• Posted by : Dark Zoroark 10 de abr de 2016

    As vezes já sabemos as respostas, mas ficamos cegos para enxerga-las.

    Só mais uma vez. Eu prometo que só mais uma vez teremos que desviar um pouco da direção. Não me olhe com essa cara de novo, posso não te ver, mas sei que está resmungando. Na última vez cumpri com minha promessa, dessa vez também cumprirei. Se acalmou? Que bom, pois já estamos voltando para história.

    Cidade de Laverre, 3 de outubro de 2016.

    Os dois irmãos finalmente chegaram ao seu destino, a Cidade de Laverre. Era uma cidade bem grande, mas não se comparava ao tamanho de Lumiose, não tinham nenhum prédio, apenas casas e mansões enormes. A arquitetura da cidade também era bem diferente de Lumiose, as casas possuíam uma temática mais oriental e eram mais ligadas a natureza, algo que Laverre tinha muito. Podiam se ver muitas árvores, mas uma em principal se destacava, a árvore anciã, que era enorme e estava ali a mais de mil anos.
    – Finalmente chegamos! Demorou mais do que eu esperava. – Disse Kuro.
    – Teríamos chegado antes, se você não tivesse se separado de mim e se perdido. – Disse Shiro.
    – Eu já disse que foi sem querer.
    – Eu sei, eu sei, esse é o problema, meu irmãozinho é um idiota.
    – Não sou não…. Só um pouco.
    Shiro pareceu não se importa com o comentário e sugeriu:
    – Já que chegamos devemos procurar informações para saber se alguém viu ela.
    – Você está certo. Vamos nos separar, que será mais fácil de encontrar algo. – Sugeriu Kuro.
    – Está bem, mas não se perca.
    – Não vou me perder!
    – Se você diz. Nos encontramos a noite no Centro Pokémon da cidade?
    – Sim!
    Os dois se separaram, Shiro decidiu olhar perto da árvore anciã, não apenas pela busca, mas porque estava curioso para vê-la de perto.

    Cheguei ao pé da árvore, era enorme. É incrível, como uma árvore pudesse ser tão majestosa, me senti apenas uma pequena pessoa naquele mundo gigante. Suas folhas estavam marrons e algumas caiam de vez em quando.

    Não havia muitas pessoas por perto, apenas algumas, ele resolveu perguntar, mas a maioria eram turistas, os que não eram, não tinham visto ninguém que combinasse com a descrição. Resolveu então ir para outro lugar, foi então que tropeçou num Goomy que estava passando. Shiro tombou no chão, não tinha visto o Goomy, ficou preocupado com ele, mas ao se levantar, o Pokémon já tinha sumido.

    Resolvi procurar no centro da cidade, devia ter ido para lá primeiro, mas aquela árvore tinha uma presença tão forte que tinha que olhar de perto.


    Chegando aonde queria e continuou procurando informações, mas não conseguiu. Estava frustrado, se perguntava como ninguém na cidade a tinha visto? Será que a informação de Scar era falsa? Shiro pensou direito e tinha certeza que informação era verdadeira, apesar de Scar não ser nenhum santo, ele não era mentiroso, isso seria ruim para sua fama. Continuou procurando, foi então que percebeu um local onde tinha muitas pessoas reunidas. Quando foi ver, viu que era uma pequena menina que segurava um Espurr nos braços e tinha ficado presa no telhado de uma casa bem alta, as pessoas estavam preocupadas, não tinham ideia de como tirar ela dali. 
    Shiro, entendendo a situação, pegou e jogou sua pokébola no ar. O Pokémon que foi formado foi sua Meowstic.
    – Meowstic, use Psychic para tirar a menina e o Espurr do telhado. – Ordenou Shiro.
    As orelhas se abriram revelando duas pontas vermelhas, que pareciam olhos que brilharam azul assim como seu corpo. A menina também ficou com uma aura azul brilhando ao redor do seu corpo e foi levada do telhado até o chão. A preocupação passou e as pessoas se dispersaram.
    – Você está bem? – Indagou Shiro para a menina com o Espurr.

