disse que é muito importante! - insistiu Elesis.
    Steven respirou fundo, parou de fazer o que estava fazendo e disse:
    Entre logo e me dê o telefone.
    Elesis entrou no quarto e gentilmente entregou o telefone ao Steven, que lhe deu uma bronca por não estar lavando as pedras deles e mandou ela fazer isso urgentemente se não seria demitida. Elesis ficou assustada e voltou logo para seu trabalho. Quando ela saiu, Steven pegou o telefone e indagou:
    Alô? Quem é o infortunado que está me atrapalhando?
    O infortunado cheiroso sou eu que estou falando, Grumman! – respondeu Grumman.
    Grumman? Claro, só podia ser você. O que você quer dizer que é tão importante para me interromper enquanto estou trabalhando? – questionou Steven.
    Vamos em partes…

    Cidade de Goldenrod (Johto), 9 de Junho de 2016.

    Itaru estava em seu quarto junto com seu Pokémon, eles estavam mexendo no computador.
    Para vencer a Competição dos Draconianos eu preciso montar meu personagem com as melhores habilidades, armas e armaduras. – comentou Itaru concentrado. - O que você acha dessa?
    Ele apontou para uma luva de diamante dentro do jogo.
    Yama yama. – Hariyama fez um gesto que queria dizer boa escolha.
    Enquanto os dois montavam o avatar de Itaru para a competição o telefone tocou.
    Quem será que é? - Itaru perguntou a si mesmo.
    Ele pegou o telefone e atendeu:
    Alô, quem é?
    Itaru, aqui é Grumman, o líder da sede de Kanto da Polícia Internacional. – respondeu a voz que Itaru ouviu no telefone.
    Ao ouvir o nome, Itaru ficou preocupado e tentou terminar a conversa:
    Polícia Internacional? Acho que ligou errado. Eu não fiz nada. Tchau.
    Não desligue ainda! – pediu Grumman. – Tenho algo muito importante para falar.
    Já disse, eu não fiz nada. – falou Itaru assustado.
    Não é o que você fez, e sim o que eu quero que você faça.
    Como assim?
    Jovem Itaru, eu preciso de um hacker e eu sei que você é um dos melhores.
    Ha...cker? Você está enganado, eu não sou um hacker nem nada disso. Sou apenas um gordo que fica jogando jogos o dia todo. – Itaru se assustou ao ouvir o que Grumman falou e tentou desvia a conversa.
    Não minta para mim, eu sei que você hackeou os servidores da PI quando tinha vinte anos, mas sua mãe aceitou a culpa e foi presa no seu lugar. – contou Grumman.
    Não me prenda, por favor! – exclamou Itaru.
    Não estou aqui para te prender, já te disse que preciso de sua ajuda.
    Mas ajuda para que?
    Muito bem, explicarei a situação.


    Cidade de Lumiose (Kalos), 9 de Junho de 2016.

    Rumiho estava com Azusa em seu camarim tirando suas orelhas de gato e sua roupa de empregada, Azusa estava colocando sua roupa casual para ir embora, as duas estavam conversando sobre o Maid Café:
    Azusa, quantos clientes nos tivemos hoje? – indagou Rumiho ao fitar os olhos de sua amiga.
    Não sei o número direito, mas Tsukiko disse que os nossos clientes estão abaixando, que estamos com muitas dívidas e se isso continuar vamos ter que fechar o Maid Café. – respondeu Azusa com tom de voz bem triste.
    Não fique triste Azusa, eu prometo que vou conseguir o dinheiro e não vamos ter que fechar o Maid Café.
    Se Rumiho diz, Rumiho compre. Acredito em você, afinal esse é seu lema. – comentou Azusa terminando de vestir sua roupa. – Bem, já vou indo. Nos vemos amanhã?
    Nos vemos amanhã.
    Azusa saiu do camarim e Rumiho terminou de tirar suas roupas e procurou pela sua roupa casual para vestir, depois de vesti-la seu celular toca. Ela olha o nome que está escrito e ver “Grumman”.
    O que ele quer dessa vez? – Rumiho perguntou a si mesma enquanto atendeu a ligação.

    Cidade de Sunyshore (Sinnoh), 11 de Junho de 2016.

