• Posted by : Dark Zoroark 20 de mar de 2016

    Se roubar, não seja pego.

    Vejo que se interessou pela história de Katherine. É uma pena que nesse momento a história terá que mudar um pouco a sua direção. Não fique com raiva. Eu prometo que será um pequeno desvio, só desse jeito poderemos prosseguir. Já disse para não ficar assim. Se lembre que o destino sempre nos leva ao lugar certo, isso quando ele está de bom humor. Quem sou eu? Estou triste. Se esqueceu de mim? Não tem problema. Eu diria que sou apenas um espectador, mas você saberia que não é verdade. De qualquer forma, já está na hora de voltarmos para história.

    Cidade de Lumiose, 28 de setembro de 2016.

    Lumiose, a famosa cidade das luzes, ela é enorme e conhecida por possuir uma torre gigante chamada de Torre Prisma. Engraçado as pessoas chamaram de cidade das luzes, afinal, a cidade ilumina apenas alguns lugares, diversos lugares ficam sem luz ao anoitecer, claro se você é apenas um turista de passagem deve achar as famosas luzes de Lumiose iluminam tudo, mas isso esta errado. Não estou dizendo que a cidade não possui seus méritos, mas sim que não é como todos pensam. Claro que a escuridão também pode trazer algo de bom, afinal, como existiriam o sistema de apostas, se não existissem esses locais sem luz. É isso o que eu faço aqui, jogo, aposto e ganho. Tá, as vezes eu perco.
    Era uma linda noite, as estrelas brilhavam, mas não no céu e sim na terra, as incríveis luzes de Lumiose iluminava as ruas principais da cidade, onde quantidades enormes de turistas vinham visitar. Mas como em toda noite, sempre havia aqueles locais que ficavam sem luz, e era nesse local que estava ele, uma garota de aparecia jovem, devia esta por volta dos 16 anos, vestia uma roupa preta assim como a cor de seus olhos e fios de cabelo. Na sua roupa era possível perceber algumas partes brancas e douradas. Ele estava jogando algum jogo de cartas, estava apostando dinheiro em seu jogo. Várias pessoas ao redor assistiam o momento, a maioria delas não eram turistas, viviam em sua maior parte na rua, ou com sua gangue, as vezes conseguam dormir em um hotel, mas muitos preferiam gastar seu preciso dinheiro com outras coisas como comida, roupas ou até mesmo joias, só que poucos conseguiam. O que mais se deseja ali era o dinheiro, isso que importava naquele momento. O garoto jogava o jogo calmamente, diferente de seus espectadores que estavam nervosos, pois apesar da aparência frágil, aquele garoto carregava uma coisa incomum, que deixava a maioria com medo, uma espada longa completamente preta.
    É verdade que alguns ali poderiam possuir armas, mas era a grande minoria, armas eram caras, e mesmo assim não ficavam a mostra como a espada do jovem. Apesar da aflição que ficava no ar, o jogo seguiu normalmente e acabou.
    – Eu ganhei. – Disse o homem que estava jogando contra o garoto. Ele era bem alto, devia ter quase dois metros, bem forte e de físico meio quadrado, estava vestindo uma jaqueta preta com um lenço vermelho pendurado em seu braço, seu cabelo era bem curto e negro, já seus olhos eram cinzas escuros.
    – Parabéns Komaba, parece que eu realmente perdi. – Disse o garoto sem ressentimentos. – Aqui está seu dinheiro.
    O garoto levantou com a sua mão, uma pequena sacola e deu para o homem.
    – O jogo foi bom, mas infelizmente eu já tenho que ir. – Disse o menino que já estava praticamente virando a esquina.
    – Ei espere! – Gritou Komaba com raiva. – Esse saco está vazio.
    – É mesmo, acho que me confundir com isso. – Sugeriu o garoto enquanto mostrava uma carteira em suas mãos.
    – Seu pivete dos infernos, quando foi que pegou a minha carteira. Me devolva isso, agora!
    – Na verdade não fui eu que peguei sua carteira.
    Algo se movimentou nas sombras e derrubou Komaba com uma rasteira. O homem caiu com força no chão sem entender o que acontecia, mas sabia que sua raiva só aumentara. Quando conseguiu se levantar o garoto já correra, foi nesse momento que ele percebeu quem havia pegado sua carteira e quem havia te derrubado, escondido nas sombras um Pokémon seguia o garoto, um Sneasel.
    – Não vai ficar assim, seu maldito! Você mexeu com a pessoa errada. Eu faço parte da gangue Vermelha, e muitos aqui também, vamos te pegar e te ensinar uma bela lição!
    O garoto sabia daquilo, o lenço vermelho pendurado em seu braço denunciava o fato, mas ele não imaginava que tantas pessoas da gangue vermelha fossem ajudar o Komaba a persegui-lo.
    – Droga, droga, droga. De quem foi essa ideia idiota, Sneasel? – Gritava o garoto para seu Pokémon enquanto corriam desesperados.

