• Posted by : Dark Zoroark 12 de out de 2016

    Você diz palavras corajosas, mas continua sendo uma criança e é por isto perderá.

    Cidade de Aquacorde, 22 de outubro de 2016.

    Ludger estava em sua mansão, ela era grande, mas não se comparava ao tamanho da mansão da família Akari. Ele estava sentado em uma cadeira, como se estivesse esperando por algo, foi então que um homem gordo, barbudo, de cabelos e olhos castanhos, anunciou:
    Serena Akari está no portão procurando pelo senhor.
    Finalmente ela veio. – sorriu Ludger. – Gaston, leve a nossa convidada para sala de reuniões encontrarei ela lá.
    Gaston assentiu e dirigiu até o portão.
    Depois de algum tempo, Serena foi levada para a sala de reuniões onde Ludger a esperava. Serena não estava sozinha, Evelyne a acompanhava, mas ela usava um grande chapéu branco de forma que escondesse seu cabelo bicolor.
    Senhorita Akari! O que faz aqui? – Ludger se fez de bobo. – Por acaso repensou em minha proposta sobre vender a mansão?
    Sim, eu estou aqui, exatamente para dizer que vou aceitar a proposta e venderei a mansão…– respondeu Serena.
    Que esplêndido!
    – … Mas para isto de fato acontecer eu quero saber o que você tem a me oferecer. Afinal, aquela mansão é bem mais valiosa do que você imagina. – completou Serena de forma calma e ao mesmo tempo ameaçadora.
    Pois bem, vamos começar nossos negócios. – sorriu Ludger sadicamente.

    Cidade de Aquacorde, 21 de outubro de 2016.

    Dentro da mansão de Serena, todos discutiam sobre o que fazer para conseguir salvar Jean, Mirai e os Lapras.
    Eu me encontrarei com Ludger e direi que venderei a mansão para ele, claro que é uma mentira, mas acho que posso enrolá-lo tempo suficiente para vocês encontrarem Chasseur, derrotá-lo e salvaram as crianças. – contou Serena.
    Mas como encontraremos Chasseur? – indagou Kuro.
    Isto é simples, William já fez parte da Polícia Internacional e por precaução ele guarda alguns equipamentos dele aqui, tenho certeza que ele pode rastrear o número de Chasseur e vamos descobrir aonde ele está, não é mesmo? – indagou Serena ao seu mordomo.
    Claro, pode demorar um pouco, mas até amanhã já terei encontrado o sinal. – respondeu William.
    Estou entendendo tudo, mas eu tenho uma dúvida. – avisou Shiro. – Fazer tudo isto, vale mesmo a pena? Não estou dizendo que os Lapras não são importantes, mas arriscar a vida da Mirai e do Jean, apenas por uma dúvida se Chasseur cumprirá o trato, me incomoda um pouco.
    Eu te compreendo, mas vender a mansão seria a mesma coisa que matar os Lapras. – disse Serena.
    Não necessariamente, como disse antes, poderíamos mudar a localização deles, a adaptação seria um problema, mas tenho quase certeza que encontraríamos um bom lugar para eles morarem. – contestou Shiro.
    Poderíamos tentar, mas eu não acho que Chasseur seja um homem de palavra. – comentou William. – Há rumores muito ruins sobre ele, tenho antigos colegas da Polícia Internacional que me alertaram a tomar bastante cuidado se um dia me encontrasse com ele.
    Você está certo, mas tenho medo do que possa acontecer. – revelou Shiro.
    Não se preocupe tudo vai dar certo. – falou Serena. – E se por algum motivo as coisas darem erradas, eu venderei de verdade a mansão, assim poderei garantir a segurança das crianças. Com isto, seguiremos o seu plano e procuraremos um local para os Lapras viverem. Mas espero que esta seja a nossa última opção.
    Shiro assentiu.
    Então está tudo certo. Enquanto vocês vão atrás de Chasseur para salvar as crianças, eu seguirei até Ludger e fingirei vender a mansão, se as coisas derem erradas não hesitarei e vou vender a mansão. – resumiu Serena.
    Serena, posso ir com você também? Acho melhor que você não fique sozinha? – indagou Eve.
    Pode vir, mas é melhor esconder o seu cabelo. Como Ludger é um nobre, tenho quase certeza que ele te reconheceria se visse a cor de seus fios.
    Certo!
    Com tudo planejado é melhor tentarmos dormir, pois amanhã será um longo dia. – sugeriu Serena e os outros concordaram.
    Aquela noite estava difícil para todo mundo, ninguém conseguia dormir direito. Katy estava deitada em sua cara, com os braços e as pernas esticadas, foi então que ouviu um barulho em sua janela e como tinha suspeitado, era a Zubat.
    Você vei hoje também, por acaso está tentando chupar meu sangue? – indagou ela.
    A Zubat pareceu desesperada e negava muitas vezes, Katy riu da reação da morceguinha e disse:
    Eu estava brincando, sua boba.
    Katy então se lembrou de Mirai e ficou com uma triste expressão. A Zubat percebeu e tentou animá-la, dançando no ar.
    Ficou preocupado comigo? Me desculpe, é que eu estou um pouco perdidas nos meus pensamentos. Tenho dois amigos que estão em perigo e preciso salvá-los, mas ao mesmo tempo sinto medo que tudo possa se desmoronar. – A voz de Katy parecia estar rouca e com um tom melancólico. Ela apertava sua mão com força. – Se eu ao menos não tivesse me encontrado com aquele desgraçado do Chasseur.
    Katy bateu a mãe com força na parede, a Zubat pareceu assustada.
    Me desculpe, acho que me descontrolei um pouco.
    A Zubat negou, não estava assustada por causa da Katy e sim por outro motivo.
    O que foi então?
    A Zubat voava de um lado para o outro tento explicar e não conseguiu.
    Desculpe, Zubat, não estou entendendo. Mas falar com você foi bom, acho que conseguirei dormir melhor agora, te vejo amanhã.
    A Zubat queria contar algo a Katy, mas não conseguiu e resolveu voar para longe.
    Assim como os outros Serena estava em seu quarto tentando dormir, mas não conseguia, ela virava de um lado para o outro na cama, mas nada adiantava. Ela não conseguia relaxar sua mente e só pensava nas crianças, além de memórias que vinham a sua cabeça, atrapalhando o seu sono.

    10 anos atrás.

    Cidade de Aquacorde, 11 de novembro de 2006.

    Serena estava deitada no sofá, balançava suas pernas para cima e para baixo, como se estivesse ansiosa por algo. Ela tinha apenas 7 anos e vestia um vestido branco com detalhes em vermelho. As suas pernas aumentavam o ritmo em que balançavam, ela estava perdendo a paciência e finalmente, depois de algum tempo, ela esgotou e só berros saíram de sua boca:
    Cadê o meu irmão! Ela está demorando! Prometeu que chegaria logo!
    Calma, senhorita Serena. O senhor Albert vai chegar logo e vai trazer novas crianças. – tentou acalmá-la Calem ao ouvir os berros da Serena de outro cômodo.
    Eu sei disso, mas ele continua demorando. Queria conhecer logo, estes bebês que ele vai trazer, afinal meu irmão prometeu que sempre que encontrasse crianças com problemas traria para mansão.
    Mas comigo foi diferente, não foi o senhor Albert que me encontrou, mas foi você, senhorita Serena – sorriu Calem.
    Isto foi apenas coincidência. E Calem, não precisa me chamar de senhorita, assim fico envergonhada. – Serena corou.
    Ao ver Serena toda vermelhinha o coração de Calem palpitou fortemente e ele caiu no chão.
    Calem! Você está bem?
    Estou no paraíso.
    Logo depois disto, William entrou no cômodo.
    Serena, seu irmão chegou. – anunciou ele.
    Foi então que um garoto entrou pela porta, ele era loiro e tinha olhos vermelhos como sangue.