    Volkner e Irisviel estavam fitando a porta de sua casa enquanto esperavam suas filhas e Aloutte. O dia estava bastante claro e o sol brilhava fortemente, estavam indo para a sede da Polícia Internacional em Kanto, mas antes precisavam se despedir. Depois de um certo tempo suas filhas e Aloutte vieram se despedir em frente a porta.
    Mestre Volkner, mestra Irisviel, eu trouxe as meninas para se despedirem. – anunciou Aloutte.
    Muito obrigado, Aloutte. – agradeceu Volkner.
    Papai, mamãe! - disseram as duas meninas juntas. – Vamos sentir saudades.
    Nos também vamos, Illya e Elesa. Mas não se preocupem papai e mamãe vão voltar assim que puderem e vamos ligar sempre. – prometeu Irisviel sorrindo lidamente enquanto olhava para suas filhas.
    Sua mãe esta certa, voltaremos o mais rápido possível, então não se preocupem, vocês sabem que nos amamos muito as duas.
    Nos também amamos muitos vocês. - disseram as meninas.
    Aloutte, tome conta delas enquanto estivermos fora. – pediu Volkner.
    Vou cuidar, mestre Volkner. – concordou Aloutte.
    Aloutte, também vou sentir saudades de você, se lembre que se algo acontecer ou precisa de algo é só ligar. – falou Irisviel enquanto abraçava Aloutte.
    Sim mestra Iri, vou cuidar muito bem das duas e certamente sentirei saudades. – revelou Aloutte.
    Al, você sabe que não precisa nos chamar de mestres, afinal nos conhecemos desde de pequenas.
    Vou tentar Iri.
    É um começo. – comentou Volkner.
    Todos se abraçaram e se despediram, as meninas começaram a chorar de saudades, mas Irisviel e Aloutte conseguiram fazê-las pararem. Depois da despedida, Volkner abria a porta para sair de sua casa junto com Irisviel, mas antes de sair ele ficou fitando a saída por muito tempo, não sabia quando voltaria, mas ele nunca imaginaria que o que estava preste a acontecer e que talvez ele nunca mais chegasse a abrir aquela porta novamente.
    Ao sair de sua casa, olhou para sua esposa e indagou:
    Iri, tem certeza que quer fazer isto?
    Volks, você sabe que sim. Não acho certo deixarmos nossas filhas sem nem um pai ou uma mãe, mas se está missão for realmente perigosa e tiver algo a ver com o assassinato de Hiroshi como Grumman disse, eu tenho certeza que me arrependerei se deixar você ir sozinho. Além do mais, se eu não for quem é que vai cuidar de você? – disse Irisviel.
    Você sabe que eu já sou bem crescidinho, não é?
    Por fora sim, mas por dentro continua sendo uma criança! – sorriu Irisviel. – Mas este é um dos motivos do porquê eu te amo!

    Cidade de Lumiose (Kalos), 11 de Junho de 2016.