    Você deve estar imaginando que eu sou idiota por tentar roubar um cara de três metros, que possui diversos companheiros que o ajudariam a me capturar. É você está certo, eu sou idiota. Devia ter pensado que escapar de uma das três maiores gangues de Lumiose, não seria fácil. Alguns podem achar que não, mas gangues são algo bem comuns em Lumiose. Existe um sistema bem organizados pelos sem luz, na verdade há diversas gangues, mas a maioria delas estar associada a uma das três maiores, cada uma das gangues é representado por uma cor. A Vermelha, que é que nosso amigo Komaba participa. A Verde, que me parece ser a mais calma. E a Azul, que é a mais misteriosa. Também existem aqueles que participam da parte sem luz de Lumiose, mas não possuem nenhuma gangue, ele são conhecidos como No-ones e não possuem nenhuma cor, eu acredito fazer parte desse grupo. A maioria dos No-ones trabalham sozinhos, alguns não possuem nenhum poder, mas outros são bem famosos e conhecidos, alguns até mais poderosos e temidos do que os lideres das três gangues. Claro que eu não sou nenhum desses, se fosse, não estaria fugindo de Komaba e seus companheiros nesse momento.

    A perseguição continuava, o garoto corria por aqueles becos escuros, tentava se chegar em alguma rua iluminada, mas não conseguia encontrar, ou se perdia no caminho ou quando achava a saída alguém aparecia, o forçando mudar a direção. Diversas pessoas estavam naqueles becos, mas nenhuma se atrevia ajudá-lo. O garoto corria desesperadamente com seu Pokémon, se esbarrando e tropeçando em pessoas, foi então quando olhou para trás para ver se o perseguiam se esbarrou com uma garota, a derrubando e caindo em seu lado. O desespero do menino era tão grande que nem se incomodou com o fato, se levantou rapidamente e saiu correndo. A garota tentou reclamar, mas ele já estava correndo para longe.
    O garoto corria, nem sabia para onde, foi quando entrou numa esquina errada e percebeu-se num beco sem saída, quando viraria para fugir, ouviu passos. Recuo, olhou para seu Sneasel e tirou a bainha de sua espada, se preparando para lutar.
    – Não queria ter que usar isso. – Comentou o menino encarando seu Pokémon.
    O Sneasel rosnou, como se dissesse que aquilo não adiantaria.
    – Eu sei que isso não deve ajudar, afinal eles possuem armas de fogo…. E são muitos.
    Mais uma vez o Sneasel rosnou, dessa vez parecia dizer que era a culpa do seu treinador.
    – Eu sei que é minha culpa, foi uma ideia bem idiota. – Os passos ficaram mais altos. – Parece que estão chegando.
    Ajeitou sua espada, preparando para atacar quem viessem, mas para sua surpresa, quem aparecera não era nenhum Vermelho e sim aquela garota que se esbarra. Ele não tinha percebido antes, mas a garota era linda. Com lindos olhos vermelhos e cabelos da cor dos vinhos mais caros, estava usando uma saia preta, com um sinto dourado, onde estava presso um pequeno bastão branco. Vestia um casaco preto, mas o que chamava mais a atenção do garoto, era que ele estava aberto, revelando grande quantidade do corpo da garota, seus seios estavam cobertos por faixas brancas, algo que chamava bastante atenção, principalmente para aquele garoto, que tentou evitar encará-los.
    – O que pensa que você está fazendo? Primeiro me derruba, sai correndo e agora aponta uma espada para mim! – Reclamou a garota.
    – Me desculpe, achava que era outra pessoa que estava vindo. – Disse o garoto enquanto guardava a espada.
    A garota era bem esperta e analisou a situação rapidamente.
    – Quer disser que alguém esta te perseguindo, quem?
    – Ninguém está me perseguindo. – Tentou esconder o fato.
