• Posted by : Dark Zoroark 30 de jun de 2016

    Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer.

    Cidade de Lumiose, 10 de outubro de 2016.

    Katherine e os outros haviam acabado de sair do ginásio da torre prisma. Clemont ao não conseguir ouvir mais a voz de nenhum dos quatro que saíram, olhou para seu pai e perguntou:
    Não acha que pegou pesado demais?
    Sim. – respondeu Meyer.
    Então por que fez isso?
    Porque eu vi potencial naquela garota e acredito nela. Se eu estiver certo, tenho certeza que ela superará isso.
    As vezes você é muito rigoroso nos seus ensinamentos, falo isso por experiência. – comentou Clemont.

    Cidade de Lumiose, 11 de outubro de 2016.

    A torre prisma se iluminou e soltou um raio de luz para o céu, que estava nublado e chuvoso, algo que simbolizava o fim de um dia e o começo de outro. Dentro da torre prisma, Clemont e seu pai estavam dormindo, foi então que o telefone tocou. Meyer, como tinha um sono pesado, continuo dormindo, Clemont por outro lado, acordou e foi ver quem poderia ser nessa hora da noite. Ao atender o telefone, a recepcionista da torre prisma avisou que três jovens queriam falar com ele e Meyer. Ao ouvir o nome dos três Clemont os reconheceu e disse que desceria logo para falar com eles, então ele desligou o telefone e foi acordar seu pai. Clemont, sabia que gritar o nome de seu pai não adiantaria, por isso a primeira coisa que fez para tentar acordá-lo foi o chutar para fora da cama. Meyer caiu e acordou assustado.
    O que aconteceu? É dia de promoção no supermercado?
    Clemont explicou a situação para seu pai e depois de se arrumarem, resolveram descer. Ao chegar no térreo. Os dois avistaram Evelyne, Kuro e Shiro todos molhados.
    O que foi que aconteceu para nos chamarem essa hora da noite? – indagou Meyer.
    É a Katy! Ela saiu faz algum tempo e ainda não voltou! Tentamos ligar para ela, mas ela não levou o celular! – respondeu Eve.
    Isso não é bom. – comentou Meyer.
    Claro que não é! Essa hora da noite a cidade pode ficar muito perigosa, principalmente em um ambiente sem luz. – explicou Kuro.
    Eu sei, mas não acham que seriá melhor ter chamado a polícia? – questionou Meyer.
    Pensamos nisso, mas o problema é que a polícia não entra em nenhum lugar sem luz. Se Katy estiver por lar, eles não ajudariam. – disse Shiro.
    Tenho alguns amigos na polícia, vou ver o que posso fazer. – disse Meyer.
    Os três jovens preocupados se alegraram ao ouvir aquelas palavras.
    Mas, vocês ficam aqui. – acrescentou Meyer.
    Nos queremos ajudar a procurar a Katy também! – contou Kuro.
    Os ambientes sem luzes são muito perigosos na noite, não posso deixar vocês três passeando por lá. – argumentou Meyer. – Não se preocupem, trarei Katherine de volta.
    Os três se deram por vencidos. Meyer fez um gesto e chamou Clemont:
    Cuide bem deles, afinal, hoje eles serão nossos hóspedes.
    Clemont concordou com a cabeça e Meyer resolveu sair da torre prisma indo em rumo a delegacia.
    Jovem Katherine, se algo de ruim acontecer com você, não tem como eu não me culpar. Por favor, esteja bem! – pensou Meyer.


