• Posted by : Dark Zoroark 1 de set de 2016

    Afinal, qual é o problema de pedir ajuda ou depender de alguém de vez em quando?

    Cidade de Aquacorde, 14 de outubro de 2016.

    O desespero tomava conta de seu coração, ele corria sem olhar para trás enquanto carregava a garota furisode em seus braços. Finalmente viu uma luz de esperança, ele viu uma pequena cidade onde ele se aproximava, acelerou o passo e seguiu até ela. Ao chegar lá Shiro desesperadamente procurou por ajuda.
    Onde fica o hospital dessa cidade? – gritou ele sozinho já que estava na madrugada, a maioria das pessoas já estavam dormindo. – Por favor! Alguém! Minha amiga precisa de ajuda!
    Os gritos nada adiantaram, ninguém o ouviu, sem saber o que fazer, começou a procurar um hospital por si mesmo. Procurava por toda cidade enquanto gritava, não conseguiu encontrar nada, mas seus gritos acordaram uma velha senhora que saiu de sua casa para ver o que acontecia.
    Eu preciso de ajudar! Se eu não encontrar um hospital logo, minha amiga pode morrer. – contou Shiro para a senhora.
    Ao ver o busto congelado de Katherine, a senhora tomou um susto, fez uma cara triste e disse:
    Não existe nenhum hospital nessa cidade nem centro pokémons.
    Os olhos de Shiro arregalaram, seu coração bateu mais rápido, o desespero se tornava cada vez maior.
    Não pode ser verdade! – negou Shiro.
    Tenha calma, meu jovem. Eu conheço um ótimo médico na cidade, ele pode te ajudar.
    Onde posso encontrá-lo?
    Na mansão dos Akari, fica naquela direção. – A senhora idosa apontou para uma direção.
    Muito obrigado! – agradeceu Shiro já correndo na direção certa.
    Espero que sua amiga fique bem.
    Shiro seguiu o caminhou a qual a senhora disse, e acabou se deparando com uma enorme mansão, onde possuía um grande portão para entrar no seu no lado de dentro do jardim que dava na mansão. Ao chegar lá Shiro começou a gritar:
    Um médico! Por favor! Minha amiga precisa de um médico!
    Os berros de Shiro acordaram alguém na mansão, ele percebeu isto, pois as luzes antes apagadas, haviam sido acesas. Shiro continuou pedindo por ajuda e então uma jovem garota vestindo uma camisola vermelha, ela possuía longos cabelos loiros e olhos azuis parecendo duas safiras saiu acompanhada por um velho alto, de longos cabelos e barba grisalha. Os dois caminharam até Shiro, ao chegar em seu lado o velho disse:
    Deixe-me carregar a sua amiga até dentro para poder tratá-la. – Shiro recusou a oferta. – Não se preocupe não vamos fazer nenhum mal a ela. Eu sou médico e vou cuidar dela.
    Depois de se acalmar, Shiro entregou Katy para o senhor que voltou imediatamente para mansão. Shiro, tentava raciocinar tudo que tinha acontecido naquele dia, parecia uma estátua.
    Vai ficar parado ai? Pode entrar também. – ofereceu a garota.
    O garoto respirou profundamente e a seguiu.


    Katherine estava num quarto onde o velho medico tomava conta dela, enquanto isso Shiro esperava fora no corredor, sentado no chão do lado da porta.
    O que foi aquilo na floresta? Eu estava me descontrolando, isso não acontecia comigo desde que Alice foi levada embora, achei que já não precisava mais me preocupar com o passado, mas eu não posso me livrar dele. – A mente de Shiro estava bagunçada, ele ficava encarando sua mão que tremia enquanto pensava nisso tudo. – Desculpe-me Katy, se eu tivesse chegado antes, você não teria que passar por isso.
    A garota loira de camisola vermelha, percebeu a preocupação do garoto e seguiu até ele.
    Não se preocupe ela vai ficar bem. William é um dos melhores médicos de Kalos e aquele quarto onde sua amiga está, é para ocasiões como essas. Já que em Aquacorde não há nenhum hospital ou centro pokémon, as pessoas precisavam de algum lugar para se cuidar e por isso resolvi fazer um quarto de hospital na minha casa.
    Shiro permaneceu quieto, estava com a mente em diversos lugares ao mesmo tempo que não raciocinava direito.
    Ainda não me apresentei, me chamo Serena Akari. Qual seu nome?
    Shiro Bretteur. – respondeu ele com a voz baixa.
    Certo, agora não se preocupa, vai dar tudo certo. – Serena segurou a mão de Shiro e o puxou. – Deixe sua amiga aos cuidados de William e me siga. Tenho algo para te mostrar.
    Serena levou Shiro, mesmo contra a sua vontade, até uma sala de jantar, onde havia uma mesa enorme, ela pediu para Shiro esperar e momentos depois voltou com um prato e colocou na mesa.
    Vamos! Pode comer! – anunciou ela.
    Até aquele momento Shiro não havia percebido a fome sentira, mas ao ver um prato de spaghetti em sua frente, sentiu muita fome, afinal ele não comia nada desde manhã. Sem receio, Shiro começou a comer a comida sem parar.
    Fui eu que fiz, está gostoso? – indagou Serena.
    Sim, está uma delicia. Muito obrigado.
    Serena sorriu com o elogio.


    O velho William terminou de cuidar de Katy e deixou Shiro entrar no quarto. Depois de ver sua amiga quente novamente, e não fria quase congelada, ele ficou aliviado.
    Elá vai ficar bem? – indagou Shiro.
    Não se preocupe, pode ser que ela durma bastante, mas não corre mais perigo de morte. – respondeu William.
    Muito obrigado.
    Apenas fiz o meu trabalho. Agora deixarei você ficar a sós com sua amiga.
    William saiu, deixando Shiro sozinho sentado numa cadeira ao lado da cama onde Katy estava deitada dormindo. Do lado de fora, Serena esperava por William.
    Você contou a verdade para ele? – indagou Serena.
    Por que eu mentiria?
    Ela me parecia muito mal para você ter certeza que ela ficará bem. Mesmo com suas incríveis habilidades médicas, não acho que ela sairia imune de um Ice Shard no busto. – contestou Serena.
    Milagre ou não, o Ice Shard não acertou nenhum ponto pudesse a ferir permanente. De qualquer forma, eu pude perceber que a garota se cura de forma estranhamente rápida. – explicou William.
    Se você diz. E sobre o Shiro, o que você acha?
    Fisicamente a garota está bem mais ferida, mas o estado emocional do rapaz pode ser um pouco preocupante. Apesar que eu creio que isso passará logo já que sua amiga está bem e ele não precisa mais se preocupar.
    Shiro continuava dentro do quarto sentado ao lado de Katy, ele então pegou seu telefone, viu que o sinal tinha voltado e resolveu ligar para seu irmão para contar o que havia acontecido.