    Olá minha querida e amada irmã! – exclamou ele.
    Albert! – Serena pulou para abraçar o seu irmão. – Eu estava com saudades.
    Eu também, minha fofa, mas infelizmente não poderei ficar muito tempo. – Serena pareceu decepcionada. – Minha linda Serena, não fique assim, é que seu irmão já está com 16 anos e tem muito trabalho a fazer, mas não acho que sentirá tanto a minha falta. Como prometido, trouxe 3 novos bebês órfãos de Lumiose, tenho certeza que você vai cuidar bem deles, como cuidou do Calem.
    Serena pareceu ficar mais feliz e ansiosa.
    Cadê eles? Eu posso ver? – indagou ela.
    Claro, fofa! Vou pegar eles e já voltou. – respondeu Albert.
    Ele saiu por um momento e voltou carregando uma cesta com três bebês dentro.
    Estes três vão ter sorte para terem uma fofa que nem você para cuidar. A menina da esquerda se chama Keiko, o menino do meio se chama Jean, já a menina da direita ainda não tem nome, pensei que você gostaria de dar um nome para ela.
    Claro! Deixa em pensar. – Serena colocou as mãos na cabeça e forçou a pensar, depois de algum tempo, ela teve uma ideia. – Já sei, que tal, Mirai?
    É um nome lindo. Tenho certeza que ela vai gostar do nome, não é mesmo? – Albert brincou com Mirai deixando ela pegar sua mão. – Deixarei você brincar com elas por um tempo, mas tome cuidado.
    Certo, irmão Albert, você sabe que eu te amo! – sorriu Serena.
    E você, Serena, é a pessoa que eu mais amo no mundo todo. – retribuiu o sorriso Albert.
    Como prometido Albert deixou Serena e Calem sozinhos com os três bebês e resolveu falar com William.
    Tome conta da minha irmã e dessas crianças.
    Claro, senhor Albert. Apesar de eu achar que trazer mais três crianças para aqui pode transformar as coisas numa bagunça. – contou William.
    Talvez. – Albert riu. – Mas você sabe como a Serena tem um grande coração e quer ajudar a todos, então eu não pude recusar o pedido dela de trazer estas crianças órfãs para aqui.
    Isto é verdade, o coração desta pequena é muito maior do que se pode imaginar. – sorriu William.

    10 anos depois.

    Cidade de Aquacorde, 22 de outubro de 2016.

    Depois de uma noite de muitas insônias, o dia decisivo tinha chegado. William havia conseguido encontram a localização de Chasseur, ele estava em Aquacorde, mas num lugar meio longe do centro. Todos se prepararam e se dividiram, Serena e Evelyne foram rumo a mansão de Ludger, já Katherine e os três meninos foram até o local onde Chasseur estava, para assim salvarem as crianças.
    Depois de alguns minutos de caminhada, avistaram onde Chasseur estaria, era uma cabana de pedra, relativamente grande, afastada da cidade, quase nas florestas das redondezas. Ao chegarem próximo, resolveram parar, para descobrirem um jeito de entrar sem que fossem notados, mas então o inesperado aconteceu. Um vulto frio passou por eles e quando se deram conta, uma garota de cabelos lilás, olhos roxos, e que usava um capuz que possuía orelhas de coelhinho.
    Yuki! – exclamou Katy surpresa.
    Todos olharam atentamente para a garota, mas por algum motivo, Katy e Shiro, a acharam diferente. Ela não estava com aquele rosto sem expressão de sempre, na verdade ela mostrava um sorriso que ia de uma ponta a até a outra do rosto.
    Hello! Sentiram minha falta? Não, não devem ter sentido, esta é a primeira vez que nos encontramos. Será que devo me apresentar de novo? Bem, por precaução irei. Eu me chamo Yuki, se escreve com Y, U, K e I. – Ela falava de forma rápida sem fazer nenhuma pausa, suas falas pareciam estar cheias de emoções, principalmente de ansiedade e felicidade, além disto enquanto falava o grande sorriso nunca saia em seu rosto. O sorriso era belo, mas, ao mesmo tempo, passava uma sensação de perigo e medo.
    Tem algo de errado. – comentou Shiro e Katy assentiu.
    Esta é a Yuki que atacou vocês? Ela não se parece nem um pouco como vocês falaram. – disse Kuro.
    Tirando a aparência, ela se parece o oposto. – opinou Calem.
    Vocês devem estar confusos, mas não se preocupem com isto! Eu Yuki na verdade eu possuo duas personalidades, infelizmente não controlo quando a mudança ocorre. Mesmo não vivendo tudo, eu e minha outra personalidade compartilhamos memórias, então me lembro muito bem de vocês! – Ela continuava com o tom de voz feliz, mas, ao mesmo tempo, assustador, assim como seu sorriso. Muitos diriam que a outra personalidade parecia um robô sem emoções, mas esta parecia um robô programado para apenas sorrir e não demonstrar nenhuma outra emoção além desta.
    Isto é bem irônico, existem duas Yukis. Uma que nunca sorri e outra que sempre sorri. Não consigo pensar em qual dessas Yukis é a mais assustadora.– comentou Shiro.
    Eu sou assustadora? Se eu for não tem problema, mas a minha outra personalidade não gostaria de ouvir isto. – Com a mesma felicidade e sorriso de sempre as palavras saíram de sua boca.
    O que você quer? Sinceramente, eu não entendo você. – disse Shiro.
    Se entendesse não teria graça! – Em meio ao sorriso, Yuki disparou na direção de Shiro.
    Com sua mão aberta como se fosse uma lâmina preparada para matar, ela tentou acertar o pescoço de Shiro que por pouco conseguiu segurar a mão de Yuki e defender-se. Com Shiro segurando sua mão, Yuki aproximou sua boca do ouvido de Shiro e sussurrou:
    Belo reflexos, para defender este golpe você já deve ter o visto, não é mesmo. Afinal um assassino reconhece o outro. – Estas palavras tiraram a concentração de Shiro e Yuki conseguiu acertar uma joelhada em sua barriga, mais especificamente a região do estômago. O impacto fez com que Shiro ajoelhasse no chão por causa da dor.
    Antes que qualquer outro pudesse ter alguma reação, Yuki correu até Kuro e acertou uma joelhada em seu queixo que o desequilibrou e o fez cair no chão. Calem correu para cima da Yuki tentando acertá-la, mas ela desviu com um pulo, chutando a sua nuca e o derrubando.
    Ao ver tudo aquilo o medo que Katy sentia por Yuki só se intensificava, em poucos segundo ela havia conseguido deixar os três garotos caídos no chão, e o que mais assustava a garota furisode, era que enquanto Yuki fazia tudo aquilo, o sorriso em seu rosto nunca saia. A garota sorridente aproximou de Katherine de forma devagar, como se a estivesse torturando usando o lento tempo. A garota furisode só conseguiu se lembrar do frio que sentiu em seu peito quando batalhou contra a Yuki. Katy tremia, e não se mexia, foi então que Yuki finalmente a alcançará e então agarrou Katy pelos cabelos, a causando dor.
    O que foi? Está com medo. – Katy não conseguia responder. – Será que se eu congelar seu coração mais uma vez, você perderá está emoção?
    As palavras de Yuki acertavam Katy como finas agulhas geladas, a Yuki não parecia estar com muita paciência e chutou o adomem da garota furisode, que caiu no chão e derrubou algo.
    Vamos! Quero uma reação de você! Assim está ficando chato. – contou Yuki.
    Katy se apoiava com suas duas mãos no chão, foi então que viu o que havia derrubado o chaveiro de Bidoof, que Mirai a tinha dado. Foi neste momento que Katy lembrou que estava ali para proteger algo importante e que não poderia fraquejar novamente. Yuki preparava para dar outro chute em Katy dessa vez na cabeça, mas a garota furisode percebeu e desviou do chute, pegou o chaveiro no chão e levantou-se.