    Ela não sabia mais onde estava, tudo estava escuro. Conseguia ver apenas as suas lágrimas que eram cobertas pela chuva. Continuava ajoelhada no chão sem saber o que fazer, a mente de Katy estava confusa e perdida em pensamentos.
    Passos começaram a ser percebidos pela garota, alguém estava se aproximando. Quando conseguiu enxergar a pessoa de onde ouvia as pessoas, percebeu que não era apenas uma pessoa e sim uma grande quantidade de homens. A maioria deles estavam sujos e com roupas rasgadas, mas todos tinham algo em comum, usavam lenços ou alguma coisa vermelha e chamativa. Eles começaram arrodear que Katy que ficou assustada. Ela podia ouvir os alguns sussurros daqueles homens:
    Ela é realmente muito bonita.
    Idiota, esperava o que? Ela não é apenas uma cidadã comum.
    Eu sei que o chefe pediu para entregarmos ela ilesa, mas será que ele não se importará se brincarmos um pouquinho com ela. Só de imaginar o que farei com ela, estou ficando excitado.
    Você tem razão, faz tempo que não encontramos uma garota de uma classe tão alta para fazer coisas assim.
    Ao ouvir aqueles múrmuros Katy começou a fica desesperada, tinha que arranjar um jeito de sair daquela situação. Um dos homens, deu um passo para frente, fitando Katy e disse:
    Se você ficar quieta e cooperar vai doer menos.
    Não sabia se conseguiria sair dali, mas Katy não podia deixar de agir. Em um rápido movimento, ela agarrou o ombro do homem mais próximo, que tentou reagir, mas ao aplicar força aos seus movimentos, Katy usou a força do homem contra ele mesmo, aplicando um golpe de Aikido o derrubando. Os outros homens, não esperaram e atacaram Katy, um deles correu em direção a ela, tentando agarrá-la, mas Katy desviu a mão do homem e agarrou seu ombro, o girando e o arremessando em outros três que caíram juntos. Apesar de ter conseguido derrotar alguns, aqueles homens não acabavam e Katy estava ficando cada vez mais cansada, os golpes de Aikido estavam funcionando, mas eram muitos homens para ela dar conta. Em um movimento em falso, um dos homens conseguiu acertar um soco na nuca de Katy, que não aguentou e caiu no chão.
    Agora te pegamos, sua desgraçada. – comemorou um dos homens.
    A garota furisode tentou se levantar, mas ainda estava desorientada pelo golpe que recebera. Mas quanto tudo parecia estar perdido, ela ouviu uma voz feminina. Era uma canção, não havia letras apenas a melódia que ficava cada vez mais alta. Nesse momento, os homens pararam de prestar atenção a Katherine e olharam em direção ao local aonde aquela voz vinha. Aos poucos a dona da voz foi se revelando e chegando mais perto, ela era uma jovem e linda mulher de longos cabelos e olhos azuis, ela estava vestindo roupas mais extravagantes, um vestido branco e azul, ela usava uma minúscula cartola azul com um laço roxo em sua cabeça. A jovem mulher estava carregando um guarda-chuva aberto e se protegia dos pingos com ele. Ela continuava cantando a melódia, sua voz era de alguma forma relaxante, os homens ao vê-la pareciam interessados.
    Que sorte a nossa! Vamos ter duas gostosas para passar a noite. – comentou um dos homens.
    A expressão da mulher de cabelos azuis não mudou, continuo calma e serena. Ao chegar perto suficiente, ela parou de cantar, fechou seu guarda-chuva e finalmente falou:
    Que pena, vou ter que me molhar um pouco com essa chuva.
    Em um movimento extremamente rápido a mulher acertou cinco homens com seu guarda-chuva, os derrubando. Os outros ao verem aquilo se surpreenderam, mas resolveram atacá-la mesmo assim. Os movimentos dela eram bem fluidos, ela se desviava facilmente dos ataques e acertava diversos golpes utilizando seu guarda-chuva. Em pouco tempo todos os homens já estavam no chão e a mulher não havia recebido nenhum golpe, então ela abriu seu guarda-chuva e caminhou em direção a Katy. Ao chegar ao seu lado, a mulher estendeu a mão para Katy e disse:
    Me siga que eu te ajudarei.
    Katherine segurou a mão daquela mulher e com sua ajuda levantou, as duas caminharam para um lugar longe dali, onde a mulher finalmente se apresentou:
    Eu me chamo Juvia Valentine, qual seu nome?
    Katherine Fée. – Ela hesitou por um momento, mas resolveu responder a pergunta.
    Você deve tomar mais cuidado, Lumiose pode se tornar muito perigosa de noite, ainda mais nos locais sem luz e cheio de gangues.
    Gangues? – indagou Katy.
    Você não é daqui, não é? Aqui em Lumiose, existem três grandes gangues, cada uma representada por uma cor, a Azul, a Vermelha e a Verde. As gangues controlam boa parte dessa cidade, muitas pessoas sem condições são obrigadas a se juntar em alguma gangue para poder sobreviver, claro que existem exceções, que conseguem se virar sozinhos, eles são chamados de No-ones, existem alguns bem famosos, mas eu acho que você não quer ficar ouvindo isso. – explicou Juvia.
    Aqueles homens eram da gangue Vermelha? – questionou Katy ao se lembrar dos lenços vermelhos.
    Bem perceptiva. Você está certa! As gangues normalmente não querem sem envolver em briga, mas a gangue Vermelha desde de algum tempo, parece que está ficando mais nervosa e agressiva.
    E você? De qual gangue faz parte, se bem que pelas suas roupas eu chutaria Azul.
    Hahahaha, você está certa, eu faço parte da gangue Azul. Mas as minhas roupas não tem nada a ver com a gangue, eu apenas gosto de me vestir de azul. Não se preocupe também, não vou te fazer nada de mal. – respondeu Juvia. – Alguma outra pergunta?
    Como você fez aquilo com o guarda-chuva? Derrotou todos os homens sozinha. Eu nunca tinha visto alguém utilizar técnicas de Aikido tão bem com um guarda-chuva.
    Juvia soltou outra gargalhada.
    Você me surpreendeu, dessa vez! Não achei que perceberia que eu estava usando técnicas de Aikido.
    É que eu sei um pouco de Aikido. – explicou Katy.
    Interessante. Eu realmente estava usando técnicas de Aikido com bastão, no caso, meu guarda-chuva, mas eu também aplique movimentos de outras artes márcias.
    Queria ser forte que nem você. – disse Katy deprimida.
    Juvia percebeu pelo rosto da garota que algo estava errado.
    Aconteceu alguma coisa? – indagou Juvia.
    A garota furisode respirou profundamente e contou para Juvia, sua situação, sobre o desejo dela e de como ela perdeu no ginásio. Ao ouvir tudo Juvia teve uma ideia.
    Katherine, tem algo que eu quero te mostrar.