    Cidade de Aquacorde, 15 de outubro de 2016.

    Seus olhos se abriam mais uma vez, Katherine havia despertado. Sentia um pouco de dor no em seus ombros, como se estivessem pesados. Ela percebeu que estava dentro de um quarto que nunca estivera antes, tentou se levantar, mas viu Shiro dormindo no seu colo, assim como os pokémons da garota. Foi então que a porta do quarto se abriu e uma garota de longos cabelos loiros entrou, ela vestia uma camisa negra sem mangas e uma saia vermelha. Ao ver Katy, a garota sorriu.
    Não esperava que fosse acordar tão cedo. – comentou ela.
    Onde eu estou? O que aconteceu depois que… – Katy se lembrou de batalhar com Yuki e do que ocorreu até receber o Ice Shard. Sua expressão mudou parecia triste e sentido dor.
    Não precisa se preocupar, estamos em Aquacorde. Eu não sei os detalhes do que aconteceu, mas esse seu amigo ai. Te carregou até aqui onde você pode ser tratada. – contou a garota de saia vermelha. – Me surpreende ele ter acabado dormindo, passou a noite acordado junto de seus pokémons, preocupado com você. Se bem que ele devia estar muito cansado, quando ele chegou aqui parecia despedaçado de alguma forma.
    Katy olhou para Shiro e seus pokémons, ficou preocupada e agradecida ao mesmo tempo. Ela então olhou a outra garota e disse:
    Muito obrigada…
    Serena Akari, prazer! – Ela sorriu e estendeu a mão para Katy.
    Katherine Fée, muito obrigada por tudo. – Katy apertou a mão de Serena e a cumprimentou.
    Eu não fiz nada, se quer agradecer a alguém, eu chamarei William, ele é meu mordomo e foi ele que cuidou de você.
    Mordomo?
    Antes que Serena pudesse explicar algo para Katy, um berro do lado de fora do quarto pode ser ouvido:
    Senhorita Serena!
    Oh droga. – comentou ela.
    Repentinamente, a porta se abriu e um garoto se jogou em cima da Serena, tentando a abraçá-la, enquanto gritava:
    Finalmente te achei, minha amada Serena!
    Antes o garoto conseguisse abraçá-la, Serena virou seu corpo e chutou o rosto do garoto, o jogando para longe. Ele então se levantou, tocou na sua cabeça, onde parecia estar se formando um galo.
    Não precisava ser tão agressiva, esse chute doeu muito. – Ele tinha cabelos negros e olhos cinzas claro, vestia uma calça e um casaco azul.
    Então não me assuste dessa forma! – reclamou Serena.
    Mas Senhorita Serena, você sabe que eu não consigo me controlar quando estou perto de você.
    Então vá embora e não volte mais!
    Eu não poderia fazer isso, só de pensar em ficar longe de você, já começo a tremer de medo. Além do mais se eu fosse embora tenho certeza que a senhorita ficaria triste.
    Claro que não! Se quiser pode ir embora que eu não ligo.
    Você é tão cruel, senhorita Serena. – choramingou o garoto.
    Katy assistia tudo, não conseguiu se conter e soltou um riso por causa dos dois, que perceberam a garota furisode rindo e pararam de brigar.
    Pelo menos agora, você não está com uma cara triste. – comentou Serena. – Antes que eu me esqueça, este garoto sem futuro nenhum, se chama Calem.
    Eu me chamo Katherine Fée, mas podem me chamar de Katy.
    Eu me chamo Calem e sou o futuro marido da senhorita Serena, é um prazer te conhecer.
    Futuro marido! Só nos seus sonhos! Seu idiota! – berrou Serena.
    Mas senhorita, eu seria leal até o fim, mesmo as vezes olhando para outras garotas bonitas como ela, mas daria minha vida e faria qualquer coisa por você!
    Então se mate. – pediu Serena.
    Eu até faria isso, mas como eu só tenho uma vida e um cogumelo verde não pode mudar isso, eu não me matarei. – disse Calem.
    Com todo o barulho no quarto, Shiro finalmente acordou, percebeu que os gritos que ouvia eram de Serena e Calem. Logo depois viu Katy acordada e sorrindo. Como se tivesse sido um reflexo, Shiro abraçou a garota furisode fortemente.
    Shiro! – exclamou ela corada e envergonhada, aquele abraço tinha a pegado desprevenida.
    Ainda bem! Eu fiquei muito preocupado. – Foi nesse momento, que Katy percebeu que apesar do aperto forte, as mãos de Shiro tremiam.

    Algo tinha acontecido depois de eu ter desmaiado, eu não sabia o que e isto me deixava triste. Shiro me abraçava com força, mas suas mãos tremiam, ao sentir o meu corpo no abraçado no dele, pude perceber que não eram apenas as suas mãos que tremiam, seu corpo inteiro fazia o mesmo, seu coração estava acelerado, sua voz trêmula e seus olhos de certa forma estavam mais distantes.

    Eu estou bem! Não precisa mais se preocupar comigo. – Katy retribuiu o abraço e depois de alguns segundo os dois se separaram.
    Logo depois os pokémons de Katy acordaram e pularam em cima de sua treinadora, Piplup a abraçava e Goomy lambia o seu rosto.
    Isso faz cócegas! – ria a garota furisode.
    Fico feliz que esteja se divertindo com seus pokémons. Mas é bom você se arrumar, pois daqui a pouco seus amigos vão chegar. – sugeriu Serena.
    Ela está falando da Eve e do Kuro. Liguei para eles ontem de noite, os dois ficaram muito preocupados, mas tenho certeza que logo chegaram aqui. Vão ficar felizes quando verem que você está bem. – sorriu Shiro.
    A garota furisode se arrumou e agradeceu a William, que foi apresentado por Serena, por ter cuidado dela.