    A menina tinha aparecia bem jovem, devia ter por volta dos 10 anos, era ruiva, em seu cabelo possui duas fitas vermelhas que amaravam as pontas. Tinhas olhos azuis claro, vestia um vestido branco, com um casaco vermelho por cima.
    – Sim, obrigada moço, obrigada Meowstic. – Agradeceu a menina.
    – Posso saber, por que você subiu lá em cima?
    – É porque meu Espurr tinha ficado preso lá em cima enquanto a gente estava treinando. Resolvi subir, mas esqueci que tenho medo de altura.
    “Que tipo de pessoa idiota, esquece que tem medo de altura e sobe em um lugar alto, pior só seria se alguém resolvesse subir na árvore anciã.”


    – Atchim! – Espirrou Katherine. – Será que estou ficando resfriada?


    – Da próxima vez tenha mais cuidado. – Pediu Shiro.
    – Vou tomar. – Prometeu a menina.
    A menina tentou andar, mas sua perna estava machucada e doendo, Shiro então achou melhor ajudá-la. Ele pegou alguns remédios que tinha em sua mochila, aplicou no machucado da menia e colocou um curativo.
    – Pronto agora, vai melhorar. Mas não é bom que fique andando por enquanto.
    A menina puxou a camisa de Shiro e perguntou:
    – Você pode me levar para casa?
    – Está bem, suba nas minhas costas. – Disse Shiro ao virar-se e agachar-se.
    A menina escalou suas costas, e ele levantou, a carregando.
    – Me guie até sua casa, está bom? – Pediu Shiro.
    – Sim! – Respondeu ela.
    Shiro levava a menina para sua casa, virava uma esquina, virara outra, andava reto e continuava a caminhar.
    – Me chamo Shiro, posso saber seu nome?
    – Meu nome é Emily.
    – Emily, está certo. Seu Espurr é um menino ou uma menina?
    – Meu Espurr é um menino, treino ele todo dia.
    – Treine mesmo, assim ele pode evoluir para um Meowstic.
    – Eu seu que um dia ele vai evoluir e vai se torna um lindo Meowstic. A sua Meowstic também é linda, dependendo do gênero do Espurr, o Meowstic é diferente, a menina possui mais pelo branco e o menino possui mais pelo azul.
    – Vejo que estudou, mas não é apenas isso, a Meowstic fêmea possui maiores habilidades no ataque e o Meowstic macho na defesa.
    – Então dois Meowstic devem ser uma dupla incrível.
    – E são mesmo.
    – Maninho Shiro, quando meu Espurr evolui vamos ter uma batalha em dupla com os Meowstic? – Perguntou Emily.
    – Emily, não sei se posso prometer isso. – Respondeu Shiro.
    – Por favor! Promete! Vai! – Insistiu Emily
    – Emily, não adianta ficar fazendo promessas se você não pode cumpri-las. – Disse Shiro.
    – Só prometa! Promete! Promete! – Insistia Emily.
    – Está bom, eu prometo.
    – Ebá!
    Finalmente chegaram a casa de Emily, que na verdade era um Fã Clube dos Pokémon, a logo era bem grande, tinha uma folha atrás enfeitada com alguns pokémon e por cima dela havia um letreiro escrito o nome do local.
    – Emily, certeza que ai é sua casa?
    – Claro que sim. Está achando que eu sou boba?
    – Não é nada disso, só não esperava que você vivesse em um fã clube.
    – A minha avó que fundou esse fã clube, ele quer que todos possam se divertir e apreciar seus pokémon.
    – É uma boa razão.

    Uma bagunça! Essa foi a reação que tive quando entrei naquele fã clube. Eram pessoas para todos os lados, várias estavam fantasiadas de pokémons, falando alto, brincando com seus pokémon e até mesmo batalhando no sofá. Tenho que admitir que fiquei um pouco incomodado com o barulho, mas ao perceberem que trazia Emily e depois dela contar a história toda fui recebido de bom grado e foram bastante educados.