    Passos e gritos de raivas foram ouvidos pelos dois.
    – Quer dizer, que já que você não estar sendo perseguido, podemos sair desse beco e descobrir o que está havendo lá fora. – Chantageou a garota.
    – Está certo, estou sendo perseguido, mas logo chegaram aqui, não tem nada que possa fazer.
    – Coloque seu Pokémon na pokébola! – Ordenou ela.
    – Mas por que?
    – Coloque!
    Ele a obedeceu, chamando seu Sneasel para sua pokébola. Os passos estavam bastante altos, deviam virar a esquina a qualquer momento, o garoto já desistira de fugir. Mas sem que percebesse, a garota o empurrou para uma parede, enrolou seus braços no pescoço do garoto, juntou seu abdome com o dele, fazendo seus seios se pressionarem no corpo do rapaz.
    – O que você está fazendo. – Reclamou o garoto enquanto corava.
    – Cale a boca. – Mandou a garota.
    Os passos ficaram mais altos, quando os Vermelhos, já virariam a esquina, a garoto beijou o menino em sua boca, ajeitando sua cabeça de uma forma que fosse impossível saber que era quem ela estava beijando. Quando os Vermelhos viraram no beco e viram a cena, alguns ficaram meio envergonhados e juntos resolveram dar a meia volta. Quando já não podia mais se ouvir os passos deles, a menina afastou sua boca da do menino.
    – Agora você me deve uma. – Disse ela.
    – Te dever uma? Por que você fez isso? – Indagou ele.
    – Para salvar você. Funcionou, não foi?
    – Sim, mas não pressiva ter me beijado daquela forma.
    O garoto corou.
    – Vai dizer que não gostou? – Perguntou a ela sadicamente.
    O garoto ficou mais vermelho ainda, entregando a resposta.
    – Você não devia ter feito isso, não era assim que eu queria que fosse … – Ele parou de falar por um momento, mas já era tarde, a garota já tinha percebido.
    Ela riu e disse:
    – Quer dizer que esse foi seu primeiro beijo, que patético.
    – Não me chame assim, e o seu não foi o primeiro também?
    A garota corou e começou a gaguejar:
    – Meeeu primeeiro beeiiiijo, clarrro que não. Assuma a responsabilidade. – A última parte foi dita extremamente rápida e bem baixo, sem que o garoto conseguisse entender o que ela havia dito.
    Ele riu da menina envergonhada e resolveu se despedir.
    – De qualquer forma obrigado.
    Antes que pudesse sair a garota segurou sua mão.
    – Posso saber o porquê da Gangue Vermelha esta atrás de você?
    – Bem, digamos que eu roubei de um cara de três metros que não devia ter roubado.
    – Você é idiota, por acaso?
    – Infelizmente, acho que sim. Agora, eu tenho que arranjar um jeito de sair daqui e chegar em alguma parte iluminada da cidade, só assim para eu estar seguro. Mas a Gangue Vermelha esta por toda as partes.
    A garota sorriu maleficamente.
    – Eu posso te ajudar, eu sei como entrar e sair dos becos escuros sem que ninguém perceba, mas eu quero um favor em troca e lembre que você já me deve uma.
    – Sim isso é verdade, eu aceito. – Respondeu o garoto rapidamente – Mas antes quero me apresentar, me chamo Kuro Bretteur, qual seu nome?
    – Por que eu diria meu nome para você?
    – Não acha justo eu saber o nome da garota que tive meu primeiro beijo.
    Ela ficou vermelha e começou a gaguejar novamente:
    – É jusssto, me chaammo Awaki Musujime.
    – Muito bem Awaki, se sabe como sair daqui me ajude, por favor. Que eu prometo que farei seu favor.

    Vocês devem estar pensando que eu realmente sou bem idiota, em prometer algo que nem sei o que é para uma garota que acabei de conhecer. Como já disse, vocês tem razão, sou idiota. Awaki, como prometido, consegui me levar para fora dos becos sem luz de Lumiose, mas não imaginava que o preço pudesse ser tão caro.