    Rumiho estava no aeroporto de Lumiose esperando o seu voo, tinha chegado cedo para fazer o check-in e despachar sua bagagem, mas agora ela estava ficando entediada, não tinha nada para fazer sentia sono, mas não queria dormir, pois podia perder o seu voo. Elas estava sentindo seus olhos fechados, tentava resistir a tentação, mas o esforço foi em vão, seus olhos se fecharem e ela começou a dormir. Dormiu por algum tempo, mas sentiu algo tocando os seus lábios, foi abrindo seus olhos devagorosamente, quando viu que estava acontecendo tomou um susto. Um homem de cabelos pretos, olhos cinzas e que vestia um jaleco branco a estava beijando. Ela corou e empurrou o homem com toda força enquanto gritava e gaguejava:
    O..o...qu...e....vo....cê... esta fazendo?
    Querida Rumiho, finalmente nos encontramos novamente! – exclamou o homem que fitou os olhos de Rumiho enquanto sorria.
    Augustine! – berrou Rumiho. – O que você pensa que estava fazendo?
    Eu estava te beijando. – respondeu Augustine. – Quer outro beijinho?
    Suma daqui! Eu pensei que você tinha sido preso.
    Não se preocupe minha querida, eu já fui preso várias vezes e serei preso muitas outras no futuro, mas agora eu sou um homem livre!
    Deviam ter te deixado preso.
    Rumiho, não precisa ter vergonha você sabe que eu gosto de você. Vem cá e me dá outro beijinho – pediu Augustine enquanto fazia biquinho.
    Eu já disse para sumir daqui! – berrou Rumiho enquanto empurrava Augustine para longe.
    Não te entendo, primeiro me beija, agora quer que eu vá embora? Mulheres são realmente complicadas.
    O que! Eu não te beijei, você se aproveitou de mim, que estava indefesa enquanto dormia e saiu me beijando!
    Mas você gostou não foi?
    Hum? – Rumiho corou e começou a gritar – Claro que não seu idiota! Sai daqui se não vou chamar a policial.
    Receio que você não possa fazer isso. Eu estou numa missão secreta muito importante que pode mudar o rumo do mundo.
    Você? Pare de mentir e saia logo daqui!
    Parece que não vai acreditar em mim. Mas antes de eu ir, gostaria que você me dissesse onde eu posso pegar esse voo. Estou meio perdido. – pediu Augustine enquanto mostrava sua passagem.
    Rumiho segurou a passagem e olhou para ela, quando viu o número do voo, ela soltou um berro:
    Impossível!
    O que foi, Rumiho?
    Você está no mesmo vou do que eu. Além disso o seu lugar é do lado do meu.
    Esplendido! Quer dizer que vamos juntos para Planalto Índigo.
    Depois de ouvir o que Augustine disse Rumiho percebeu uma coisa, mas ela se recusou a acreditar. Para ter certeza se o que ela temia era real, ela fez uma pergunta a Augustine.
    Augustine, essa missão que você falou, tem alguma coisa relacionada à reunião na sede da Polícia Internacional de Kanto?
    Sim, como você sabia?
    Eu sabia porque também vou participar dela. – comentou Rumiho tristemente enquanto pensava que a vida as vezes era injusta.

    Planalto Índigo(Kanto), 11 de Junho de 2016.

    Volkner e Irisviel já tinha chegado na sede da PI de Kanto, que fica localizada no Planalto Índigo ao lado da Liga. Os dois estavam dentro da sala onde seria a reunião, ela era espaçosa tinha uma mesa retangular grande no meio, onde havia 10 cadeiras, oito nas pontas e uma em cada cabeceira, a mesa era feita de carvalho, assim como as cadeiras que também eram acochadas. Na sala também podia se ver um telão enorme no lado oposto da porta atrás de uma das cabeceiras da messa. A sala era iluminado por um lustre enorme que ficava bem acima da mesa. Volkner e Irisviel estavam sentados no lado direito da mesa, um do lado do outro enquanto esperavam pelo início da reunião.
    Depois de esperar por um longo tempo, Volkner já estava cansado de esperar e queria ir no banheiro, não aguentava segurar mais. Antes de sair ele avisou para Irisviel onde ia e foi procurar o banheiro. Quando saiu da sala, viu um corredor enorme cheio de portas que ele não sabia a onde o levariam, então procurou por alguém para saber aonde era o banheiro, descobrindo saiu correndo, já estava muito apertado, mas quando foi virar para o corredor do lado se esbarrou com alguém, derrubando a pessoa e a si mesmo.