    – Mano Shiro, por que não se diverte e conhece o pessoal? – Indagou Emily
    – Não obrigado, eu tenho que ir. – Respondeu Shiro.
    – Fica mais um pouco, por favor! Quero te apresentar minha avó Yumi. – Insistiu Emily.
    – Está bem, eu fico mais um pouco.
    – Vou procurar ela, conheça o pessoal por enquanto.
    Shiro percebeu, que era uma boa ideia, afinal ele poderia perguntar sobre a garota que procurava ali, talvez alguém soubesse. “Entrevistou” várias pessoas, mas ninguém sabia nada sobre quem ele procurava. Emily voltou com a sua avó, era uma mulher muito velha e bem baixa. Seu cabelo era completamente grisalho e possuía olhos negros. Não andava muito bem, por esse fator usava um cajado como bengala e se apoiava constantemente nele.
     – Você deve ser Shiro. Me chamo Yumi, sou a avó de Emily. Muito Obrigada por salvar minha neta!
    – Não foi grande coisa, não precisa ficar assim. – Disse Shiro.
    – Mas você salvou a vida dela, isso foi um ato de muita bondade. – Disse Yumi.
    – Obrigado, mas eu acho que você que merece um parabéns, afinal criar um lugar desses deve ter sido difícil.
    – Nem tanto. As pessoas que gostam de pokémon sempre vem aqui, então até que ficam bem fácil. É até engraçado, porque a maioria deles me contam tudo, sobre os seus segredos, sobre o que viram. Dessa forma acabo sabendo de tudo que acontece na cidade.
    Os olhos de Shiro brilharam, será que aquela senhora poderia saber onde estava a garota.
    – Senhora Yumi, eu gostaria de fazer uma pergunta.
    – Pode perguntar qualquer coisa, que eu responderei. – Disse Yumi.
    – Eu queria saber se por acaso, você viu alguma garota da minha idade, loira com olhos azuis? – Indagou Shiro.
    – Está procurando uma noiva ou coisa do tipo?
    – Não, não é isso.
    – Jovem, eu até que gostaria de ajudar, mas eu não sei se poderia saber quem você procura com só essas informações.
    – Tem mais uma coisa. – Revelou Shiro.
    – O que seria? – Indagou Yumi.
    – Ela devia estar vestida com o brasão e trajes da família nobre, Bleu.
    A revelação pegou Yumi de surpresa. Então com calma ela resolveu dizer:
    – Sim, eu vi essa garota.
    – Isso é verdade? Poderia me dizer aonde ela está? – Indagou Shiro.
    – Talvez eu saiba onde ela possa estar. – Respondeu Yumi.
    – Então me diga. – Pediu Shiro.
    – Acho melhor não.
    – Não? Por quê? Se quiser eu faço qualquer coisa, só me diga onde ela está.
    – Qualquer coisa?
    – Bem, mais ou menos, contando que não envolva nada ilícito e prejudicial a minha vida.
    – Então eu te direi, mas antes quero que você faça algumas tarefas. – Yumi sorriu.

    Estou morto de cansaço! Yumi me pediu milhares de coisas para fazer. Limpar a casa foi uma delas, não tinha a noção de como limpar um lugar onde as pessoas estão sujando constantemente podia ser tão difícil. Eu limpava um canto da sala, ia limpar outro e quando voltava estava sujo novamente. Ela também me pediu para ajudar os integrantes do fã clube que estavam com problemas. Uma pessoa tinha perdido seu pokémon e tive que procurar na cidade inteira, outra me pediu para comprar ir na casa dela e pegar algumas poções que ela tinha esquecido, tive que ajudar uma pessoa ficou presa dentro de um frigobar não faço a mínima ideia como ela se meteu lá dentro, mas para tirar foi difícil. Outra pessoa me pediu para cuidar de seus filhos, pois tinha que pegar os remédios deles em sua casa, nota: o cara tinha 7 filhos! Um casal me pediu para lavar seus pokémon, eram oito no total. Um homem rasgou sua fantasia de Pikachu e me pediu para costurar, foi fácil, mas depois disso mais 13 pessoas pediram o mesmo favor, 13 pessoas! Depois Yumi ainda me pediu para eu cozinhar o jantar de todos que estariam presentes naquela noite, eram 42 pessoas! 42 pessoas! Quando eu achei que tudo tinha acabado e a senhora Yumi iria me dizer o que eu queria, ela pediu mais um favor! Pelo menos disse que seria o último. Já estava feliz, meu trabalho estava acabando, mas ela me pediu para encontrar uma folha de outono! Se fosse só isso seria muito fácil, só era pegar qualquer folha que caiu da árvore anciã, mas não, tinha que ser mais difícil, porque eu não tinha passado por coisas demais naquele dia. Yumi disse que a folha de outono que ela quer é maior que todas as outras e possui três pontas, e que em cada ponta existe um dos três pokémon dados aos treinadores novatos de Kalos, Fennekin, Froakie e Chespin. Perguntei para ela, se não estava de zoeira com minha cara, mas ela jurou que a folha existe e que se eu encontrasse e levasse para ela, me diria tudo que quero saber. Então resolvi procurar a bendita folha, procurei por toda Laverre, revirei quase todas as folhas debaixo da árvore anciã, mas não conseguir encontrar a folha de outono que procurava. Já estava muito tarde, então resolvi desistir e procurar mais no outro dia. Fui para o Centro Pokémon onde tinha combinado com Kuro.