    Yuki, eu não vou mentir. Eu sinto muito medo de você, mas eu não posso continuar dessa forma, principalmente num momento como este. Então, mesmo tremendo e na desvantagem, não vou me render e lutarei contra você.
    Parece que não me iludir em minha impressão sobre você. – Yuki sorria, só que desta vez o sorriso pareceu maior. – Acho que já vou indo.
    Mas assim do nada? – indagou Katy.
    Quer que eu fique? – indagou Yuki.
    Acho melhor não.
    Tome cuidado com aquele desgraçado e seus “Caçadores”. Te vejo depois! – despediu-se Yuki ao desaparecer nas sombras.
    Os três garotos se recuperaram do choque que tinham recebidos e se levantaram.
    O que foi isto? – Kuro mexia no queixo dolorido.
    Aquela garota é insana. E eu que achava que Serena batia forte. – Calem passava a mão na nuca.
    Eu realmente não entendo ela. – repetiu Shiro com a mão na barriga.
    O que aconteceu já passou, agora temos que nos focar em salvar Mirai e Jean. – disse Katy.
    Eles assentiram. Olhando de longe pensaram em um jeito de entrarem escondidos pela janela da Cabana, mas ao se aproximarem da mesma, uma bola de energia verde e um raio roxo voaram na direção deles que por pouco desviaram.
    Finalmente eles chegaram, Stutzen. – disse uma voz.
    Agora, só temos que mantê-los aqui, Weatherby. – disse outra voz.
    Katy e os outros três procuravam os donos das vozes, quando dois homens saíram detrás de uma das árvores próximas da cabana. Os dois homens estavam acompanhados de um pokémon cada, Weatherby que era um homem baixo e jovem, possui longos cabelos ruivos e olhos negros, ele era acompanhado por um Breloom. Stutzen era demasiado alto, tinha um corte curto e era loiro, já seus olhos azuis, um Hypno o seguia.
    Vamos mostrar para o chefe que samos fortes e valemos a pena. – comentou Stutzen.
    Sim, vamos acabar com estes moleques. – concordou Weatherby.
    Todos sacaram um pokébola, Shiro liberou sua Meowstic, Kuro liberou seu Sneasel e Calem seu Frogadier, mas quando Katy lançaria sua pokébola, Calem a parou e disse:
    Chasseur já deve saber que estamos aqui, é melhor sermos os mais rápidos possível. Nos três vamos derrotar eles, você segue em frente, depois te alcançamos.
    Katy concordou.
    Vocês acham que vai ser assim tão fácil passar por nos? Nada disso, Breloom use Energy Ball!
    Hypno use Psyshock!
    O Breloom lançou uma grande bola de energia verde de sua mão e o Hypno soltou um raio roxo.
    Frogadier use Water Pulse!
    Meowstic use Psyshock!
    Sneasel use Icy Wind!
    Frogadier lançou uma bola de água concentrada em direção da bola de energia verde. Meowstic lançou seu raio roxo na direção do outro e Sneasel assoprou uma forte ventania gelada para a mesma direção. Todos os ataques se colidiram e causaram uma grande explosão, espalhando fumaça para todo canto.
    Agora é sua chance! Corra para a cabana! – disse Calem a Katy que fez como pedido.
    Weatherby e Stutzen tentaram enxergar Katy, mas a fumaça atrapalhou e a garota furisode atravessou os dois e entrou na cabana. Quando a fumaça havia se dissipado, os dois homens encaravam os três garotos.
    A garota passou. – disse Weatherby.
    Não se preocupe com isto, o chefe diz que se ela passasse não teria problema. O que temos fazer é só impedir que eles passem. – contou Stutzen.
    Kuro, Shiro, vocês ficam com o loiro gigante e com seu Hypno, eu enfrentarei este baixinho ruivo e derrotarei seu Breloom. – ordenou Calem e os outros dois assentiram.
    Dentro da cabana Katy corria procurando por Mirai e Jean, havia revistado a maioria dos cômodos, foi então que chegou no último e ao abrir a porta viu Chasseur sentado numa cadeira encarando um relógio e repetindo:
    Tique-taque, tique-taque, tique-taque…
    Katy entrou no cômodo e ao perceber a garota, Chasseur se virou para ela e disse:
    Eu estava te esperando, por que demorou tanto?
    Então, Serena Akari, me diga, o que a fez mudar de ideia sobre vender a mansão? – indagou Ludger tentando deixá-la nervosa, mas Serena aparentou continuar calma.
    Digamos que duas crianças foram o motivo. – respondeu Serena. – Estou disposta a vender a mansão, mas antes quero saber quais são suas propostas.
    Eu adoraria te dizer, mas não acho que você realmente está interessada em vender a mansão. – disse Ludger.
    Claro que estou, se não estivesse, por qual motivo eu viria aqui?
    Não sei, talvez… Para me enrolar e conseguir tempo. – Aquelas palavras alertaram a Serena que o que aconteceria a seguir não seria nada bom.
    Do que você está falando? Está imaginando coisa?
    Não adianta se fazer de inocente, eu sei que você está aqui apenas para conseguir tempo, enquanto seus amigos salvam as duas crianças.
    Serena engoliu seco.
    Você está certo, não pretendia vender a mansão, mas se soltar as crianças, prometo vender a mansão por qualquer preço. – falou Serena.
    É uma proposta tentadora, mas eu sei sobre a sua ideia de tirar os Lapras de lá. Se você não vai vender a mansão como ela está, talvez eu não precise mais das crianças, Chasseur pode eliminá-las facilmente. – sorriu Ludger sadicamente.
    Serena estava perdida em pensamentos, o que faria a partir de agora, tinha que salvar as crianças, mas não poderia vender os Lapras. Em meio a desespero e dúvidas, ela finalmente disse:
    Eu prometo que deixarei os Lapras onde estão, então por favor, devolva a Mirai e o Jean.
    Serena, você não pode fazer isto, se ele pegar os Lapras será o mesmo que matá-los! – contestou Evelyne.
    E você acha que eu não sei! Mas não há mais nada que possa fazer. Sei que estou sendo egoísta, mas eu não quero perder os meus irmãos mais novos. – respondeu Serena, enquanto ela dizia isto, apenas pensava em desculpar-se dos Lapras que ela estava sacrificando.
    Serena. – Eve parecia preocupada com Serena, mas ela não a contestou, afinal não sabia se ela estava certa ou errada, mas Serena era a que mais tinha o direito de fazer esta escolha.
    Enquanto assistia tudo, Ludger começou a rir e disse:
    Eu não me interesso pelos Lapras! Não quero mais comprar a sua mansão imunda! – Serena e Eve se surpreenderam com a revelação. – Tenho certeza que será bem mais interessante se eu capturar vocês duas, não é mesmo? Serena Akari e Evelyne Pourpre Jaune, a terceira princesa de Kalos.
    Como você sabe disto? – A valquíria das chamas ficava cada vez mais preocupada.
    Não se preocupem com isto, no momento vocês não sairão daqui mesmo.
    Parece que você descobriu a minha identidade, então, você deve me obedecer, afinal faço parte da família real e você é um simples nobre. – contou Eve.
    Você acha que eu me importo com isto? Eu não recebo ordens de ninguém, além do Duque da família Bleu.
    Eve, temos que ir embora. – Ela apenas concordou.
    Não pensem que vai ser tão fácil, Gaston! – Um homem gordo e de barba se colocou na frente da porta, impedindo que elas saíssem. – Este é Gaston Bleu, um antigo plebeu que se tornou um nobre através do pacto de sangue, por isso ele deve me obedecer, apesar de possuir certa autoridade.
    Você não passaram por aqui, meninas. – alertou Gaston.