    No grande portão da entrada da sede da Polícia Internacional, Celly estava ali tentando entrar, mas os guardas não deixavam.
    Senhorita, aqui não é lugar para crianças! É bom você procurar seus pais e voltar para casa. – ordenou um dos guardas.
    Eu não sou uma criança, seu idiota! Eu já sou bem crescida! Agora, me deixe entrar!
    Não podemos fazer isto, eu já disse, este lugar é restrito, apenas pessoal autorizado pode entrar. – explicou o homem.
    Me chamaram aqui! É melhor você deixar eu entrar por este portão, se não…
    Se não, o que? Vai começar chorar e chamar o papai! – debochou o homem que começou a rir.
    Eu vou te matar, seu desgraçado. – Celly pulou em cima do guarda e começou a morder seu braço.
    Me largue! Está doendo sua criança maldita!
    Eu já disse que eu não sou uma criança! – reclamou Celly enquanto mordia o braço do guarda com mais força. Ele mexia o braço tentando tirar a garota, mas ela era resistente e não soltava.
    O que está acontecendo aqui? – indagou uma velha senhora que acabara de chegar. Ela tinha cabelos loiras e olhos negros. Vestia um uniforme roxo com um avental branco e se apoiava num cajado para andar.
    Professora Agatha! – exclamou Celly ao soltar o braço do guarda.
    Ainda bem que você chegou, senhora Agatha da Elite dos Quatro. Esta menina ficou louca, estava querendo entrar na sede da PI e por causa de eu não ter deixado mordeu me braço. – contou o homem.
    Não se preocupe com isso, ela foi convocada para comparecer numa reunião. – revelou Agatha.
    Sério? Uma criança que nem ela foi chamada pelos superiores? – indagou o homem.
    Não me chame de criança! – trovejou Celly que foi ignorada.
    Ela pode ser uma criança, mas é a campeã da Liga Índigo, Celly Fuyuki.
    O guarda pareceu surpreso, se desculpou com Celly e deixou ela entrar, que logo em seguida, deu língua para ele.
    Você me ajudou muito, professora Agatha! – agradeceu a campeã.
    E você devia se controlar mais, não pode sair por ai mordendo os outros. – reclamou Agatha.
    Desculpe-me, é que odeio ser subestimada por ser mais nova e pequena.
    Tudo bem, mas se lembre que eu sou sua guardiã, então sou responsável por você. Se fizer alguma besteira, sou eu que levarei bronca.
    Está certo, professora Agatha. – Celly parecia incomoda com algo. – Tem uma coisa que quero te perguntar?
    É sobre o desaparecimento de seu avô, não é?
    Celly concordou.
    Celly, não quero mentir para você. Não conseguimos nenhuma pista, não sabemos aonde ele esteja, nem o que aconteceu com ele. Mas prometo que faremos o máximo para encontrá-lo! Por isso, me desculpe. – Agatha curvou-se para Celly.
    Não precisa disso tudo. Pode se levantar. – pediu Celly. Logo sua expressão ficou triste. – Eu entendo a situação, fico um pouco triste, mas confio em você! Sei que encontrará meu avô.
    As duas conversaram mais um pouco e se separaram, Agatha explicou para Celly o caminho para a sala onde ela deveria ir. Celly continuo caminhando por dentro daquela sede enorme, rumo a sala de reuniões que a esperava, foi então que um homem loiro virou o corredor e colidiu-se com seu corpo.
    Ai, minha cabeça. – reclamou Volkner.
    Seu maldito! Olhe por onde anda! – reclamou Celly.
    Quando Volkner abriu os olhos, viu Celly caída ao seu lado, como a saia da menina era muito curta, ela havia se levantado e Volkner viu logo de cara a calcinha que a Celly vestia, uma calcinha branca com listras azuis. Quando a garota percebeu o que tinha acontecido ela corou tanto que seu corpo inteiro ficou vermelho, ela ficou com raiva e chutou a cara de loiro para longe.
    O que está acontecendo? Achei que coisas assim, só acontecessem em filmes clichês! – pensou Volkner.
    Quando ele tomou a consciência e olhou para a Celly, ela já estava de pé com um olhar envergonhado e meio ameaçador no rosto.
    O que você pensa que está fazendo! Olhando para a calcinha de uma jovem garota que nem eu! Seu tarado! – berrou Celly.
    Foi sem querer eu juro.
    Então passe a prestar mais atenção!
    Me desculpe, prometo que vou.
    Muito bem então.
    Esse momento tinha sido estranho para Volkner, se Irisviel descobrisse o que tinha acontecido ele estaria em apuros, mas então ele percebeu algo estranho. O que estaria uma garota tão jovem fazendo na sede da PI, ela era muito jovem para poder ser uma agente.
    Desculpe querer te incomodar, mas você não deveria estar aqui. – comentou Volkner
    O que você quer dizer? – indagou Celly.
    Bem, aqui é a sede da PI, um local para adultos e não crianças, você não deveria estar aqui. Não sei como você entrou, mas você deve ir embora logo.
    Eu não sou uma criança! Já tenho 14 anos e já estou bem crescida! – berrou Celly.
    Mas de qualquer jeito você não é adulta, para participar da PI, você tem que ter no mínimo 18 anos. Me diga aonde você morra que vou mandar alguém te levar. – explicou Volkner.
    Só porque ainda não tenho 18 anos, não quer dizer que não sou uma adulta. Você não vai me levar para lugar nenhum.
    Você é bem complicada, me diga o número de seus pais que eu ligo para eles virem te buscar.
    Eu não vou, não quero e não posso.
    Por que não pode? Não sabe o número deles, se for isso é só dizer seu nome que alguém aqui deve descobrir. Tenho certeza que seus pais devem estar bem preocupados.
    Isso não vai adiantar. Meus pais morreram, a única pessoa que tenho que posso chamar de família é meu avô, mas ele está desaparecido no momento. – O tom de voz dela mudou, estava triste e sombrio. Seus olhos começaram a lacrimejar. – Desculpe-me, acho que falei demais.
    Apos dizer isso a garota começou a correr para longe enquanto choramingava.
    Eu sinto muito, espere um momento! – pediu Volkner ao tentar segui-la.