    Algum tempo depois Katy e Shiro estavam no jardim da mansão onde ficava perto do portão. Os dois esperavam pela chegada de Eve e Kuro.
    Nossa, esse lugar é enorme. – comentou Katy ao olhar a mansão por fora.
    Concordo. Quando falei ontem com a Eve, ela me disse que a família Akari surgiu do nada, e rapidamente se tornou uma das mais ricas de Kalos, se tornando conhecida principalmente pelas famílias nobres e de alta renda. Isso explicaria o porquê daquele médico ser o mordomo da Serena.
    Nossa! Não sabia que a família da Serena era tão incrível.
    Mas tem outra coisa, Eve pediu para não revelarmos para Serena que ela é uma princesa.
    Por quê?
    Eu não sei e também não perguntei. Ela deve ter seus motivos. – disse Shiro. – Ela deve estar chegando logo, se quiser saber, é melhor perguntar a ela.
    Enquanto os dois esperavam no lado de fora, Serena e William conversavam em algum lugar dentro da mansão.
    Isto é muito estranho, ela devia ter ficado desacordada por alguns dias no mínimo. Será que ela tem alguma coisa a ver com o que você me pediu para pesquisar. – comentou William.
    Não quero tirar nenhuma conclusão precipitada. Talvez ela apenas seja mais forte do que pensamos. – disse Serena.
    Pode ser, mas tenho certeza que ela se cura estranhamente rápido. Apesar que pode ser apenas impressão minha.


    Finalmente depois de um longo tempo de espera, os dois foram avistados. Kuro e Evelyne haviam chegado em Aquacorde, ao serem verem Katy e Shiro do lado de foram ficaram felizes. Os quatro correram uns até os outros se comentaram e se abraçaram.
    Nunca imaginaria que você seria atacado por uma louca no meio da floresta. Fiquei tão preocupada que perdi qualquer vontade de comer doces. – falou Eve enquanto abraçava sua amiga. – Agora que você está bem, eu estou morrendo de vontade de comer algo cheio de açúcar.
    Eu já imaginava por isto. Pedi para Serena me dar um doce, pode pegar. – Shiro entregou um bombom para Eve, que ao receber o doce pulou em cima de Shiro o abraçando.
    Muito obrigada! É a segunda vez que você me dar um de seus preciosos doces! Vou te nomear de cavaleiro dos doces e toda vez que sentir vontade de comer algum doce, você traz um para mim.
    Estou começando a me arrepender de ter te dado esse doce. – comentou Shiro.
    Eu também quero um abraço, irmão! – Kuro pulou em cima de Shiro.
    Parem com isso! Me soltem!
    Shiro você diz uma coisa, mas eu sei que você adora abraçar seu irmãozinho, então não reclama. – disse Kuro.
    Cale-se! E me solte!
    Todos riram da situação.

    Apesar de termos ficado separados por pouco tempo, acho que todos sentimos muitas saudades um do outro. Fiquei feliz de nos quatro finalmente termos nos reunido novamente, Shiro também pareceu mais feliz, mas, ainda assim, ele parecia distante. Algo tinha acontecido, tinha vontade de perguntar, mas não achei que devesse.

    Depois de entrarem na mansão, Serena, Calem e William se apresentaram para Eve e Kuro.
    Katherine, agora que está bem vai partir? Apesar que como um médico eu recomendaria que você descanse pelo menos mais uma noite na mansão. – sugeriu William.
    Na verdade, nos estavam querendo vir para Aquacorde. – revelou Katy.
    Por quê? Aquacorde é uma cidade muito quieta, as vezes alguns turistas aparecem por aqui, mas vocês não me parecem turistas. – disse Serena.
    Não é nada disso. Eu vim para Aquacorde para treinar. – respondeu Katy.
    Treinar? – Serena pareceu supressa.
    Sim, eu estou atrás das insígnias, mas ainda não sou uma treinadora forte o suficiente para conseguir alguma. Por isso, vim aqui, por recomendação de Meyer, a procura da Valquíria das Chamas para poder treinar.
    Aquele velho fedido a gasolina. Não era para ele ficar me mandando pessoas para eu ter que treinar. – comentou Serena.
    Isto quer dizer que…
    Isso mesmo, eu sou a Valquíria das Chamas.
    Então vou vai me ajudar?
    Eu não disse isso. Eu posso ser a Valquíria das Chamas, mas não pretendo treinar ninguém.
    Por favor! – insistiu Katy.
    Eu já disse que não.
    Katy pareceu triste.
    Se vocês quatro querem continuar na cidade e não tem lugar onde passar a noite, eu ofereço a minha casa, mas não pretendo treinar ninguém. – falou Serena.
    Se o médico disse que era melhor para Katy descansar mais um dia. É melhor passarmos a noite. – deduziu Kuro. Os outros concordaram.
    Está tudo certo então. Calem você poderia mostrar a mansão para eles? – pediu Serena.
    Claro que sim, minha amada senhorita Serena! – exclamou ele.
    Alguém tem alguma pergunta? – indagou Serena.
    Eu tenho, você poderia me treinar? – insistiu Katy.
    Você sabe o que é uma não? – reclamou Serena.
    Katy pareceu decepcionada, a longa viajem desde Lumiose não teria valido por nada.
    Deixe isso de lado Katherine, eu vou mostrar a mansão da senhorita Serena para vocês. – anunciou Calem. – Por favor me sigam.