    Ao chegar no Centro Pokémon, Shiro cruzou com uma garota que estava saindo, mas algo havia chamado a atenção dele, ela possuía um Goomy em sua cabeça.
    – Será que é aquele mesmo Goomy? Não, deve ser só confidencia – Pensou Shiro.
    Ele resolveu entrar, viu seu irmão que estava sentado num sofá com uma cara tensa. Kuro se levantou e reclamou com seu irmão:
    – Onde você estava? Estava ficando preocupado.
    – Preocupado comigo? Isso me deixa feliz. – Respondeu Shiro.
    – Pare de fazer piadinha comigo. Tentei te ligar, mas não atendia. – Reclamou Kuro.
    – Foi mal, acabou a bateria do meu celular. Mudando de assunto, como você foi? Encontrou alguma pista? – Indagou Shiro.
    – Não, para falar a verdade não consegui procurar direito. Uma das primeiras pessoas que perguntei foi um senhor de idade, que se empolgou e começou a contar milhares de histórias de treinadores diferentes. Disse para ele que iria embora, mas ele insistiu, só consegui “fugir” dele em pouco tempo e vim para o centro. Imagina meu susto ao descobrir que você ainda não tinha chegado. E você, como foi? Teve mais sorte?
    – Como sempre, o seu irmão tem que fazer tudo. Encontrei uma pessoa que sabe onde Alice está.
    – Isso é bom, onde ela está?
    Shiro que falava com orgulho ficou desmotivado, e sua voz saiu rouca:
    – Isso … eu não sei.
    – Como assim?
    Shiro explicou tudo que tinha acontecido no dia, falou de Emily, Yumi, as tarefas que teve que fazer e a folha de outono que procurava.
    – Parece que foi um dia cansativo para você. – Comentou Kuro.
    – Nem me fale, estou muito cansado, já vou dormir.
    Os dois alugaram um quarto com duas camas no centro pokémon e foram dormir.

    Cidade de Laverre, 4 de outubro de 2016.

    No outro dia, eu e meu irmão resolvemos ir para o fã clube, talvez Yumi, resolvesse nos dar a informação de bom grado, depois que percebesse que tive que fazer coisas demais no dia anterior. Mas não. Era melhor eu ter ido sozinho, quando chegamos lá acharam que Kuro era um assassino de aluguel contratado para matar alguém, isso por causa do vício dele em espadas. Já disse para ele guarda aquela espada em um local menos visível, mas não, ele continua usando ela em sua cintura. O pior nem foi a recepção, mas ao encontrar Yumi, ela disse que como eramos duas pessoas, os trabalhos tinha que ser o dobro, só assim seria justo. Novamente foi outro dia de faxina e trabalho. Dessa vez como Kuro ajudou ficou mais rápido e fácil, se bem que teve um sujeito que estava com coceira nos pês e Yumi nos obrigou a fazer uma massagem para ele, juro que lavei minha mão no mínimo umas 30 vezes depois daquilo, aqueles pês não podiam ser humanos! Como alguém deixa os próprios pês tão sujos e nojentos? Kuro quase desmaiou enquanto dava a massagem. Se bem que desmaiar seria menos doloroso. Foi outro dia cansativo, mas conseguimos acabar com todas as tarefas. Quando achei que Yumi finalmente nos diria o que queríamos, ela falou que ainda faltava uma coisa. AQUELA MALDITA FOLHA DE OUTONO! Isso é errado, ficar brincando com gente desesperada é errado, queria dizer isso para ela, mas não disse. Procuramos em todas as árvores de Laverre, eu até mesmo escalei nelas com ajuda da Meowstic para ver se não era nenhuma folha que não tinha caído, mas nada. Resolvemos retorna para o fã clube e pedir outra pista, ela disse que daria.