    Isto é apenas o que você acha. Braixen use Heat Wave! – Serena arremessou um pokébola e dela saiu uma Braixen já com seu galho na mão e soltando uma grande onde de calor que quase explodiu a sala, assim derrubando Gaston e a parta juntos. – Vamos!
    As duas garotas correram para fora do cômodo em direção a saída da mansão.
    Homens, peguem aquelas garotas, não me importo se machucarem elas! – berrou Ludger.
    As duas chegaram a portão e saíram, mas do lado de fora, havia uma dezena de homens com Mightyena e um outro homem com um Barbaracle, eles cercaram as duas.
    Vocês não tem escapatória. – ameaçou o dono do Barbaracle.
    Isto é o que veremos. – disse Serena.
    Katy e Chasseu estavam em um quarto vazio, havia apenas uma cadeira e um relógio de parede. Depois de olhar todo o local rapidamente, Katy viu Mirai e Jean amarados, amordaçados e jogados no chão. Os dois estavam com machucados e um de seus braços estava muito roxo, os dois pareciam tristes e acabados, seus olhos estavam muitos vermelhos, provavelmente de tanto chorar.
    Mirai, Jean! – gritou Katy ao revê-los.
    As duas crianças viram a garota furisode e ficaram esperançosos, mas então Chasseur ficou na frente delas, ficando entre Katy e as crianças.
    Se eu fosse você, desistiria. – Chasseur lançou duas pokébolas no ar e dois pokémons insetos saíram, um Pinsir e um Heracross. – É impossível você passar por mim.
    Então eu farei o impossível se tornar possível! – Katy liberou seus dois únicos pokémons, o Piplup e o Goomy, mas ao sair da Premier Ball, o dragãozinho pareceu aterrorizado e rasteou até atrás de Katy. – Goomy, o que foi?
    Ao ver aquela cena, Chasseur soltou uma alta gargalhada e começou a rir incontrolavelmente.
    A vida é cheia de coincidências incríveis! Este encontro só pode ter sido premeditado para eu finalmente poder me vingar daquela desgraçada cega! Eu não pensei que este trabalho poderia gerar tantas surpresas, mas quando te vi perceber que o momento de me vingar finalmente tinha chegado, e que jeito melhor de me vingar do que fazendo alguém que ela ama sofrer! E além disso tudo, você está com o meu querido Goomy, isto torna tudo muito melhor, eu queria te destruir apenas para deixar aquela cega acabada, mas agora que eu vi que está com o meu Goomy, isto se tornou algo mais pessoal! A vida é mesmo esplêndida!
    O seu Goomy? Do que você está falando? – O Goomy tremia e não saia de perto da Katy.
    Eu não sou obrigado a te explicar, mas será bem mais divertido ver sua cara ao descobrir a verdade por trás do Goomy. Você já deve ter percebido que este não é um Goomy qualquer, ele é especial, pois possui um movimento muito raro para sua espécie, o Iron Tail. Isto o torna extremamente raro e valioso, mas conseguir ele não foi fácil. Eu tive que capturar diversos pokémons de espécie diferentes para fazer com que se eles se acasalassem para gerar bons filhotes. Isto foi bem complicado, pois nem todos os filhotes nasciam como eu queria e por isso, tive que descartar diversos Goomys fracassados. Depois de muitas falhas e erros, a mãe do Goomy finalmente deu a luz e assim este Goomy nasceu já sabendo usar o Iron Tail. Fiquei muito feliz com o resultado e me empolguei, resolvi colocar a mãe do Goomy para acasalar com diversos outros pokémons praticamente toda noite, ela não parecia gostar, mas não tinha escolha. Infelizmente depois do Goomy, ela não gerou nenhum bom filhote e por causa disso, resolvi eliminá-la. Não me arrependo disso, mas depois do ocorrido, o Goomy ficou bem nervoso e agressivo, mas não era algo que tinha problema, apenas tinha que aguardar mais um pouco e o venderia por um grande valor em Laverre. Mas então eu fiz uma grande besteira, deixei um idiota cuidando do Goomy e quando chegamos em Laverre, ele fugiu e provavelmente encontrou você. Contei ao meu cliente sobre a fuga do Goomy, ele ficou com muita raiva e não me pagou nada, isto foi uma desgraça para mim, tinha perdido muito dinheiro criando este Goomy para não receber nada em troca. Tentei oferecer minha ajuda ao cliente para achar o Goomy, mas ele recusou, disse que não confiava em mim e foi atrás do Goomy sozinho com uma gangue improvisada que ele criou, felizmente este desgraçado foi preso, ouvi dizer que eles deram um grande azar ao encontrarem Clare, o Cavaleiro Carmesim da Elite dos Quatro.
    Então é por isto que tem tanta raiva de mim? Por eu ter encontrado e ter dado amor ao Goomy que você nunca se importou e via apenas como mercadoria! – Katy apertava as mãos com força de tanta raiva. – Por causa de um simples motivo idiota que nem este, você resolveu colocar a vida de duas crianças em perigo, você é um desgraçado!
    Eu teria que fazer algo para chamar a atenção de qualquer forma, mas ao encontrar você e ver seu apego com as crianças, só consegui pensar nisto. E eu não fiz isto por causa do Goomy que você me roubou, falando a verdade descobrir isto agora. O verdadeiro motivo para eu querer te fazer sofrer tanto é por causa da Valerie, aquela desgraçada!
    Não fale assim da irmã Valerie! Você não tem o direito! – berrou Katy.
    É claro que eu tenho o direito! Valerie me tirou tudo, meu dinheiro, meus subordinados, meus pokémons. Antes de encontrar ela, eu vivia de forma parecida como agora, bem tranquilamente, mas então aquela desgraçada apareceu e estragou tudo, fui preso e me mandaram para um inferno, felizmente antes de ser levado para prisão, consegui cegar aquela menina, ainda me lembro bem do doce som dos seus gritos de dor e angustia naquele dia. – Ao ouvir aquilo, Katy apenas sentia mais raiva daquele homem, apertava suas mãos com tanta força que suas unhas cortaram sua pele. – Depois de alguns anos sair da prisão e formei “Os Caçadores”. Apesar de eu ter deixado Valerie cega, sinto que ela tirou muito mais de mim do que tirei dela, afinal ela conseguiu se tornar uma líder de ginásio como queria. Por isto sempre pensei em mim vingar dela e quando te vi, percebi que era o destino. Como você deve ser preciosa para a Valerie, se eu fazer você sofrer e depois te destruir por completo, tenho certeza que ela vai se sentir acabada.
    Valerie tirou mais de você do que você dela? Você não sabe de nada pelo que a Valerie passou! Ela sofreu muito por ter perdido a visão, muitas vezes ela achou que tudo estava acabado e que deveria desistir de seu sonho, mas ela não desistiu e por isto se tornou uma líder de ginásio. Você não o direito nenhum de falar assim da Valerie! Eu vou derrotar você, salvar as crianças e farei você retirar o disse sobre a Valerie.
    Sinto muito, mas eu nunca volta atrás da minha palavra. Além disto, o único jeito de você me derrotar, é me matando. – alertou Chasseur.
    Te matar? – Katy pareceu assustada. – Eu não posso fazer isto.
    Você diz palavras corajosas, mas continua sendo uma criança e é por isto que você vai perderá. Heracross use Pin Missile!
    O pokémon besouro atirou diversos ferrões de seu chifre tetando acertar Katy, que por pouco desviou abraçada do Goomy que continuava tremendo sem se mexer.
    Goomy, eu sei que está com medo, por ele ter te ferido e ter matado a sua mãe, mas precisamos derrotá-lo neste momento. – Goomy concordou, mas ainda tremia. – Certo, Goomy use Iron Tail no Heracross e Piplup de assistência com Bubble!
    Piplup lançou diversas bolhas nos dois pokémons insetos que receberam os danos, mas não pareceram se importar muito enquanto isto Goomy foi em direção a Heracross, mas ao se aproximar lembrou de Chasseur e como sua mãe era tratada, por causa disso ele ficou paralisado como se fosse uma estátua em frente ao Heracross.