    A mansão era absurdamente grande, maior até a que eles ficaram presos na Rota 14. Por sorte do grupo Calem acompanhava eles e mostrava diversos cômodos, cozinha, salas, quartos, campos de batalhas dentre diversas outras coisas.
    Esse lugar é gigante, se estivesse sozinho, com certeza, me perderia. – comentou Kuro.
    Pode dar ênfase no com certeza. – concordou Shiro.
    Não se preocupem, sempre que precisarem de algo, é só me chamar. – disse Calem.
    Queria saber o porquê da Serena não ter vindo junto. – desabafou Eve.
    A senhorita Serena é muito ocupada com os assuntos da família Akari. Afinal, ela é a única que pode fazer isso. – respondeu Calem.
    Como assim? E a mãe e o pai dela? – indagou Katy.
    Ao ouvir a pergunta a expressão de Calem ficou séria e um pouco triste.
    Serena nunca conheceu o pai, acho que ele nem deve saber que ela existe. E a mãe dela, morreu quando ela ainda era uma criança. A senhorita tem um irmão mais velho, mas ele nunca está presente, então quem tem que tomar conta desses assuntos é ela. Além disso, como ela está atrás das insígnias, tem que viajar para outras cidades e isto acaba atolando ela de deveres quando volta.
    Sinto muito. – disse Katy.
    Você devia dizer isto para a senhorita Serena e não para mim. Mas não se preocupem, William sempre acompanha ela, então ela nunca está sozinha.
    Tenho uma dúvida, por que você chama ela de senhorita? Qual é sua relação com ela? – indagou Eve.
    Eu nunca conheci meu pai nem minha mãe, minha primeira lembrança era de quando eu vivia sozinho nas ruas de Lumiose. Era um época horrível, eu sentia frio, fome, dor, todo dia tinha que lutar para sobreviver, mas foi então que a senhorita Serena apareceu. Foi como se ela fosse um anjo me acolhendo, desde então passei a viver com ela e jurei a mim mesmo que a seguiria para sempre, mesmo vivendo sobre o mesmo teto, a vejo de forma distante, ela sempre tão forte e andando na minha frente. Acho que é pelo que devo a ela que a chamo de senhorita. – explicou Calem. – E tem mais uma coisa, eu vou me casar com ela no futuro então, nem pensem em chegar perto dela.
    Apesar da conversa séria, o último comentário de Calem conseguiu quebrar o clima pesado e todos riram um pouco. Eles continuaram pelo tour, mas havia muitas portas que Calem, apenas dizia que era proibido entrar e não mostrava dentro, foi então que no final da excursão, os cinco se cruzaram com uma mulher adulta, que vestia uma roupa de empregada, ela estava acompanhada por diversas crianças vestindo uniformes escolares e mochilas. Quando as crianças viram Calem correram para cumprimentá-lo.
    Calem! Quem são essas pessoas? São visitas? – indagou uma menina ruiva ao abraçar Calem.
    Isso mesmo, minha Keiko, tratem bem essas pessoas. – respondeu Calem.
    Vamos brincar! – anunciou um menino de cabelos negros.
    As outras crianças seguiram o coro.
    Jean! Crianças! Assim vão irritar a visita. – alertou a mulher vestida de empregada.
    Não precisa se preocupar com isso, Isabele. Tenho certeza que eles não vão se incomodar de brincar um pouco, não é mesmo? – indagou Calem para o resto do grupo.
    Katy parecia feliz em brincar com as crianças, Kuro não se importava muito, Shiro não queria, mas estava sendo arrastado e por algum motivo nenhuma criança parecia querer brincar com Eve. Eles ficaram ali por um tempo brincando com as crianças, Katy então percebeu que uma menina não brincava junto, ela estava um pouco afastada sozinha lendo um livro. Katherine se afastou das outras crianças e seguiu até a menina, ela possuía longos cabelos negros e olhos verdes que nem duas esmeraldas.
    Qual o seu nome? – indagou Katy.
    A menina não respondeu.
    Eu me chamo Katherine, mas meus amigos me chama de Katy.
    A menina continuou em silêncio.
    Você é bem tímida, mas eu te entendo. Quando era pequena não conseguia falar com ninguém que não conhecesse. Você está lendo o que?
    Um conto de fadas. – Finalmente Katy tinha conseguido uma resposta.
    Apesar de não gostar tanto de ler, eu adoro conto de fadas. Na verdade, acho que todo mundo gosta, principalmente quando é criança, afinal aquelas histórias são bem cativantes e sempre terminam com um final feliz.
    Mirai.
    O que foi que você disse?
    Eu me chamo Mirai.
    É um belo nome.
    Foi então que Katy percebeu que na mochila da menina havia um chaveiro, mas não era nenhum chaveiro comum, era um Bidoof.
    Meu Arceus! Que chaveiro lindo! – exclamou Katy.
    Você gostou? – indagou Mirai.
    Claro, eu queria ter um igual. Eu adoro Bidoofs, eles são extremamente fofos!
    Eu também! Apesar de muitos discordarem, eu acho eles muito bonitos! – Mirai parecia ser muito diferente daquela menina tímida quando o assunto era Bidoof.
    Você já assistiu “A Frande Família Bidoof”?
    É claro que sim!
    Bidoof, Bidoof, Bidoof, Bidoof, a grande família Bidoof! – cantaram as duas juntas.
    As duas riram e sorriram uma para outra.

    Estava muito feliz em conhecer Mirai! Nunca tinha conhecido outra pessoa que gostasse de Bidoofs tanto quanto eu. Se eu pudesse passava o resto do dia conversando com ela sobre os pokémons fofos.

    Depois de um tempo, Isabele, a empregada anunciou que já era hora das crianças irem.
    Tchau, Katy! Da próxima vez, vamos conversar mais sobre os Bidoofs! – despediu-se Mirai.
    Claro, Mirai! É uma promessa então! – disse Katy.
    As crianças foram embora, Shiro virou-se para Calem e perguntou:
    Por que tem tantas crianças andando por aqui?
    Vocês ouviram me história. Com essas crianças foi o mesmo, a maioria delas não tinham aonde morar. A senhorita Serena as acolheu e resolveu trazê-las para mansão onde poderiam viver melhor e estudarem para poderem crescerem e fazerem o que quiserem.
    Serena tem mesmo um grande coração. – comentou Katy.
    Um enorme coração. Devo minha vida a ela e sempre ficarei ao seu lado. – sorriu Calem. – Não que isso faça alguma diferença, já que vou me casar com ela mesmo.
    O tour continuou até que eles chegaram na sala de jantar, mas no caso era almoço. Serena estava lá, os esperando.
    Hora de almoçar! Eu fiz uma comida deliciosa para todos vocês. – anunciou Serena.
    Comida! – exclamou Eve. – Tem sobremesa também?
    Claro!
    Todos se sentaram e começaram a comer.
    Nossa! A comida é incrível! Está muito gostosa. – elogiou Eve. – Tenho certeza que você será uma ótima esposa!
    Com certeza, a senhorita Serena será uma linda, cheirosa e perfeita esposa. – concordou Calem e depois ele sussurrou no ouvido de Eve. – Só para constar eu vou me casar com ela, então nem pense em roubar nenhum pedacinho dela.
    Que?
    De repente, Calem sentiu uma dor na cabeça, quando olhou era Serena que havia o socado.
    Não sei o que você acabou de dizer, mas sinto que foi algo sobre se casar comigo. Quantas vezes tenho que dizer, nos não vamos nos casar! – berrou Serena.
    Esses são seus sentimentos agora, mas pode ter certeza que no futuro, você perceberá que eu sou o marido ideal para você. – disse Calem.
    Só nos seus sonhos!