    Irisviel continuava na sala de reunião sozinha, estava começando a ficar preocupada, pois Volkner estava demorando muito. Quando finalmente decidiu sair para procurá-lo, alguém entrou pela porta. Era um jovem meio gordo e desengonçado, ele entrou na sala e ao ver aquela linda mulher que era Irisviel, ela parou de caminhar e sentiu que estava vendo um anjo.
    Boa tarde! – cumprimentou Irisviel.
    Bo..a…tarde. – gaguejou ele.
    Grumman também te convocou? Me chamo Irisviel. Qual o seu nome?
    Irisviel, um nome lindo para um lindo anjo. – pensou Itaru.
    Eu me chamo Itaru. – gaguejou mais uma vez.
    Itaru … Certo, não vou esquecer. Você trabalha na PI há quanto tempo?
    Eu nunca trabalhei, Grumman apenas me pediu para vir a essa reunião.
    O que? Quer dizer que você ele te chamou mesmo sendo um civil comum. Só aquele velho, para fazer isso. – comentou Irisviel. – Já que você não trabalha na PI, em que você trabalha? Eu já trabalhei na PI, mas agora sou uma médica. O que você faz?
    Eu bem, é estranho dizer isso, mas eu ganho dinheiro jogando jogos, acho que pode dizer que esse é meu trabalho. – contou Itaru meio envergonhado com o fato.
    Trabalha jogando jogos. Não sabia que dava para ganhar dinheiro assim. Grumman realmente escolheu pessoas diferentes. – riu Irisviel, não do fato, mas da novidade.
    Ao ouvir a risada de Irisviel o coração de Itaru palpitava era muito lindo o que ouvia e via.
    Aposto que meu marido vai gostar de você. – falou Irisviel quando terminou de rir.
    Marido, essa palavra ecou pela mente de Itaru, ele olhou para a mão de Irisviel e viu em seu dedo uma aliança, foi nesse momento que sua curta paixão por Irisviel tinha acabado. Mas mesmo assim ele não podia deixar de gostar de ver aquela linda mulher sorrindo.