    Parece que traumas são mais difíceis de se lidar do que você pensou! Heracross use Megahorn!
    Goomy!
    O chifre do Heracross brilhou e então em um rápido movimentou partiu para o Goomy, mas antes de acertá-lo Piplup empurrou o pokémon dragão para fora do alcance do ataque e como consequência o pokémon pinguim recebeu a chifrada com Heracross com tanta força que saiu voando e acertou a parede, sendo nocauteado.
    Piplup! – berrou Katy preocupada. Ela foi até seu pokémon, que estava com um grande ferimento na barriga, por pouco o chifre do Heracross não havia atravessado. Katherine retornou seu Piplup para pokébola. – Este Heracross é muito forte, derrotou o Piplup com apenas um movimento. Tome cuidado Goomy!
    As palavras de Katy pareceram não atingir Goomy que continuava com suas más lembranças na cabeça.
    Parece que alguém tem que ser melhor disciplinado! Pinsir use X-Scissor, Heracross use Pin Misile!
    As mãos do Pinsir brilharam, ele correu em direção ao Goomy, que continuava estático. Com suas duas mãos Pinsir fez um corte em formato de X no Goomy que recebeu todos os danos e foi jogado para cima aonde o Heracross o acertou com seus ferrões, assim o derrubando no chão com muita força.
    Goomy!
    O dragãozinho estava nocauteado no chão e não podia fazer mais nada.
    Você perdeu. – sorriu Chasseur.
    Não pode ser. – Katy estava chocado com tudo que tinha acontecido.
    Agora, a hora da diversão come… – Antes que Chasseur conseguisse completar a frase um vulto passou perto de sua cabeça, que acertaria, se ele não tivesse percebido antes e desviado. Ao olhar com atenção era a Zubat.
    Zubat, você veio me ajudar? – A morceguinha assentiu.
    Ao ver a Zubat e a Katy juntas, Chasseur começou a gargalhar sem controle de novo.
    E as coincidências nunca acabam! – berrou ele.
    O que você quer dizer? – A Zubat encarrava Chasseur com uma face de raiva.
    Parece que você realmente gosta dos pokémons que eu crio. Esta Zubat foi criado por mim e por um cientista maluco, mas que tinha umas ótimas ideias. Ela não é um Pokémon normal, fizemos diversos experimentos nela e assim conseguimos deixar ela com habilidades físicas aprimoradas, em especial, a sua velocidade que é muito maior que as Zubat comum, você já percebeu? – Katy se lembrou da batalha contra a Zubat e como ela era de como rápida, algo que fazia mais sentido agora. – Quando ela fugiu, achei que tinha gastado dinheiro nestes experimentos a toa, mas o destino me ajudou de novo e trouxe ela de volta para mim.
    Ela nunca voltaria para você, seu idiota! – berrou Katy.
    Primeiro o Goomy, agora a Zubat, parece que quem é a ladra aqui é você.
    Cale a boca! Estou cansada de ouvir suas besteiras! Você é uma pessoa terrível, não, você é um monstro, maltrata os pokémons, rouba e vende eles. Você machucou a Valerie e agora que machucar a Mirai e o Jean. Não posso te perdoar, eu tenho que acabar com você aqui e agora! Zubat, vamos derrotar eles! – A morceguinha concordou.
    Já disse, enquanto ser uma criança, nunca vai me derrotar!
    Do lado de fora da cabana, Kuro e Shiro enfrentavam o Stutzen e seu Hypno, enquanto Calem enfrentava Weatherby e seu Breloom.
    Breloom use Energy Ball!
    Frogadier use Water Pulse!
    O Breloom lançou uma esfera verde de sua mão e o Frogadier lançou a água concentrada os dois ataques se colidiram e causaram uma pequena explosão.
    Breloom use Mach Punch!
    O punho do Breloom brilhou e seu braço esticou-se como se fosse um rápido chicote que acertou o Frogadier.
    Frogadier use Ice Punch!
    Breloom continue usando o Mach Punch sem parar!
    O punho do Frogadier brilhou em azul, e os dois punhos do Breloom brilharam em branco. O Frogadier tentou correr na direção para acertá-lo, mas como os braços do Breloom esticavam os socos dele apareciam de todas as direções e acertaram o Frogadier repetidamente como se fosse uma metralhadora.
    Frogadier! Sai dai!
    Não adianta, os braços do Breloom são como borrachas, quando ele acerta um soco, ele rapidamente puxa o braço de volta para si e com a elasticidade ele retorno para acertar o Frogadier. Está é a metralhadora de socos do meu Breloom, você não tem chance.
    Droga, se a senhorita Serena visse isto ficaria desapontada. – pensou Calem. – Não, agora não é hora de pensar nisto, se concentre.
    Frogadier tentava desviar dos socos, mas eles eram muito rápidos e quando desviava de um outro vinha logo em seguida e o acertava em cheio.
    Hahahahaha, se continuar assim, o seu sapo vai se tornar um bolo de carne. – alertou Weatherby.
    Não se preocupe, o poder do Frogadier é muito maior do que você pensa. Frogadier, criei um Water Pulse grande e o arremesse no chão.
    Frogadier juntou as suas mãos e tentou concentrar na formação da esfera de aguá, mas os socos que recebia o atrapalhava, mas ele continuou tentando mesmo assim. Depois de um tempo, finalmente conseguiu fazer a esfera de energia e a protegeu dos socos com seu corpo, ele concentrou mais força e então a arremessou para o chão, assim o destruindo e surpreendendo o Breloom que por um segundo para de socá-lo e este um segundo foi suficiente para o Frogadier se livrar da metralhadora de socos e socar o Breloom na bariga com o seu Ice Punch.
    Breloom! – berrou Weatherby.
    Frogadier, não vamos mais nos segurar, vamos usar toda a nossa força. – O pokémon assentiu. – Use Double Team!
    Frogadier junto as suas mãos e clones começaram a surgir.
    Breloom tente acertar ele com o Mach Punch e continue com a metralhadora de socos.
    Agora use Ice Punch, só tome cuidado par não deixar que o Breloom te acerte. Enquanto a um soco não te acertar, não terá como ele vencer. Vamos impressionar a senhorita Serena! Frogadier, é hora do Show!
    Os punhos dos Frogadier brilharam em azul como se fossem gelo, então todos correram em direção ao Breloom que tentava acertar o verdadeiro com seus infinitos socos, mas não conseguia. Frogadier chegava cada vez mais próximo, foi quando o punho do Breloom veio em sua direção, mas ele se virou para trás desviando do ataque e socando o braço do Breloom para cima, algo que o deixou desorientado e em um rápido movimento, Frogadier acertou o queixo do Breloom o levantado para cima e com o outro punho acertava o rosto do Breloom mirando para frente. O pokémon cogumelo vou para longe até acertar uma árvore, mas conseguiu se levantar.
    Frogadier continue com o Ice Punch!
    Breloom use Engery Ball diversas vezes.
    Frogadier mais uma vez corria na direção do Breloom que lançava diversas bolas de energia em sua direção.
    Frogadier use um grande Water Pulse!
    O pokémon bolha de sapo, juntou as mãos e as separou rapidamente, criando uma grande esfera de aguá do seu tamanho e então a arremessou contra as bolas de energia, que colidiram e espalharam bastante poeira. Mas então, o punho do Breloom apareceu do nada e acertou a barriga do Frogadier, o arremessando para o céu, antes que o pokémon bolha de sapo pudesse recuperar o equilibrou no ar, os dois braços do Breloom esticados, o agarraram e se enrolaram em seu corpo como se fossem uma corda.
    Breloom, bata ele nele de um lado para o outro.
    Com o Frogadier preso em seus braços, Breloom começou a mexer eles e batia o Frogadier no chão e nas árvores sem que o libertasse.