    Era um grande cômodo parecia um escritório, lá dentro estavam dois homens, adultos, um mais jovem, devia ter 30 anos no máximo já o outro era mais velho, devia estar por volta dos cinquenta. O mais novo tinha cabelos cinzas e olhos azuis parecendo cristais. Ele vestia uma calça preta e uma camisa social azul com uma gravata amarela, em seu braço direito havia um brasão azul parecendo um escudo com duas espadas cruzadas dentro dele. Já o homem mais velho tinha cabelos escuros um pouco azulados, mas quase negros, seus olhos eram castanhos escuros, mas o que mais chamava a atenção para as pessoas era o seu bigode, exageradamente grande e grosso. Ele vestia um sobretudo completamente preto.
    Você está interessado nessa Serena Akari, não é mesmo? – indagou o mais velho.
    Você sabe que sim e é por isso que te contratei. – respondeu o mais novo.
    Não sabia que os nobres tinham tanto interesse em dinheiro, afinal vocês podem fazer tudo o que querem e bem entendem. Essa vida deve ser uma maravilha, não é mesmo Ludger Bleu?
    Primeiro, isto não é da sua conta. Segundo, mercenários que nem você não sabem de nada sobre a nobreza e seus deveres. – respondeu Ludger.
    Deveres? Isto é apenas besteira. – debochou o mercenário. – Estes deveres são apenas desculpas para vocês se intitularem superiores.
    Você devia aprender qual é seu lugar, afinal fui eu que te contratei e posso muito bem te mandar embora ou pior. – ameaçou Ludger.
    Não tente me ameaçar, você realmente quer que essa sua “missão” der certo, se não, não haveria sentido em me contratar, assim como meu grupo. Além do mais, parece que eu não fui o único a ser contratado por você. – O mercenário olhou para atrás e sorriu.
    Uma garota de cabelos lilás sem expressão nenhuma apareceu das sombras.
    Quando foi que você percebeu que eu estava aqui? – indagou ela.
    Desde entramos nesse quarto. Eu sou um profissional, então não me subestime.
    Interessante. – disse ela de forma fria.
    Você já estava aqui! Por que não me contatou logo? Achei que tinha desistido da missão. – reclamou Ludger.
    Eu me escondi e queria te dar um susto, pensei que poderia ser engraçado. – respondeu ela inexpressivamente.
    Você sabe quem eu sou para você querer me dar um susto?
    Sim, você é Ludger Bleu, meu contratante.
    Então você deveria saber que … – Ludger foi interrompido por Yuki.
    Boo. – disse ela.
    Ludger não esperava por aquilo e se surpreendeu, como tivesse tomado um susto.
    Você devia ter visto sua cara, foi muito engraçado. Kkkkk… Me desculpe, esqueci que as pessoas não riem assim, hahahahaha. – disse Yuki de forma fria e calma.
    O mercenário que assistia tudo soltou uma gargalhada, fitou Yuki e falou:
    Então você é a famosa Nevasca Bipolar! Nunca imaginei que você era exatamente como nas histórias. Na verdade você parece ainda mais um robô do que eu imaginava! Totalmente sem expressões ou sentimentos, nem parece um ser humano.
    Por favor, retire o que disse, não gostei do que você falou e não estou a fim de ficar com raiva. – pediu Yuki com a mesma voz e expressão de sempre.
    Desculpe minha querida, mas eu não volto atrás de minhas palavras. – revelou o mercenário.
    Você está querendo morrer? – indagou Yuki.
    Claro que não, mas esse seu rosto inexpressivo me deprime. Se eu ficar olhando por ele por muito tempo acho que vou querer me suicidar.
    Antes que o mercenário pudesse perceber, Yuki já estava com uma faca em seu pescoço.
    É a última chance, retire o que disse ou te matarei. – Yuki devia estar com raiva, mas continuava sem demonstrar nenhuma emoção.
    Então me mate!
    Yuki já estava preparada para fazer o mesmo, mas Ludger a impediu.
    Eu contratei vocês dois e eu preciso dos dois vivos até a missão acabar, então se quiserem se matar, esperem a missão terminar. – ordenou Ludger.
    Yuki tirou a sua faca do pescoço do mercenário e caminhou para longe.
    Bigodudo, eu prometo que quando isto acabar, eu vou te matar. – anunciou Yuki.
    Eu estarei te esperando. – sorriu o mercenário.


    Terminamos de almoçar, Eve parecia estar num paraíso, provavelmente ela sofreu bastante tendo que comer a comida de Kuro no último dia. Kuro estava pedindo a receita para Serena, algo que me deu um frio na espinha na hora. Já Shiro ficava calado e esporadicamente chateiava Kuro, acho que isto o deixa mais aliviado, mesmo estando agindo como sempre ele continuava com o olhar mais distante, algo que me deixava preocupada. Teria que falar com ele sobre o que tinha acontecido, mas agora não era o momento, mais tarde certamente. Agora, tinha algo importante que eu tinha que fazer antes que Serena “sumisse” novamente.