    – Ela pode ser encontrada mesmo quando não é outono. – Yumi deu a dica.
    – Como assim, se é uma folha de outono, como pode ser encontrada sem estar no outono. – Indagou Shiro.
    – Descubram! Eu disse que daria apenas uma dica. – Disse Yumi.
    – Eu estou cheio disso. Você fica mandando a gente fazer tarefas e encontrar uma folha que nem existe. – Explodiu Shiro.
    – Tenha calma, Shiro. – Disse Kuro.
    – Calma, quer saber o que eu acho? Que ela não sabe de nada e está mentindo para nos dois. – Confessou Shiro. – Apenas quis acreditar nela, pois quero muito encontrar Alice de novo!
    – E você acha que eu não quero? Também acho que essa folha pode ser baboseira, mas pode ser nossa única chance de encontrá-la novamente. – Disse Kuro.
    – Eu preciso de um tempo sozinho, Kuro.
    Shiro saiu pela porta daquele fã clube e sentou-se num banco que ficava na rua. Precisava refletir e se acalmar, foi quando Emily chegou ao seu lado.
    – Mano Shiro, você está bem? – Indagou ela.
    – Emily, não é nada, apenas estou com muita coisa na cabeça. – Respondeu ele.
    – Se é apenas isso, é fácil. É só não pensar em nada e deixar a cabeça esfriar.
    – Queria que fosse fácil assim.
    – Shiro, você está triste?
    – Não.
    – Mas eu acho que esta, pode dizer para mim que eu te ajudo. Afinal, você me ajudou. – Disse Emily.
    – É que, tem uma pessoa que eu gosto muito, mas nos separamos faz bastante tempo. Agora finalmente tenho a chance de encontrá-la, mas não sei se conseguirei. – Revelou Shiro.
    – Então não se preocupe, se você não conseguir, eu consigo para você. – Prometeu Emily sorrindo.
    Aquelas palavras poderiam ser apenas palavras, mesmo que não significasse nada, elas foram reconfortantes para Shiro. O inocente sorriso daquela menina, puxou uma de suas memórias mas felizes, se lembrou daquela época onde os três sorriam juntos.
    – Emily, obrigado.
    – Não há de que. Vamos voltar? – Disse Emily, enquanto estendia sua mão.
    Shiro olhou para a menina sorridente segurou sua mão e ao sorrir, disse:
    – Vamos.
    Os dois caminharam a rua que levava ao fã clube, finalmente a mente de Shiro, estava mais relaxada, foi então que ele finalmente a encontrou. A folha de outono. Ele correu para dento junto com Emily e chamou seu irmão e Yumi para mostrar.
    – Essa é a folha de outono que nos mandou procurar. – Disse Shiro apontando para a placa, onde estava a logo do fã clube, nela tinha uma folha de outono bem grande com três pontas, cada uma com um pokémon, Chespin, Froakie e Fennekin, por cima da folha estava escrito o nome Fã Clube dos Pokémon.
    – Parabéns! Você a encontrou. – Disse Yumi.
    – Como não percebemos isso antes? – Indagou Kuro.
    – Isso é obvio. Vocês estavam tão desesperados que mesmo vendo a resposta toda vez que viam para cá, não perceberam. – Respondeu Yumi.
    – Agora você irá nos dizer aonde Alice esta? – Indagou Shiro.
    – Sim, promessa é promessa. Mas antes, preciso que me acompanhe. Emily fique tomando conta do lugar. Kuro tome conta dela.
    – O que? Mas eu também queria saber. – Reclamou Kuro.
    – Não se preocupe, seu irmão vai te dizer tudo quando voltarmos. – Disse Yumi.
    Yumi levou Shiro para sua casa, era bem pequena, tinha uma cozinha que era ligada a sala, havia um banheiro e um quarto também. Yumi começou a procurar algo.
    – Achei que sua casa fosse o fã clube. – Indagou Shiro
    – Passo a maior parte do tempo no fã clube, várias vezes durmo lá, mas lá não é minha casa. Se fosse não poderia guardar coisas importantes nela. – Respondeu Yumi.
    – O que você está procurando?
    – A sua resposta.
    Yumi finalmente encontrou o que estava procurando, parecia ser uma carta, mas Shiro não tinha certeza.
    – Shiro, antes de te entregar isso tenho que revelar o porquê de ter feito vocês procurarem aquela folha. Eu queria mostrar a vocês, que ao estarmos obcecados, as vezes ficamos cegos para as coisas que realmente importam. – Disse Yumi.
    – Não estou entendendo o que quer dizer. – Disse Shiro.
    – Estou dizendo que talvez, seja melhor esquecer essa garota e seguir em frente.
    As palavras soaram como um xingamento para Shiro.
    – Esquecer dela! Sinto muito, mas é impossível fazermos isso.
    – Olhe bem, não sei que tipo de relação vocês dois possuem com aquela garota. Mas ao ver ela, percebi que seus olhos são vazios, não demonstram nada além de um grande vazio. Saiba que encontrar ela só trará dor, tristeza e sofrimento para vocês três.
    – Isso pode até ser verdade, mas uma coisa que você me ensinou, nessa busca pela folha, é que nunca se deve desistir. Mesmo que encontrar ela, nos traga coisas ruins, com certeza, trará coisas boas também.
    – Só não diga, que não te avisei.
    Yumi entregou a carta para Shiro. Ao segurar em suas mão Shiro percebeu que era um convite.
    – O que isso quer dizer? – Indagou ele.
    – Esse convite é para uma cerimonia de casamento que ocorrera entre duas famílias nobres. – Respondeu Yumi.
    – Casamento? Não me diga que?
    – Sim, é o casamento de sua amiga. E se me perguntasse, não acho que ela deve estar satisfeita com isso.
    Shiro sentiu o coração dele acelerar, as batidas ficavam cada vez mais rápidas. Ele engoliu seco e perguntou:
    – Quando e onde será?
    – Falta um pouco mais de um mês para a cerimonia, a data exata está no convite. Sobre o local, será no Palácio Parfum.
    Shiro sentiu que talvez devesse ter sido melhor não saber daquilo, mas não poderia deixar de tentar.
    – Obrigado. – Disse Shiro
    – Não me agradeça. Isso não foi nada que mereça ser agradecido. – Disse Yumi.
    – Como consegui isso? – Perguntou Shiro mostrando o convite.
    – Tem muita coisa que você não sabe sobre mim.