    Você não tem como vencer, seu Frogadier está preso e logo será derrotado!
    Não, você que será derrotado! Frogadier use Ice Punch e o fortaleça!
    O pokémon bolha de sapo continuava amarado entre os braços do Breloom, mas então ele começou a ativar seu Ice Punch e o fortaleceu, criando uma temperatura muito baixa que aos poucos foi congelando o braço do Breloom, a ponto do pokémon cogumelo não aguentar mais e o soltar.
    Impossível! Ele congelou os braços do Breloom.
    Isso ainda não é nada! Frogadier criei um Water Pulse gigante.
    Como ordenado o pokémon bolha de sapo criou uma esfera de água enorme, devia ter uns cinco metros de diâmetro.
    É enorme! – Weatherby parecia assutado.
    Agora soque a esfera com o Ice Punch!
    Frogadier com sua mão congelada socou a esfera gigante que congelou completamente e voou em direção do Breloom.
    Breloom use Energy Ball ou qualquer coisa! Pare aquela esfera! – berrava Weatherby desesperado.
    Você já perdeu! Agora receba meu movimento exclusivo! Vai, Giant Ice Pulse!
    Antes que Breloom pudesse fazer qualquer coisa a gigante esfera de gelo o acertou em cheio, assim como seu treinador e os dois forma nocauteados.
    Ganhamos! – Calem e Frogadier bateram as mãos. – Você foi incrível, agora descanse um pouco.
    Ele retornou seu pokémon e com o caminho, para cabana, aberto seguiu até a porta.
    Shiro, Kuro, vou indo na frente! Cuidem desse bosta ai! – pediu Calem.
    Você não vai fugir, Hypno use Psyshock! – ordenou Stutzen.
    O Hypno lançou seu raio roxo em direção a Calem, mas então outro raio roxo apareceu e acertou o raio do Hypno antes, assim salvando Calem.
    O gigante! A sua batalha é com a gente! – lembrou Shiro.
    Não pense que vai fugindo. – alertou Kuro.
    Calem entrou na cabana e os dois irmãos sorriram.
    Vamos acabar com ele! – concordaram os irmãos.
    Serena e Eve encaravam a dezena de homens com seus Mightyena e o outro homem com o Barbaracle.
    Não vai ser uma batalha fácil, mas eu e a Braixen damos conta. – comentou Serena.
    Tem certeza? Eles são muitos. – indagou Eve.
    Não se preocupe. Chegou a hora de mostrar o porquê de me chamarem a Valquíria das Chamas. – sorriu Serena. – Braixen, vamos lá!
    A raposa assentiu. As duas fecharam os olhos e respiram profundamente como se estivessem meditando, então ainda de olhos fechados, Serena começou a falar:
    Eu sou fogo. Tu es o fogo. As chamas queimem em nossos corações. As batidas palpitam e transformam tudo em cinzas. O meu sangue é álcool. As minhas veias são carvão. A minha determinação é a faísca que gera a labareda. A vela acesa se cessa e nossos corações se tornam um. Eu sou tu. Tu es eu. Nos samos o fogo. Blaze ativar!
    De repente, uma grande onda forte de calor pode ser sentida, ela vinha do corpo da Braixen que havia ficado envolto as chamas, era como se ela estivesse andando em cima do fogo.
    O que é isso? Barbaracle pare ela com Razor Shell!
    A mão do Barbaracle brilhou em azul e parecia ter virado uma lâmina.
    Braixen, use Flame Charge! – As chamas que cobriam o corpo da Braixen se intensificaram e ficaram enormes.
    Barbaracle corria na direção da Braixen para acertar o seu corte, a Braixen correu na direção do mesmo e colidiu seu pequeno punho nas garras do Barbaracle, o impacto foi tão forte que arremessou o braço do Barbaracle para trás, Braixen aproveitou a oportunidade e chutou o abdômen do Barbaracle o arremessando a mais de 10 metros. Eve e todos os outros ficaram muito surpresos com o que viram.
    Mas como? O Barbaracle tinha a vantagem de tipo e além disso a Braixen possui um ataque físico muito baixo. – comentou um dos homens.
    Serena, aquilo foi o Blaze, como você ativou ele? – indagou Eve.
    O Blaze é uma habilidade do Braixen que é ativada quando ela está bem fraca e com muita desvantagem e deixa os ataques de fogo mais forte. Isto ocorre, pois os batimentos da Braixen alteram a sua frequência quanto está ferida e com problemas, assim o Blaze ativa naturalmente como se fosse um sistema de defesa. Mas eu e a Braixen treinamos pra controlar a nossa frequência cardíaca e assim conseguimos ativar o Blaze quando quisermos, mas não é apenas isto. Ao controlar a frequência cárdica, os sistemas do corpo da Braixen ficam mais acelerados e ativam suas defesas, como consequência não é apenas os ataques de fogo que ficam mais forte, mas sim todas as suas habilidades psíquicas e físicas, é por isso que a Braixen conseguiu dar um Flame Charge tão forte, mesmo que seu ataque físico seja baixo.
    Você é incrível! – admirou Eve.
    Isto só por causa da minha Braixen. Esta é a nossa técnica que apenas eu e a Braixen podemos usar.
    Parem de ficar olhando, mandem suas Mightyena destruírem aquela raposa! – disse o dono do Barbaracle que ainda tentava se levantar.
    Vamos com tudo usando o Flame Charge! – exclamou Serena.
    A Braixen com o corpo pegando fogo, foi em direção as Mightyena que tentavam a morder, mas a raposa de fogo era muito rápida e desviava ou chutava e socava as Mightyena para longe que não conseguiam fazer nem um aranham. As Mightyena recebiam chutes nas barrigas e socos, Braixen dominava completamente a batalha, então uma Mightyena mordeu a sua pata, mas a raposa de fogo concentrou um grande energia na pata e a liberou como uma grande onda de calor que inchou a Mightyena de dentro para fora, quase a explodindo.
    Não consigo acreditar! Tem 10 Mightyena pulando em cima dessa raposinha e mesmo assim não conseguem fazer um arranhão. Barbaracle temos que derrotá-la. Barbaracle use Scald!
    Barbaracle se concentrou e lançou um forte jato de água quente em direção a Braixen.
    Braixen use Light Screen!
    Antes que a água a acertasse, a Braixen pegou seu galho de madeira e criou uma parede de luz que impediu o ataque.
    Agora faça um cubo em torno de seu corpo! – ordenou Serena.
    A Braixen criou diversas paredes de luza ao redor de seu corpo, fazendo um grande cubo que a protegia.
    Isto não vai adiantar, só vai te proteger dos ataques especiais, não de ataques físicos! Barbaracle use Razor Shell! Mightyena ataquem!
    Barbaracle correu em direção da Braixen para acertá-la, assim como as Mightyena que pulavam em sua direção.
    Eu não fiz isto para defender a Braixen! Agora, libere tudo!
    As paredes em torno do corpo da pokémon raposa se quebraram e se dividiram em diversos pequenos quadrados que flutuavam pelo local.
    Braixen use Flame Charge!
    Com o corpo pegando fogo, a Braixen pulou nos quadrados de luz que havia feito antes e começou a pular de um para o outro de forma rápida, assim formando diversas linhas de fogo que acertavam os pokémons inimigos.
    Ela está usando o Light Screen para aumentar a velocidade e intensificar o ataque! – disse um homem surpreso.
    O Barbaracle foi em cima da Braixen, mas ela pulou num dos quadrados de luz e desviou facilmente acertando uma cabeçada em sua barriga e o arremessando para onde as Mightyena estavam.
    Eve, é melhor se agachar. – A princesa fez como sugerido. – Braixen, exploda tudo com Heat Wave!