    Katherine se levantou da mesa seguiu até Serena, se curvou em sua frente e pediu:
    Por favor, me treine!
    Katherine, eu já disse que não tenho intenção nenhuma de treiná-la.
    Katy continua curvada para Serena e repetiu o pedido:
    Por favor! Eu quero ficar mais forte!
    Se quer tanto ficar forte, treine por si mesma. – sugeriu Serena.
    A garota furisode, levantou seu tronco, fitou Serena e sorriu.
    Eu gostaria de poder ficar mais forte sozinha, mas eu já percebi que eu não consigo. É um pouco doloroso falar e aceitar isso, mas mesmo usando todas as minhas forças não suficiente. Quando eu partir numa jornada, sabia que existiam líderes incríveis como a Valerie, mas achei que mesmo não chegando aos pês dela, eu poderia conseguir derrotar os outros líderes de forma fácil, afinal eu estava sendo escolhida para me tornar uma candidata a sucessora, acho que talvez estivesse muito confiante. Mas quando cheguei em Lumiose e perdi para Meyer percebi que estou em um nível muito abaixo, não apenas dele, mas vendo a Viola batalhar me mostrou que não é apenas a Valerie ou o Meyer, mas todos os líderes de ginásio são incríveis e estão em um nível completamente diferente do meu. Não apenas os líderes, existem muitos treinadores mais fortes do que eu. – Se lembrou de Yuki e apertou o próprio peito. – As pessoas sempre falam para aprendermos a andar sozinhos, não acho que estejam errados, mas as vezes precisamos de um empurrãozinho primeiro. Afinal, qual é o problema de pedir ajuda ou depender de alguém de vez em quando?
    Serena permanecia calada, apenas escutando Katy.
    Eu ainda sou fraca e por isso preciso de ajudar para ficar forte e quando isto acontecer, finalmente poderia ficar em pê sozinha, caminhando sempre para frente. – completou Katy.
    Serena deu um sorriso e disse:
    Te darei uma chance…
    Os olhos de Katy começaram a brilhar, ela segurou as duas mãos de Serena e de felicidade exclamou:
    Muito obrigada!
    – … Mas, antes você tem que provar que merece ser treinada. – completou Serena. – E para isso, quero que você batalhe, se vencer, eu te treinarei, mas se perder amanhã você partirá.
    A empolgação de Katy parou, ela ficou pensativa, mas não havia outra escolha.
    Eu aceito batalhar.
    Então me siga.
    Todos seguiram Serena que levou todos para um campo de batalha num dos cômodos, o campo era liso e o chão era de madeira. Havia algumas arquibancadas do lado do campo, onde os outros se sentaram.
    Aqui será onde ocorrerá sua batalha. – anunciou Serena. – Será um 2 contra 2. Está de acordo?
    Sim, já pode ir jogando seu Pokémon. – disse Katy.
    Acho que você entendeu errado, não serei eu que batalharei. Eu serei a juíza.
    Então contra quem eu batalharei?
    Contra mim. – revelou Calem entrando no campo.
    Calem foi a única pessoa que eu treinei até o momento. Ser uma batalha entre um antigo aprendiz e uma possível aprendiz é perfeito, não acha? – indagou Serena.
    Estava querendo batalhar contra você, Serena. Mas se você treinou o Calem, aposto que ele deve ser forte. – disse Katy. – Não imaginava que você também era um treinador pokémon, Calem.
    Desculpa não ter revelado antes, mas também estou atrás das insígnias. – falou Calem.
    Só por curiosidade, quantas insígnias, você já tem? – indagou Katy.
    Eu possuo 3, já a Serena 4.
    3…4. – repetiu Katy surpresa. Depois ela riu e disse. – Se fosse fácil, não teria graça.
    Então vamos começar, saia Fletchinder! – Calem jogou uma pokébola para o alto e dela saiu um pássaro vermelho e cinza com asas amarelas e vermelhas.
    Uau – exclamou Katy ao pegar sua Pokédex e apontar para o pássaro, foi então que ela apitou e um som robótico disse “Fletchinder, o Pokémon Brasa, ele é a evolução do Fletchling. Quanto mais quente for o saco de chama em sua barriga, mais rápido pode voar. De seu bico, solta brasas que colocam o gramado em fogo. Então, se lança sobre a presa desnorteada que sai da grama.” – Já sei perfeitamente que vou usar, saia Piplup!
    O pokémon pinguim foi liberado da pokébola.
    Piplup na nossa outra batalha perdemos, mas dessa vez, com certeza, vamos ganhar! – Piplup botou a mão no peito e piou.
    Um Piplup, que interessante. – comentou Serena. – Que a batalha comece!
    Fletchinder comece com Peck.
    Piplup use o mesmo golpe.
    O bico de Fletchinder brilhou e se alongou assim como o do Piplup. O pássaro voou em cima da direção do Piplup que pulou para frente colidindo seus bicos, causando uma pequena explosão.
    Fletchinder dissipe a fumaça batendo suas asas rapidamente e assim que vir o Piplup use Aerial Ace.
    Fletchinder fez como ordenado, espalhando a fumaça, assim que vi o Piplup voou em sua direção com partes de seu corpo brilhando para acertá-lo.
    Piplup use Bubble!
    Assim que Fletchinder o acertou, Piplup conseguiu aguentar o movimento segundos suficientes para lançar as bolhas em cima do Fletchinder que voou para longe assim como o seu adversário.
    Piplup se recomponha e um Icy Wind!
    Com as ordens de sua treinadora, Piplup conseguiu se levantar e rapidamente soprou uma ventania gelada para cima do Fletchinder que não teve tempo de reação e recebeu o golpe em cheio.
    Piplup continue com Bubble e em seguida use Pound!
    Piplup correu para cima do Fletchinder que ainda estava se recuperando, cuspiu suas bolhas na face do pássaro e depois o socou na barriga, o nocauteando.
    Isso! – comemorou Katy.
    Na arquibancada Eve comemorava.
    Vai nessa Katy, você consegue!
    Tem algo estranho. – comentou Shiro quebrando o clima.
    O que você está falando? – indagou Eve.
    Talvez seja só impressão. Esqueça disso. – disse Shiro.
    Agora que começou termine! – ordenou Eve.
    Você também percebeu, não foi Kuro? – indagou Shiro, ignorando Eve.
    Sim, talvez seja impressão, mas tem algo estranho nessa batalha. – concordou Kuro também ignorando Eve.
    Não me ignorem! – reclamou Eve, mas nada adiantou os dois continuaram fingindo que não ouviam a princesa.
    Dentro do campo de batalha, Calem retornou Fletchinder e pegou outra pokébola.
    Conto com você, Frogadier!
    Katy pegou sua Pokédex novamente que apitou e disse “Frogadier, o Pokémon Sapo Bolha, ele é a evolução do Froakie. Sua agilidade é incomparável. Pode escalar uma torre de mais de 600 metros em um tempo de minuto. Atira pedras cobertas de bolhas com um controle preciso, acertando o alvo a centenas de metros de distância.”
    Parece que temos um oponente difícil, mas não é problema. Piplup use Peck!
    O bico do Piplup ficou maior e brilhante, ele correu em direção a Frogadier e girando como uma furadeira o acertou em cheio em sua barriga.
    Agora, use Pound! – ordenou Katy.
    Logo depois de ter acertado a barriga do sapo, Piplup o socou de baixo para cima no queixo, assim o arremessando para longe, mas logo ele levantou.
    Frogadier use Ice Punch.
    O pokémon sapo socou uma de suas mãos, fazendo assim suas mãos brilharem em azul-claro que começou a se petrificar parecendo gelo, ele então começou a correr na direção do Piplup.