    Volkner estava procurando pela menina que ele havia se esbarrado, mas não conseguia encontrá-la. Foi quando ele ouviu um grito de socorro e percebeu que aquela era a voz de Celly, saiu correndo em direção ao grito e quando chegou ao local viu o que tinha acontecido. Ela estava caída no chão e uma pedra do sol estavam quebrada ao seu lado, mas o mais importante e o motivo da garota pedir por ajuda era Steven, que estava com seus olhos ardentes em chamas, alguns diriam que ele estava possuído por um espírito maligno, mas não, este realmente era o Steven. Apos ter visto ele, Volkner logo entendeu o que tinha acontecido.
    O que você fez! Sua menina destruidora de pedras! Eu vou acabar com a sua raça! Desgraçada! – Steven gritava furiosamente para Celly.
    Me desculpe, foi sem querer, eu não queria me esbarar com você.
    O mundo dá voltas. – pensou Volkner.
    Desculpas uma ova! Você destruiu minha pedra do sol, agora eu vou destruir você. – berrou Steven enquanto chegava mais perto da garota.
    Me desculpe! – gritou a garota desesperada e morrendo de medo.
    Steven chegava mais perto da garota, mas foi interrompido por Volkner.
    Steven tenha calma! Eu vou te dar uma nova pedra do sol. Não precisa ficar tão bravo. – prometeu Volkner enquanto segurava Steven.
    Volkner? Não sabia que estava aqui, não te vejo desde de Hoenn. Obrigado por oferecer uma pedra do sol, mas não importa essa garota tem que pagar.
    Disse para ter calma, se uma pedra não é suficiente te darei duas. – ofereceu Volkner.
    Está bem. – concordou Steven se soltando de Volkner e caminhando para longe.
    Steven! – Volkner o chamou.
    O que foi? – indagou ele.
    Foi Grumman que te chamou?
    Sim, e aposto que ele também te chamou. – respondeu Steven.
    Acho que ganharia esta aposta.
    Steven voltou a caminhar para longe. Quando já não o podia ver, Volkner ajudou a jovem garota a si levantar.
    Você está bem? – indagou Volkner.
    Sim. – respondeu Celly.
    Olhe, eu queria me desculpar por antes. Eu não sabia sobre seus pais.
    Não tem problema, você me salvou agora.
    Sabe, eu também perdi os meus pais quando era jovem, então sei que é difícil.
    Sinto muito. – disse Celly.
    Não precisa se preocupar, já superei isso.
    A garota olhou para o corredor e disse.
    Que homem assustador, aquele cara.
    É sim.
    Os dois começaram a rir.
    Sabia que ele é o ex-campeão de Hoenn? Steven é um treinador muito forte, mas largou o posto de campeão para buscar novas pedras pelo mundo. – contou Volkner.
    Que motivo idiota. – debochou Celly.
    É verdade, mas este é o Steven. Um cara assustador e estranho.
    Pode apostar. – riu Celly junto a Volkner.
    Por que você está aqui? Quero dizer por que uma garota tão jovem está aqui? – indagou Volkner.
    Assim como você, Grumman me pediu para vir. – respondeu garota.
    O que aquele velho maldito fez? Chamar uma de menor para uma missão que ele disse ser tão perigosa!
    Não precisa ficar assim, afinal esse é meu dever.
    Dever? Do que está falando?
    A garota com uma expressão de orgulhou falou.
    Eu sou Celly Fuyuki, a atual campeã Liga Índigo, sou mais conhecida com a Campeã Celeste.
    Campeã? – Volkner não acreditou.
    Isso mesmo! E como campeã, tenho que participar das reuniões mais importantes sobre Johto e Kanto.
    Ainda não acredito.
    Só por que eu sou muito nova?
    Não, é porque eu nunca imaginei que a campeã da liga índigo fosse uma garota tão fofa e bonita que nem você.
    A garota corou tanto que sua suave pele branca ficou vermelha assim como a lua em um eclipse. Volkner riu da expressão de Celly, os dois continuam conversando e rindo juntos. Talvez naquele momento eles não soubessem, mas aquela amizade que acabava de se formar mudaria não apenas seus destino, mas o destino de todos aos seus arredores.