    – Você quer que eu roube?
    – Sim, você disse que me faria um favor.
    – Eu não sabia que era roubar ninguém, principalmente da Gangue Vermelha, que se você ainda não percebeu estão atrás de mim! – Reclamava Kuro.
    – Você me prometeu, agora vai ter que fazer. Não se preocupe é apenas uma simples joia. – Disse Awaki.
    – Mas como eu vou fazer isso? Você disse que a joia fica em uma das sedes dos Vermelhos, como vou conseguir entrar lá e sair vivo!
    – Se não quiser fazer, não faça, mas então terei que te entregar para os Vermelhos.
    – Está me chantageando? – Indagou Kuro.
    – Eu prefiro dizer “negociando”. – Respondeu Awaki.
    – Está bem, eu farei isso. Mas irei precisar de ajuda, não faço a mínima ideia de como invadir a sede da gangue.
    – Kuro, não se preocupe. Eu já tenho um plano, que vai nos ajudar a entrar e sair sem nenhum problema. – Disse a garota ao sorrir maleficamente.


    A sede da gangue ficava escondida em um dos becos sem luz, era um pequeno prédio “abandonado” onde viviam alguns integrantes da Gangue Vermelha. De alguma forma Awaki sabia o local e como entrar pela ventilação escondidos sem que ninguém soubesse. Os dois conseguiram entra. De acordo com Awaki, a joia ficava no terceiro andar, em uma pequena sala localizada no corredor da direita, onde ficavam dois guardas. Juntos conseguiram derrubar os guardas sem que ninguém percebesse e entraram na sala, que diferente dos outros cômodos, era limpa e bem-arrumada, tinha quadros ao seu redor e um tapete enorme no chão que cobria quase a sala toda. Podia se ver uma cadeira, uma mesa e ao seu lado uma bancada que ficava coberta por um vidro e dentro dela estava a joia que buscavam. Não era possível ver a joia, mas sim uma caixa que Awaki jurava estar guardando ela. Os dois se aproximarão do vidro que cobria a bancada, sem saber o que fazer o que fazer Kuro indagou:
    – E agora o que fazemos? Esse vidro deve ativar algum alarme se mexermos nele.
    – Tenho tudo planejado. – Disse Awaki enquanto jogava um pokébola para o alto.
    A aparência do Pokémon foi sendo formada, aos poucos, eram um quadrupede com pelagem branca e pele azul escura. Quando a forma finalmente foi completada, Awaki ordenou:
    – Absol use Night Slash.
    A lâmina da cabeça do Absol começou a brilhar ficando roxa, com o golpe já carregado ele arranhou o vidro, o destruindo completamente. Ao ser destruído, um alarme foi ativado.
    – O que você fez? Agora vão nos pegar! – Reclamou Kuro.
    Awaki abriu a caixa e conseguiu ver a joia, era colorida e tinha um símbolo de DNA de dupla hélice nela. Ela sorriu, olhou para Kuro e disse:
    – Me desculpe.
    Ela deu um soco na barriga dele, o fazendo cair no chão.
    – Agora você não me deve mais nada.
    Quatro homens entraram pela porta e viram os dois ladrões. Entenderam a situação, e resolveram cair em cima. Awaki levantou Kuro e o arremessou nos homens, com todos caídos, ela saiu da sala e quebrou a janela com seu Absol, pulando do terceiro andar. Depois daquele momento não podia mais saber o que tinha acontecido com aquela garota. Um dos homens se levantou rapidamente para ver o que tinha acontecido, mas já era tarde, Awaki tinha sumido.
    – Aquela era Awaki Musujime, a Gata do Desastre! Uma das No-ones mais famosas de Lumiose. – Disse um dos homens surpreso. Mas então a preocupação veio – Ela roubou o tesouro do chefe, estamos ferrados.
    – Não tem problema, Komaba, que é o queridinho do chefe, estava atrás desse garoto, se entregarmos a ele, talvez nos livramos dessa. – Falou outro homem que junto com os outros dois prendiam Kuro.

    Sim, eu devia ter prestado mais atenção nas pessoas de Lumiose, Awaki tinha revelado seu nome, mas eu não sabia que era uma No-one famosa, fui muito ingênuo. Devia ter fugido enquanto ainda havia tempo, o que aconteceria comigo agora?