    Piplup use Icy Wind nos pês dele para pará-lo e depois o acerte com Peck!
    Piplup assoprou a ventania gelado nos pês de Frogadier, assim os congelando e o impedindo de se mover, antes que pudesse se libertar Piplup acertou seu bico novamente na sua barriga. O impacto foi forte o suficiente para quebrar os gelo de seus pês e o arremessá-lo para longe. Logo depois Frogadier se levantou, mesmo estando bem machucado.
    Tem algo estranho. – pensou Katy.
    A garota furisode não ordenou Piplup a fazer nada, apenas esperou o que Calem faria, o encarrando.
    Vai desistir? – indagou Calem.
    Não é isso. Apenas tem algo muito estranho. – respondeu Katy.
    O que foi?
    A batalha está muito fácil, você quase não está revidando, apenas recebe golpes. Além disso, não consigo acreditar que um treinador que conseguiu 3 insígnias possa perder tão facilmente assim. – explicou Katy. – Você realmente está levando esta batalha a sério?
    Serena e Calem trocaram olhares, a garota então consentiu com a cabeça.
    Parece que você percebeu. Eu estava deixando você ganhar. – revelou Calem.
    Por que você fez isso? – indagou Katy.
    Se eu batalha-se de forma séria, você não venceria.
    E do que adianta eu vencer se você que está deixando! – reclamou Katy.
    Se você perder Serena não vai te treinar. Você deveria estar grata por eu está te dando a vitória.
    Grata? – Katy cerrava os dentes e apertava a sua mão com força. – Se for para vencer assim, eu prefiro perder! As batalhas pokémon só são divertidas quando os dois lados dão o máximo de si! Você me deixar ganhar não é algo que me deixa feliz, muito pelo ao contrário, isto me deixa nervosa! Se você não for batalhar sério, eu me retirarei dessa batalha!
    Está bem, vou batalhar sério, mas quando perder, não venha reclamar. – disse Calem. – Frogadier, vamos mostrar para eles, Ice Punch!
    Novamente Frogadier congelou suas duas mãos, ele começou a correr para cima do Piplup.
    Piplup o pare com Icy Wind novamente e depois o acerte com Pound!
    Piplup estava se preparando para atacar, mas antes que pudesse perceber Frogadier já estava atrás dele, sem ter nenhuma reação rápida o suficiente, Frogadier acertou o Piplup em cheio com seu soco, o arremessando para cima. Frogadier pulou e novamente com seu punho gelado socou o pinguim na bariga de cima para baixo, o jogando de volta para o chão, assim o nocauteando.
    Que velocidade. – comentou Katy surpresa. Depois ela caminhou até o Piplup. – Você batalhou bem, descanse um pouco.
    Katy retornou Piplup para pokébola.
    Depois de eu te derrotar se quiser chorar te emprestarei o meu ombro por alguns minutos, mas não poderá ser muito tempo, se não a Serena ficará com ciúmes. – Calem então sentiu um chute na barriga, era Serena. – Essa doeu.
    Eu não vou perder! Não posso perder. Goomy, é com você! – Goomy apareceu no campo de batalha na frente de Katy.
    A vitória já é minha! Frogadier use Ice Punch de novo!
    Novamente Frogadier congelou suas mãos e correu em direção ao Goomy para socá-lo, ele era muito rápido, Goomy nunca conseguiria acompanhá-lo.
    Goomy use Protect! Depois use Tackle.
    Frogadier socou Goomy, mas uma barreira invisível foi formada impedindo o ataque. Rapidamente Goomy jogou seu corpo em cima do Frogadier o acertando na barriga.
    O abrace e não solte. – ordenou Calem.
    Com Goomy acertando sua barriga, Frogadier o prendeu com seus braços, sem deixar se libertar.
    Goomy! Saia dai!
    Goomy se debatia, mas não conseguia se libertar, Frogadier era visivelmente mais forte.
    Frogadier use Ice Punch enquanto o abraça!
    O pokémon sapo apertava Goomy, enquanto seus punhos começavam a congelar e como eles tocavam no Goomy, o acertavam causando dor ao pequeno dragão.
    Goomy!
    Agora é Game Over! Continue apertando até o nocauteá-lo!
    Frogadier obedecia e Goomy gritava de dor.
    Goomy use Iron Tail!
    Enquanto se debatia de dor, uma cauda foi se formando no Goomy, acabando que forçou Frogadier a soltá-lo. Goomy rapidamente virou sua cauda acertando o rosto do Frogadier que caiu no chão deitado.
    Iron Tail? – repetiu Serena surpresa.
    Por essa, eu não esperava. Mas você ainda está longe de vencer. – Frogadier se levantou do chão e ficou em pê mais uma vez. – Frogadier, vamos finalizar logo com isso, use Double Team.
    Frogadier fez um símbolo com as mãos e começou a muti plicar-se
    Você está brincando comigo este movimento de novo! – reclamou Katy.
    Mas esta é a primeira vez que eu uso. – disse Calem.
    Não estou falando com você.
    Não entendi, mas tudo bem. Frogadier termine isto com Ice Punch!
    Goomy use Iron Tail!
    Os diversos Frogadier congelaram suas mãos e correram para cima do Goomy que já estava com sua cauda temporária metalizada. Os Frogadier pularam em cima do dragão que rebatia-os com sua cauda, mas eram muitos e ele não sabia o verdadeiro, assim recebeu um golpe pelas costas, tentou acertar o verdadeiro Frogadier, mas com tanta velocidade já não sabia mais quem era, depois recebeu outro golpe e assim continuou sucessivamente, até que Goomy foi arremessado para o chão, onde recebeu um último ataque colidindo com o chão e sendo nocauteado.
    Goomy está fora de combate. O vencedor da batalha é Calem. – anunciou Serena.
    Agora, eu quero o meu prêmio. Um beijo seu! – pediu Calem que recebeu apenas um soco no estômago. – Eu estava brincando. – disse enquanto sentia dor.
    Katy caminhou até Goomy e o retornou. Depois foi de encontro a Calem e estendeu a sua mão.
    Foi uma ótima batalha. Você é realmente forte. – Calem a comprimento com um aperto.
    Katherine se virou para Serena e disse com um tom triste:
    Eu perdi, como prometido partiremos amanhã.
    Os três amigos da garota furisode perceberam a tristeza em sua voz e ficaram da mesma forma. Serena caminhou até Katy e disse:
    Não precisa se preocupar com isto, eu te treinarei.
    Os olhos da garota brilharam ao ouvir aquilo, mas logo se sentiu confusa.
    Obrigada, mas eu perdi, o acordo era que se eu perdesse você não me precisaria me treinar.
    O que importa não era você ganhar ou perder. Eu apenas queria te testar, eu pedi para o Calem deixar você ganhar batalha, com a intenção que você percebesse e foi isto ocorreu. Você não estava pensando em apenas ganhar, se estivesse não ficaria chateada pelo Calem pegar leve, com isto você provou que é uma treinadora que se importa mais com a batalha do que a vitória. Eu gostei do que vi e acho que você tem muito potencial, então se ainda quiser, eu te treinarei. – explicou Serena.
    Katy sorriu e então fez uma reverência.
    Muito obrigada! Eu prometo que me esforçarei para alcançar suas expectativas!
    Não precisa dessa formalidade toda. Tenho certeza que com o certo treinamento você se tornará uma treinadora muito forte.
    Então vamos começar o treinamento! – exclamou Katy.
    Não seja apressada. Por hoje, esta batalha foi seu treinamento, começaremos de verdade amanhã.
    Mas…
    Nada de mas. Se você quer que eu te treina, obedeça minhas regras.
    Está certo. – Katy olhou para baixo um pouco decepcionada.