    Irisviel e Itaru continuavam na sala da reunião esperando pelos outros, ela continuava sentada numa cadeira do lado direito e ele se sentava numa cadeira do lado esquerdo, continuavam conversando e descobrindo cade vez mais um pouco da vida do outro. A porta finalmente abriu e quem chegou não foi Volkner como Irisviel esperara e sim Steven.
    Steven, você também foi chamado por Grumman? Realmente esse velho é estranho. – confirmou Irisviel.
    Irisviel, você também está aqui. Isso facilita as coisas, lembre Volkner que ele me deve duas pedras do sol. – pediu Steven.
    Irisviel pareceu surpresa e sem entender direito, mas não tentou pensar muito.
    Esse é o seu marido? – indagou Itaru.
    Não! Está maluco! - Irisviel gritou rapidamente. - Ele é apenas um conhecido.
    E você quem é? – perguntou Steven fitando Itaru.
    Eu me chamo Itaru, muito prazer.
    Acho que você vai ter mudar essa última parte. – comentou Irisviel bem baixinho.
    Mais uma vez o som da porta abrindo ecou na sala, mas dessa vez entraram duas pessoas. Um homem usando um jaleco branco e uma mulher de olhos e cabelos rosas. Os dois entraram discutindo, na verdade parecia que a mulher estava discutindo com uma porta, pois o homem nem prestava atenção. Ele fez um sinal para ela parar de falar e olhou para todos naquela sala e disse.
    Maravilhoso! Finalmente chegamos! Para os que não sabem, eu sou Augustine Sycamore.
    Augustine? Você também foi convocado por Grumman? – questionou Irisviel.
    Irisviel, você acertou. Faz muito tempo que não nos encontramos. Como você está? E suas filhas estão bem?
    Sim, obrigada por perguntar. – respondeu Irisviel.
    Você também conhece ele? Filhas? – indagou Itaru.
    Sim, ele é primo do meu marido. – respondeu Irisviel.
    De segundo grau, querido. – Augustine piscou para Itaru que sentiu um frio na espinha.
    Rumiho ao perceber que estava sendo deixada de lado tentou entrar no meio da conversa.
    Estão esquecendo que eu também estou aqui. – reclamou Rumiho frustrada.
    Me desculpe, me chamo Irisviel. Qual seu nome?
    Eu me chamo … – Rumiho foi interrompida por Itaru.
    Você a não conhece, ela é a Deusa dos Maid Café, super famosa e linda. Um dos meus sonhos é ir em seu Maid Café em Kalos e ouvir sua linda voz. Ela é conhecida como Rumiho, a maid perfeita! - disse Itaru super empolgado.
    Quer dizer que você é famosa assim. – disse Irisviel a admirando.
    Não é pra tanto. - falou Rumiho humildemente.
    Além disso tudo, ela também é a minha namorada. Vamos nos casar em breve. – comentou Augustine.
    Namorada? Vão se casar? – exclamou Itaru deprimido, outro de seus sonhos ia por aguá abaixo no mesmo dia.
    Nada disso, eu nunca seria namorada de um lixo pervertido que nem você! – berrou Rumiho se referindo a Augustine.
    A chama do sonho de Itaru se acendera novamente.
    Você se esqueceu do nosso beijo no aeroporto? – indagou Augustine.
    Beijo? – falou Itaru deprimido novamente.
    Aquilo não foi minha culpa, foi um abuso seu. – reclamou Rumiho.
    Os dois continuaram a discutir por um tempo, mas Irisviel consegui fazê-los pararem de brigar. Todos se sentaram e se apresentaram.
    Irisviel, já que você está aqui, ele também deve estar não é? – indagou Augustine.
    Sim, você está certo.
    A quem vocês estão se referindo. – perguntou Rumiho.
    O famoso marido de Irisviel, Volkner Misaka… – respondeu Augustine.
    Quem?
    Muitos não o conhecem pelo verdadeiro nome, pois ele ficou conhecido por outro. Um nome que traz terror até os mais bem preparados… Justiceiro Dourado! – gritou Augustine.
    Justiceiro Dourado? – repetiu Rumiho com medo.
    Eu li que ele é uma criatura gigante, monstruosa e sem coração. Dizem que ele sempre mata todos os que entram em seu caminho e também os seus companheiros de sua missão. – disse Itaru com tremendo de medo.
    Onde você leu isso? – questionou Irisviel.
    Na Internet. – respondeu Itaru.
    Não se preocupem, aqui nesta sala os únicos que o não conhecem é você, você e você. - Disse Augustine apontando para Itaru, Rumiho e Steven.
    Na verdade, eu o conheço. E Ele me deve duas pedras do sol. – contou Steven.
    OK… Então os únicos que não conhecem são você dois. – falou Augustine.
    Foi então que eles ouviram a porta abrindo novamente.
    Ele está vindo! A criatura gigante, monstruosa e sem coração! Se preparem! – alertou Augustine.
    A porta estava abrindo devagorosamente, uma sombra entrava por ela. Rumiho e Itaru estavam temendo quem ou o que entraria por ela, mas ao a sombra ficar mais clara e visível, eles não foram os únicos que se surpreenderam. Quem entrou na sala foi Volkner, mas ele não estava sozinho, Celly estava entrando junto, o segurando pelo braço e escondendo parte do seu corpo atrás do de Volkner.