    Voltamos para o fã clube, tivemos uma noite bem divertida, todos que ajudamos eram ótimas pessoas, brinquei e treinei junto com Emily, dizendo dicas para ela e seu Espurr, por fim nos despedimos de todos, resolvemos voltar para o Centro Pokémon e partir no outro dia. Eu contei para Kuro que Alice estaria no Palácio Parfum em pouco mais de um mês, mas resolvi não contar para ele sobre o casamento, do jeito que ele é impulsivo, seria um desastre.

    Cidade de Laverre, 5 de outubro de 2016.

    Shiro e Kuro estavam prontos para partir.
    – Foi uma visita rápida, cansativa, mas você tem que admitir que foi divertido. – Disse Kuro.
    – É, até que foi. – Disse Shiro.
    – O que vamos fazer nesse mês que falta para encontrarmos Alice?
    – Não sei, talvez em Lumiose encontremos coisa para fazermos.
    – Lumiose? Verdade, quando fomos da última vez, não olhamos muita coisa. Agora me lembrei que lá tem um Maid Café super famoso, onde tem uma mulher conhecida como Rumiho, a Maid Perfeita, dizem que ela é incrível, por que não vamos lá? – Indagou Kuro com olhos brilhantes de ansiedade.
    – Pode ser, o problema vai ser o dinheiro, esses locais costumem ser bem caros para entrar. – Respondeu Shiro.
    – Nos conseguiremos arranjar isso de algum jeito. – Disse Kuro.
    – Contando que esse jeito não envolva apostas. – Disse Shiro.
    – Realmente é melhor ficar longe delas. – Concordou Kuro. – Além disso, depois, nos podemos ir para Aquacorde, dizem que é uma cidade bem bonita, sempre quis visitar lá.
    – É uma boa ideia.
    Assim os dois partiram. O que eles mal sabiam era que aquele caminho levaria seus destinos a se cruzarem com o de uma garota que …
    . Mudaria o rumo de suas vidas.






     

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