    O resto do dia passou rapidamente e a noite logo chegou. Estávamos nos preparando para dormir, eram um quarto para cada um, aquela mansão, com certeza, era enorme. Já preparava minha cama, mas me lembrei que ainda tinha que falar com Shiro. Caminhei até o quarto dele, de forma silenciosa, não queria acordar ninguém. Quando cheguei lá bati na porta, mas para minha surpresa que abriu-a foi Kuro. Eu tinha errado o quarto.

    Katy, o que você quer a esta hora da noite? – indagou Kuro.
    Kuro! Foi sem querer, porta errada. Não queria te acordar! – exclamou Katy.
    Não tem problema, mas me diga, você estava querendo falar com o Shiro?
    Como descobriu?
    Sabe, Shiro pode não demonstrar e para a maioria das pessoas ele está agindo perfeitamente normal, mas eu sei que está o preocupando.
    Então você também percebeu? – indagou Katy.
    Claro, afinal ele é meu irmão. – sorriu Kuro. – Não sei o que aconteceu na floresta além do que ele me contou, mas ele parece estar muito preocupado e distante. Você também está preocupada com ele?
    Katy concordou mexendo a cabeça.
    Sei que você já estava fazendo isto, mas gostaria que você falasse com ele. Sinto que as vezes Shiro não me conta as coisas por querer me proteger, mas eu também quero proteger ele. Acho que se eu fosse falar com ele nada adiantaria, mas como você estava lá quando tudo aconteceu, talvez ele se abra para você e te conte tudo.
    Está certo, vou falar como ele! E depois voltarei para te contar o que aconteceu. – sorriu Katy.
    Kuro voltou para o seu quarto e Katherine foi até o de Shiro e o chamou, pouco tempo depois ele abriu.
    Katy, o que foi? – indagou ele.
    Vou direto ao ponto. Shiro, o que aconteceu lá na floresta depois de eu ter desmaiado?
    Shiro pareceu surpreso, mas respondeu:
    Nada demais, apenas te trouxe até aqui para ser cuidada.
    Por favor, não minta, sei que aconteceu alguma coisa e isto está te incomodando. Desde que eu acordei, logo que você me abraçou percebi que você estava tremendo e parecia distante. Se está preocupado com algo, apenas me diga que eu te ajudarei a suportar isto.
    Shiro olhou para baixo, estava pensativo. Depois de algum segundo, voltou a fitar Katy e disse:
    Está certo. Quando aquela louca te atacou, eu estava por perto e vi tudo, logo corri até você. Seu corpo estava congelando, naquele momento senti medo e raiva ao mesmo tempo, mas aquela garota me olhava de forma tão indiferente como se eu não fosse nada, fiquei com medo e corri para Aquacorde carregando você, por sorte deu tudo certo e você ficou bem. Mas mesmo assim, estou incomodado e preocupado se a Yuki vai aparecer e machucar aqueles com quem eu me importo de novo. Além disso, eu sempre chego atrasado, se eu tivesse sido mais rápido, você não teria que ter passado por isso. – Shiro apertava o próprio punho, se lembrou de algo que não queria e começou a tremer. – Desculpe Katy, não queria ter feito você ficar preocupada comigo.
    Katy fitou Shiro e deu um peteleco em sua testa.
    Ai, por que fez isso?
    Você é muito bobo as vezes. Não tem porquê se desculpar, você não impediu que Yuki me acertasse, mas conseguiu chegar a tempo e me salvou. Como eu poderia reclamar, depois de você ter me carregado a noite toda até aqui e ter feito isto por mim. Não vou mentir, pois eu também tenho medo que a Yuki volte, mas dessa vez estamos juntos com todos, assim ela não é páreo para a gente. Então, não precisa ficar preocupado ou se culpar pelo que aconteceu.
    Shiro colocou a mão na cabeça de Katy, fitou seus olhos e sorriu.
    Obrigado, Katy. Você abriu os meus olhos, não precisa se preocupar mais.
    Katy sorriu para ele.
    Já está tarde, é bom você ir dormir. Afinal, amanhã, um longo treinamento te espera!
    Você está certo. Até amanhã, Shiro! – despediu-se Katy enquanto caminhava para longe.
    Shiro fechou a porta de seu quarto e deitou em sua cama, colocando sua mão no rosto.
    Me desculpe, Katy. Aquilo foi apenas metade da verdade. – pensou Shiro.
    Como combinado a garota furisode foi até Kuro e contou o que aconteceu, depois ela retornou para seu quarto e resolveu deitar-se para dormir. Do lado de fora, uma Zubat, por algum motivo, a observava pela janela. A Zubat não era a única que observava Katy naquela noite, Yuki também do lado de fora, observava a mansão com o mesmo olhar frio de sempre.
    Parece que você sobreviveu, Katherine Fée. – disse para si mesma. – Estarei ansiosa para nosso próximo encontro.

    Enquanto tudo isto acontecia, no outro lado da cidade, em outra mansão, o nobre, Ludger Bleu e o mercenário que ele havia contratado conversavam.
    Quando pretende começar a operação? – indagou o mercenário.
    Tudo tem seu tempo. – respondeu Ludger.
    O mercenário estava inquieto, ele enrolava seu próprio bigode com os dedos.
    Normalmente eu reclamaria, mas como você pagou uma boa quantia, ficarei esperando o momento. Mas tem algo que quero saber, por que contratou a Nevasca Bipolar? – indagou o mercenário.
    E por que isto te interessa?
    Apenas curiosidade, afinal meu grupo de mercenários seria o suficiente.
    Eu recebi recomendações para contratá-la, além do mais não confio em você.
    Você deveria ter mais fê no meu grupo, sempre conseguimos fazer o que queremos, nada dar errado. – disse o mercenário orgulhoso.
    Não é isso que eu descobrir, pelo seu currículo. Há 10 anos, você foi preso em Laverre. – contestou Ludger.
    Isto era antes de eu fundar “Os caçadores” meu próprio grupo de mercenário. Não cometo o mesmo erro duas vezes, aquele piveta desgraçada, me fez perder bons anos da minha vida na cadeia.
    Espero que você esteja certo, Chasseur.
    Eu estou. – sorriu Chasseur. – Não a nada que pode impedir “Os caçadores” de caçarem e devorarem…
    Suas presas.




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