    Parece que chegamos a tempo. – comentou Volkner.
    Irisviel, esse é o seu marido? Volkner? Justiceiro Dourado? – questionou Itaru.
    Sim. – respondeu ela.
    Parece que minhas fontes na Internet estavam eradas. – disse Itaru.
    Volkner parecia estar relaxado até ver a expressão assustadora de sua esposa.
    Volkner Misaka, eu poderia saber quem é essa garota o acompanhando e o porquê você demorou tanto? – indagou Irisviel com um sorriso maquiavélico.
    Não é nada do que está pensando. – alertou Volkner. – Vamos Celly, se apresente!
    Mas eu estou com medo dele. – contou Celly ao apontar para Steven.
    Não se preocupe, eu já resolvi isso. É só não ficar encarando ele.
    Está bem.
    A garota soltou o braço de Volkner e se apresentou fazendo uma referência.
    Eu me chamo Celly Fuyuki, sou a atual campeã da liga Índigo, prazer em conhecê-los.
    Maravilhoso! Esplendido! Estou apaixonado! Que garota linda! Vamos nos casar! Venha cá doçura! – gritava Augustine de emoção.
    Me protege! – pediu Celly enquanto agarrava o braço de Volkner mais uma vez.
    Droga, deixei minha guarda baixa, nunca imaginei que Augustine estaria aqui também. – pensou Volkner.
    Augustine, meu primo. Faz um bom tempo que eu não te vejo, engraçado que a primeira coisa que eu quero fazer é te mandar ir embora. – contou Volkner.
    Meu priminho do meu coração, aonde foi que você encontrou essa beldade? – indagou Augustine enquanto mandava beijos para Celly.
    Você está a assustando. – avisou Volkner.
    Me desculpe, mas você ainda não respondeu minha pergunta.
    Bem, eu estava indo para o banheiro, mas me esbarrei com ela, cai no chão e quando eu abri os olhos eu vi a … – Volkner fez uma pausa, percebendo que tinha falado demais.
    Vi o que, querido? – indagou Irisviel.
    Nada não. – respondeu Volkner.
    Celly, certo? O que aconteceu depois? Eu sou a esposa dele, então mereço saber, não acha? – indagou Irisviel.
    Está certo, vou contar. Quando nos esbarramos e eu abri os olhos, ele estava olhando para minha... calcinha. - disse Celly toda corada.
    Estou morto! – pensou Volkner.
    O que? – Todos se perguntaram, menos Steven, que não estava ligando.
    Devia imaginar, tal primo tal o outro. – comentou Rumiho.
    Isso é injustiça! Eu que deveria ver a calcinha dela! – reclamou Augustine.
    Volkner Misaka! – exclamou Irisviel furiosamente.
    Esperem, não é o que você estão pensando. Foi um acidente! – disse Volkner.
    Depois de algum momento de discussão, Volkner conseguiu explicar o ocorrido, se apresentou a todos e se sentou. Na mesa no lado direito estavam sentados Irisviel, Volkner e Celly. Do lado direito estavam sentados Itaru, Steven, Rumiho e Augustine.
    Nunca imaginei que o tão temido Justiceiro Dourado seria alguém assim. Achei que ele seria um cara assustador ou coisa do tipo. – contou Rumiho para Irisviel enquanto ria.
    - É assim que as pessoas pensam que ele é. Mas se você o conhecer como conheço saberá que ele tem um coração muito doce. - disse Irisviel para Rumiho.
    Enquanto esperavam a reunião começar eles ião se conhecendo melhor. Todos já estavam ficando cansados de esperar.
    Cade Grumman que não chega nunca? – indagou Volkner.
    Ele é assim mesmo, sempre se atrasando. Mas não se preocupe ele irá vim. Eu conheço muito bem ele para saber que ele só chega 30 minutos depois do combinado. – falou Rumiho.
    Como você sabe? – indagou Volkner.
    Eu sei disso, porque ele é meu pai. – respondeu Rumiho.
    Pai? – Todos se surpreenderam incluindo Steven.
    Então a porta que estava um bom tempo fechada finalmente abriu-se e quem entrou foi o velho que havia chamado todo mundo para a missão, além dele, uma mulher jovem de cabelos negros entrou também. Todos fizeram silêncio. Os dois foram para o lado onde estava a tela gigante e Grumman disse:
    Como vocês já sabem, eu que chamei todos vocês aqui. Me chamo Grumman e essa jovem ao meu lado se chama Maiya. Desculpe-me pelo atraso, mas acredito que serviu para vocês se conhecerem. Prestem muita atenção no vou dizer.
    Todos já estavam prestando atenção desde do momento que ele entrara pela porta.
    Chega de enrolação e vamos começar logo essa reunião. E sim eu rimei.
    Apesar da piada horrível de Grumman, todos estavam ansiosos de alguma forma. Cada pessoa naquela sala, estava sentada ali, por algum motivo, cada um com suas próprias ambições e desejos. Por fim, a reunião finalmente começou, o que ninguém sabia naquele momento que o rumo que fosse tomado por aquela reunião, mudaria…

    O futuro da região de Kanto.

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