    Kuro foi preso em uma cadeira no térreo daquele prédio, uns 10 homens ficavam ao seu redor o encarando, foi quando Komaba apareceu.
    – Parece que o jogo virou. – Disse ele.
    – Que nada, ainda tenho uma carta na manga. – Ameaçou Kuro.
    – Será mesmo, tiramos sua espada, pokébolas, celular e pegamos minha carteira de volta. Além do mais estamos em maior número.
    – Pode até ser verdade, mas o jogo ainda não terminou.
    – Vamos ver. Acho que temos que lhe ensinar algumas maneiras.
    Komaba estalou seus punhos, ajeitou seu corpo e socou Kuro no rosto. Saiu um pouco de sangue da boca dele, surpreendentemente ele sorriu.
    – Essa é a força do grande Komaba, estou decepcionado.
    – Seu pirralho maldito, não fique tirando uma comigo.
    Komaba preparou-se para dar outro soco, mas foi interrompido por um grande barulho que vinha de fora.
    – O que foi isso? – Indagou Komaba.
    – Eu não disse? Eu ainda tinha uma carta na manga.
    – Pessoal, vão descobrir o que está acontecendo. – Ordenou Komaba.
    Metade dos homens foram olhar o que era, mas se assustaram. Podia se ver objetos voando e pequenas explosões. Ninguém que saiu voltou, Komaba ficava cada vez mais preocupado.
    – O que está acontecendo?
    Passos ficaram mais alto, e finalmente aquele que estava causando a confusão apareceu.
    – Você demorou. – Comentou Kuro.
    – Você devia me agradecer por estar limpando essa bagunça para você, irmão. – Respondeu o garoto que causarão a confusão.
    – Eu sei, eu sei, mas me tire logo daqui, Shiro.
    Shiro era um jovem rapaz, devia ter 16 anos, assim como seu irmão. Mas diferente do seu irmão que tinha uma aura escura envolta dele, Shiro possuía uma aura clara, que realçava sua aparência. Ele tinha um cabelo castanho bem claro, possuía olhos azuis e estava vestindo uma camisa listrada cinza, com um casaco azul por cima, carregava consigo uma pequena mochila de ombro.
    – Quem é você? O que fez aos meus companheiros? – Indagou Komaba.
    – Não precisa ficar assim, não matei ninguém. – Shiro sorriu, foi um sorriso bonito, mas, ao mesmo tempo, assustador.
    – Peguem ele! – Ordenou Komaba.
    Cinco homens correram em direção a Shiro, se preparando para socá-lo, mas antes que pudessem perceber, atingiram uns aos outros. Shiro tinha sumido.
    – O que aconteceu. – Indagou um dos homens.
    – Estou aqui em cima, seus retardados. – Respondeu Shiro.
    Ele estava voando, ao ver a cena os homens ficaram com medo e começaram a gritar.
    – O que é isso?
    – Não pode ser!
    Sem paciência para os comentários, Shiro fez um gesto com a cabeça e levantou a mão. Vários objetos daquele local começaram a flutuar, assustando ainda mais os homens.
    – Ele só pode ser um monstro!
    – Monstro? Não me chamem assim, vou ficar ofendido. – Disse Shiro maleficamente.
    Ele abaixou sua mão, ordenando que os objetos fossem arremessados em cima dos homens, três foram pegos logo de cara, um tentou desviar, mas mesmo conseguindo o objeto trocou a posição e o acertou. O último por tanto, desviou dos objetos várias vezes, mas antes que pudesse fazer alguma coisa, o corpo de um de seus companheiros foi arremessado em cima dele, assim o derrubando também. Komaba estava assustado, viu que Shiro estava distraído, pegou uma pistola e atirou nele. Mas antes que a bala pudesse pegar nele, ela parou no ar.
    – Isso foi meio perigoso. – Disse Shiro sorrindo mais uma vez.
    – Saiu daqui, seu monstro! – Gritou Komaba assustado enquanto preparava para atirar mais uma vez, mas antes que pudesse atirar, foi acertado por um raio que o nocauteou.
    Quem o acertara era uma Meowstic, possuía coloração branca, mas alguns detalhes eram azul. Shiro pousou no chão, pegou os pertences de Kuro que estavam com Komaba. Com a espada cortou as cordas que amaravam seu irmão mais novo, por fim entregou os itens ao mesmo.
    – Obrigado Shiro, você me salvou.
    – Não precisa me agradecer, esse é o trabalho de um irmão mais velho. Mas não se esqueça de agradecer a Meowstic também, ela que fez o trabalho todo.
    – Está certo, obrigado Meowstic.
    A Meowstic sorriu.
    – Tenho que admitir usar o Psychic para fingir ter poderes sobrenaturais e assustá-los foi genial. – Kuro admirou seu irmão.
    – É, mas na próxima vez tome mais cuidado, se você não tivesse me ligado quando decidiu invadir aqui, não teria te encontrado. – Disse Shiro.
    – Vou tomar, mas olhe o lado bom, agora temos o dinheiro que precisávamos.
    – Isso é verdade, mas da próxima vez, me obedeça e não faça nada de estúpido.
    Os dois revistaram as carteiras daqueles homens juntando uma boa quantia de dinheiro. Com o dinheiro em mãos foram embora daquele local que não queriam nunca mais voltar.