    A Braixen da Serena pegou o galho de madeira e lançou uma enorme fonte de calor quente que ao acertarem os quadrados de luz refletiram e intensificaram, assim causando uma gigantesca explosão. Depois da fumaça se dissipar, apenas Serena, Braixen e Eve estavam de pês. Todos os outros pokémons haviam sido nocauteados e os humanos queimados e contorciam de dor no chão. Serena piscou para Braixen que desativou o Blaze.
    Agora é a nossa chance de ir embora. – comentou Serena.
    Acho que ainda não. – disse Ludger ao sair da mansão.
    Você não viu isto? A Serena com certeza vai te derrotar! – alertou Eve.
    Você só diz isto, porque ainda não viu meu pokémon. – Ludger pegou uma pokébola, arremessou e dela saiu um Sableye.
    Este bichinho, não tem chance contra a Braixen da Serena!
    Deixa eu te mostrar a verdadeira força dele. – Ludger sacou sua espada e na ponta dela havia uma pedra colorida, Ludger a segurou e exclamou. – Sableye, mega evolua!
    Mega evolução? Mas o que? – indagou Serena surpresa.
    Sableye colocou a língua para fora e nela havia uma pedra colorida parecida com a de Ludger. Raios de energia ligavam a pedra de Ludger ao corpo do Sableye que começa alterar e então depois de alguns segundos a transformação estavam completa. Mega Sableye se escondia atrás de uma gigantesca pedra vermelha que ele segurava.
    Braixen use Heat Wave! – berrou Serena desesperada.
    A pokémon raposa lançou uma forte onde de calor para o Sableye que usou a pedra vermelha para se defender, causando uma grande explosão. Enquanto isto Serena pegou a mão da Eve, retornou a Braixen e começou a correr.
    Temos que sair daqui logo! Não tenho como derrotar aquilo! – disse Serena.
    Mas você derrotou todos aqueles caras sozinha, vai dar conta de apenas um. – comentou Eve.
    Infelizmente, acho que não há como eu derrotar o Mega Sableye no momento. Se a Braixen não tivesse batalhado antes, talvez teria uma chance, mas agora ela está muito cansada. Eu também ouvi muitas histórias sobre defesa quase infinita do Mega Sableye, enfrentar ele será uma dor de cabeça. A única coisa que podemos fazer agora é fugir.
    Evelyne concordou e as duas correram para longe até não serem mais vista por Ludger. A fumaça do ataque anterior havia dissipado, e o Mega Sableye estava completamente intacto, sem nenhum aranhão.
    Parece que não vou precisar usar você dessa vez. – disse Ludger desativando a mega evolução e retornado o Sableye para a pokébola.
    Meowstic use Psyshcok!
    Sneasel use Feint Attack!
    Meowstic lançou um raio roxo que colidiu com o do Hypno e Sneasel foi até as suas costas e acertou seu movimento em cheio, assim empurrando ele para o raio roxo da Meowstic e o fazendo receber todos os danos e assim sendo nocauteado.
    Derrotamos ele! – comemorou Kuro.
    Ainda não, você tem que passar por mi… – Stutzen caiu no chão desmaiado. Era Shiro que havia batido em sua nuca com a espada do Kuro ainda dentro da bainha.
    Vamos. – disse ele.
    Quando foi que você pegou a minha espada? – indagou Kuro.
    Há alguns minutos, e isto importa?
    Está vendo a minha espada pode ser útil. E passa ela para cá
    Está certo. – Shiro devolveu a espada. – Vamos logo!
    Heracross pulou para acertar seu chifre na Zubat que conseguiu desviar, mas o Pinsir que vinha por trás acertou-a com suas garras fazendo um X. A Zubat não aguentou e caiu, Katy correu para pegá-la em seus braços e conseguiu, mas a Zubat tinha sido nocauteada. Mesmo sendo especial, ela não tinha chance contra dois monstros sozinha. Quando Chasseur viu que Katy não tinha mais nenhum Pokémon ele sorriu.
    Agora que ninguém mais pode te proteger, a diversão vai começar. – avisou Chasseur.
    Katy sentia medo e aflição do que poderia ocorrer. Chasseur foi até Jean e Mirai e retirou as amordaças da boca deles.
    Katy! Eu estou com medo! – choramingou Mirai.
    Está doendo! Não quero me machucar mais – berrou Jean.
    Tenham calma vai ficar tudo bem. Eu prometo!
    Chasseur começou a rir.
    Você promete? Sabe, Katherine, você não deveria prometer o que não pode cumprir. – disse Chasseur.
    Não faça mais nada com elas, você quer a mim. Eu vou com você, mas solte as duas crianças. – pediu Katy desesperado. – Por favor.
    Só se você implorar de joelhos! – contou Chasseur.
    Katy ajoelhou-se e fez várias reverências enquanto repetia.
    Por favor! Por favor! Por favor!
    Chasseur ria vendo Katy daquela forma.
    Você realmente fez! Está desesperada ou é burra demais. É obvio que não vou devolver as crianças só porque você implorou.
    Pare de brincar comigo! Sua vingança não tem nada a ver com as crianças liberte elas! – implorou Katy.
    Não! – Chasseur sorriu. Ele foi até Jean e o socou na barriga e o jogou em cima de Mirai, assim as duas crianças caíram no chão. Chasseur foi até Mirai e pisou em sua cabeça. Os gritos de dor de Mirai podiam ser ouvidos e incomodava muito Katy que correu para cima de Chasseur, mas o Heracross e o Pinsir ficaram na sua frente, proibindo que ela passasse.
    Por que você está fazendo isto com a gente? Isto machuca. – choramigava Mirai.
    Eu faço porque machuca! E eu gosto de machucar as pessoas. – respondeu Chasseur a chutar o rosto de Mirai que cispou sangue.
    Mirai! – gritou Katy. – Chasseur, seu desgraçado! Você vai pagar por isto!
    Chasseur olhou para Katy com uma cara assustadora, agarrou Mirai e Jean pelos cabelos, os levantou, se virou para Katy e disse:
    Escolha?
    Katy estava com medo e confusa, assim não respondeu.
    Eu quero que você qual dos dois eu devo matar. A menina ou o menino? – indagou Chasseur.
    Do que você está falando! Ficou louco! Eu não posso fazer uma escolha assim. – falou Katy.
    Tique-taque! Escolha logo, não vou perguntar outra vez.
    Eu estou com medo! Katy, me proteja! – chorava Mirai.
    Eu não quero morrer. – chorrava Jean.
    Não se preocupem, eu vou salvar os dois. Logo, vamos voltar para a mansão e ficará tudo bem. – prometeu Katy enquanto tremia.
    Se você não vai escolher, eu escolherei. Heracross mate a menina. – ordenou Chasseur.
    Mirai começou a gritar, estava com medo. O chifre do Heracross havia começado a brilhar, ele estava preparado para acertar seu golpe.
    Chasseur! Por favor, pare! A Mirai não tem nada a ver com isso! Por favor! – berrava Katy com olhos lacrimejando.
    Se você quisesse que ela vivesse, era só ter escolhido. Agora diga adeus a sua amiga.
    Mirai tentou correr, mas com o corpo amarado não conseguiu e Heracross já estava ao seu lado com um olhar de psicopata.
    Mirai!
    Aquele tempo tinha parecido uma eternidade, os olhos de Katy começaram a escorrer lágrimas enquanto assistia o pequeno corpo da Mirai sendo perfurado pelo enorme chifre do Heracross. O chifre atravessou o corpo da Mirai e então ele a jogou no chão com um grande, deixando um grande buraco em seu abdome. Katy não queria acreditar no que tinha acontecido, ela queria fechar seus olhos contar até 3 e fingir que tudo tinha sido um sonho, mas não era.
    Katherine ficou encarando o corpo de Mirai caído no chão, ela chorava e parecia paralisada como se fosse um fantasma sem alma. Katy não conseguia dizer nada, apenas olhava para o corpo perfurado da sua amiga.