    Vocês devem estar se perguntando, para que tudo isso por causa de dinheiro? Bem, a verdade é que o dinheiro nunca seria para nos dois e sim para o No-one mais poderoso de Lumiose, ninguém sabe seu nome verdadeiro, mas ele é conhecido como Scar, o rei de Lumiose. Dizem que ele é chamado assim por causa de uma grande cicatriz nas costas, mas não sei se é verdade. O fato é que com todo o poder que ele possui, nada acontece na cidade sem ele saber, tem informação de tudo, mas elas custam muito. Eu e meu irmão queríamos uma informação, por isso precisávamos de dinheiro.

    Os dois irmãos estavam no local conhecido como Covil de Scar, ficava numa parte sem luz de Lumiose, mas facilmente se chegava a um local iluminado, afinal não eram apenas os residentes das terras sombrias que pediam informação para o No-one. Os dois tinha sidos levados para dentro por um dos guardas de Scar, onde foram conduzidos a um escritório onde o líder dali se encontrava. Ele era um homem bem jovem, loiro com olhos vermelhos como sangue, que mal podiam ser visto por causa de seu óculos. Vestia uma camisa de botão verde e por cima uma jaqueta preta. Estava segurando uma flor vermelha que ao ver os dois colocou em cima de sua mesa. 
    – Shiro e Kuro, que prazer revê-los. – Comprimentos Scar.
    – Scar, sem enrolação, você sabe o que nos queremos. – Disse Shiro.
    – Sim, eu sei, informações sobre a localização daquela garota loira, não é?
    – Isso mesmo. – Respondeu Kuro.
    – Muito bem eu darei a informação, mas antes meu dinheiro. – Ordenou Scar.
    Shiro abriu sua mochila e tirou todo o dinheiro que conseguiram de Komaba e dos outros.
    – Vocês dois realmente não decepcionam. – Comentou Scar.
    – Agora as informações. – Disse Shiro.
    – Sem pressa. Sobre a garota, ela estava indo para Laverre. O motivo, eu não sei, mas isso já faz uns dias, por isso se eu fosse vocês adiantaria o passo e sairia de Lumiose o mais rápido possível. Não gostariam de perder o rastro da garota novamente, principalmente depois de todo o trabalho que vocês tiverem. Não imaginava que se meteriam numa briga com a Gangue Vermelha.
    – Como você sabe disso? Acabou de acontecer. – Indagou Kuro.
    – Não se esqueça que eu sei de tudo que acontece na minha cidade. – Ele sorriu.
    Os dois irmãos saíram do Covil de Scar, e resolveram arranjar coisas com o dinheiro que sobrou para suas viagens.
    – Shiro, será que dessa vez finalmente encontraremos ela? – Indagou Kuro.
    – Espero que sim, já fazem anos que nos separamos. Só não entendo o porquê de Laverre. – Respondeu Shiro.
    – É melhor não ficar pensando muito nisso.
    – Você tem razão.
    Na manhã seguinte os dois partiram para Laverre. Essa decisão mudaria a vidas dos dois.

    E mais uma vez, a direção da história muda.





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