    Foi neste momento que Calem, alcançou eles, e assim que viu o corpo de Mirai no chão, não conteve sua raiva e partiu para cima de Chasseur.
    Seu desgraçado! Filho da mãe! – berrou ele.
    Calem tentou socar Chasseur, mas então o Pinsir se colocou na frente de Calem e o prendeu com suas garras, fazendo cortes nos braços de Calem e o fazendo gritar de dor.
    Temos mais uma visita. Se me lembro bem, disse para não deixarem ninguém além da garota passar, isto que dá trabalhar com idiotas. – comentou Chasseur. – Agora que temos mais uma pessoa, vamos continuar com nosso jogo. Katherine, escolha quem vive ou quem morre.
    Katy sentiu como seu coração tivesse sido martelo, ela não conseguia fazer esta escolha, mas tinha medo do que Chasseur faria se ela não fizesse, mas o pior era a imagem da Mirai sendo perfurada, aquilo a sempre aterrorizaria.
    Tique-taque! Tique-taque!
    Katy tentou falar algo, mas nada saiu de sua voz.
    Se não vai responder, eu escolho. Deixe me ver… Acho que vou matar os dois, Pinsir esmague este idiota! Heracross mate aquela criança!
    Não! Não! – Foi a única coisa que saiu da boca da Katy.
    Pinsir estava preparado para espremer Calem, assim como Heracross preparava para perfurar seu chifre em Jean, mas então uma ventania fria e um raio roxo acertaram os dois insetos, assim fazendo Pinsir largar Calem e Heracross se distanciar de Jean. Quando Katy viu o que tinha acontecido, Shiro e Kuro entraram no cômodo, junto da Meowstic e Sneasel, os dois haviam salvo Calem e Jean.
    Aqueles idiotas do Weatherby e do Stutzen são uns inúteis mesmo. Bem, Katherine, acho que já vou indo, não sou louco para enfrentar quatro de vocês ao mesmo tempo. – Chasseur retornou seus pokémons e desapareceu na sombra.
    Kuro correu para ajudar Calem a se levantar e Shiro ajudou Jean. Katy continuava imóvel, observando o corpo de Mirai. Shiro deixou Jean com Kuro e foi até Mirai, ele colocou a dois dedos no pescoço da pequena garota e sentiu algo.
    Ela ainda está viva! – exclamou Shiro.
    Aquelas palavras trouxeram Katy de volta a realidade, ainda havia esperança, Mirai ainda podia ser salva.
    Rápido Katy! Me ajude, segure o buraco da ferida da Mirai e tape ele para o sangue não sair. – disse Shiro.
    A garota furisode fez como ordenado e colocou suas mãos nas feridas da Mirai, estava toda suja de sangue, mas isto não era algo que ela deveria se preocupar agora.
    Muito bem, continue pressionando com força e não solte. – falou Shiro e Katy assentiu.
    Mirai por favor volte. – pediu Shiro.
    Ele empurrou o busto de Mirai com força tentando trazê-la de volta. Depois, ele encostou seus lábios no de Mirai fazendo uma respiração boca a boca.
    Por favor, Mirai. – pensava Shiro. – Eu não quero perder mais ninguém.
    Ele repetiu o que tinha feito antes, empurrando o busto da pequena garota e respirando em sua boca. Este processo se repetiu diversas vezes, eles estava começando a perder as esperanças quando uma pequena chama foi acesa e Mirai abriu os olhos.
    Mirai! – exclamou Shiro e Katy de felicidade com lágrimas no olhos.
    Shiro, Katy. – disse Mirai e logo depois tossiu sangue.
    Mirai, não se esforce muito. – pediu Shiro.
    Está doendo muito. – falou Mirai.
    Não se preocupe, logo vai passar. – disse Katy.
    Eu não quero morrer! – chorava Mirai.
    Não fale besteiras, isto não vai acontecer, vai ficar tudo bem. – contou Katy.
    Você ainda tem que ver os Lapras que eu te prometi que verei, Mirai. Então não fale assim. – lembrou Shiro.
    Katy, pode cantar a música da grande família Bidoof para mim? – indagou Mirai.
    Claro! Bidoof, Bidoof, Bidoof, Bidoof, a grande família Bidoof! O Bidoof malvado e desobediente, o Bidoof doce e gentil. Todos se juntam e vira uma família de cem. O bebê Bidoof está sempre sendo envolvido por felicidade, o velho Bidoof tem olhos apertados. Os Bidoof amigáveis seguram suas mãos e fazem um grande e redondo circulo. Eles constroem uma cidade no planeta Bidoof e todo mundo ri juntos. O Buneary está tentando acenar do céu, a grande lua está envolvendo tudo, coisas ruins e tristes também.
    Sabe, eu fiquei muito feliz de conhecer vocês dois, eu gostava de morar aqui e gostava muito da Serena, mas ela era muito ocupada e as outras crianças não falavam muito comigo, no máximo a Keiko e o Jean. Mas quando vocês apareceram, eu fiz amigos de verdade e conheci pessoas incríveis. – Mirai começou a tossir sangue de novo.
    Mirai! – gritaram eles preocupados.
    Se eu morrer, quero que saibam que eu amo vocês dois! – Mirai chorava enquanto falava.
    Mirai você vai ficar bem, se esqueceu da nossa promessa que eu derrotaria a Serena, me tornaria a campeã e te esperaria para me enfrentar? Você não quer ser a campeã de Kalos?
    Eu quero, é o meu sonho. É uma pena que vai continuar sendo apenas um sonho.
    Mirai, você pode torná-lo este sonho real se continuar tentando, então faça que nem a Katy e não desista, tá bom? – indagou Shiro.
    Certo. – respondeu ela.
    Mirai, vai dar tudo certo e quando William cuidar de você. Vamos ter incríveis aventuras juntas! Eu quero te mostrar muitos pokémons! Tem tanta coisa que quero te ensinar. Quero que você assista a minha batalha de ginásio e quero que assista quando eu batalhar contra a Serena na liga. Quando tudo isto passar e você ficar melhor, vamos nos diverti muito! Vamos prometer? – Katy levantou o dedo mindinho.
    Sim, obrigada Katy. – Mirai apertou o dedo mindinho da Katy com as poucas forças que ainda restava e sorriu.
    Então é uma promes… – O dedo de Mirai parou de fazer força e soltou o de Katy, caindo no chão. – Mirai? Mirai?
    A pequena garota não respondia. Shiro tocou o pescoço de Mirai e então lágrimas começaram a cair dos olhos dele.
    Mirai? Mirai? Mirai? Mirai? Mirai? – diversas lágrimas escorriam pelos olhos de Katy. – Mirai? Mirai? Por favor. Mirai!
    Katy abraçou o corpo da menina e apertou com força.
    Me desculpe! Se eu não estivesse aqui, nada disso teria acontecido. Tudo foi culpa minha, me desculpe, Mirai. Me desculpe. Eu… eu… eu também te amo.


    Cidade de Aquacorde, 23 de outubro de 2016.

    Todos choravam naquele dia, inclusive o céu, a chuva não parava. Vestidos de pretos, todos assistiam ao enterro dela. Palavras bonitas foram ditas naquele dia, mas nenhuma delas foi real o suficiente para enganar tristeza e solidão que estávamos guardando em nossos corações. Depois do caixão ser fechado e enterrado a maioria foi embora, mas eu continuei ali por horas e horas. Sentada, olhando para a sua lapide enquanto segurava o chaveiro que ela tinha me dado, não conseguia parar de chorar e me culpar. Não sabia mais o que fazer, nem tinha mais vontade para fazer, queria ficar apenas sozinha. Eu chorava tanto que não conseguia diferencia minhas lágrimas da água da chuva. Naquele triste e doloroso dia, a chuva não parou nem que fosse por um segundo, parecia que continuaria por toda…
    A eternidade


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