    Kuro, Shiro, Eve e Clemont continuavam na torre prisma esperando que Meyer retornasse com Katy, mas nada acontecia. Eles estavam sentados ao redor de uma mesa, estava fazendo um profundo silêncio. Clemont parecia desconfortável com aquela situação e resolveu oferecer:
    Querem alguma coisa para beber ou comer? Não se preocupem, pois logo, meu pai vai voltar com Katherine, o jeito agora é continuar esperando.
    Isso está errado! – gritou Shiro.
    Todos tomaram um susto, Shiro abaixou o rosto, se levantou e disse:
    Eu preciso tomar um ar.
    Ele caminhou para fora da torre, Kuro resolveu acompanhá-lo.
    Shiro, todos nos estamos preocupados, agora só podemos esperar e rezar para que o melhor aconteça. – disse Kuro.
    Shiro cerrou os punhos e socou a parede.
    Estou cansado de esperar! – exclamou Shiro. – Desde que nos encontramos com Katy, só causamos problemas, quando estávamos na Rota 14 e aquele incidente com Raji aconteceu, eu me senti um inútil! Ver Katy sendo torturada daquela forma e sem poder fazer nada, se não fosse Eve, provavelmente Katy já estaria morta no momento! E não é apenas a Katy, se eu tivesse sido mais forte Alice ainda poderia estar conosco, eu não pude fazer nada e ela acabou sendo tirada de nos! Eu quero trazer a Alice de volta também, mas não sei se serei forte o suficiente! Eu não quero mais me sentir inútil de novo, eu não posso continuar esperando que milagres aconteçam novamente! Eu quero ser mais forte!
    E você acha que eu também não me sinto assim! Alice ter sido levada não foi apenas sua culpa! Eu também estava lá, se lembra! Eu também não pude fazer nada. Eu também quero ser mais forte! Mas há momentos que ser forte também não é suficiente, por isso, se culpar pelo que está acontecendo com a Katy não vai adiantar. Se você sair e se machucar, não machucará apenas você, mas a todos nos, incluindo Katy. O máximo que podemos fazer por ela no momento é esperar e quando ela voltar, recebê-la com um grande sorriso. – disse Kuro.
    Eu sei! E é por isso que doí. – desabafou Shiro. – Kuro, aonde deixou sua espada?
    No hotel, por quê?
    Eu acabei de ser repreendido por você, acho que tem algo de errado comigo. Por isso preciso ir me matar.
    Pare de fazer essas brincadeiras macabras! – reclamou Kuro.
    Está certo, está certo. Vamos voltar para dentro. – Shiro se sentia um pouco melhor agora.


    Aquele beco estava frio e sujo, havia apenas uma porta no seu fim e acima dela havia um letreiro escrito “Darkness Arena”. Katherine seguia Juvia que a levava para aquele lugar, não estava entendo o porquê, mas Juvia insistia que Katy a seguisse. Ao chegar em frente a porta, Juvia apertou uma campainha ao seu lado, uma voz ecou de dentro da porta:
    Qual a senha?
    Gogoat sem chifres. – respondeu Juvia.
    A voz nada mais disse, apenas pode se ouvir o som de uma fechadura sendo aberta. Ao a porta abrir, uma escadaria enorme de ferro podia ser vista, Juvia começou a descer e pediu para Katy a segui-la. A garota furisode estava receosa com o pedido, mas naquela hora, o lugar mais seguro seria ao lado de Juvia. As duas desceram a escada, era um lugar escuro, com algumas lâmpadas pequenas que iluminavam os degraus. Ao descerem completamente, deviam estar metros abaixo da superfície, outra porta estava no fim do caminho, Juvia caminhou até ela e a abriu:
    Katherine, essa é a Darkness Arena.
    Era um lugar enorme e escuro, havia diversas pessoas ali, tanto pessoas mais bem-arrumadas como pessoas com roupas sujas e ragadas. Haviam diversas arenas marcadas e elas eram bem iluminadas, estavam rodeadas por pessoas, que assistiam as batalhas pokémon que ocorriam dentro das arenas. Era um lugar bem barulhento, a multidão gritava ao assistir as batalhas, alguns comemoram outros xingavam e reclamavam. Katy se assustou com tudo aquilo e indagou:
    Que lugar é esse? Não estou entendendo.
    Como já te disse, aqui é a Darkness Arena, um lugar que fica localizado no subterrâneo de Lumiose, onde diversas batalhas pokémon ilegais acontecem. Muitas pessoas vem aqui apostar várias coisas através de batalhas, há aqueles que não batalham, mas apostam em um vencedor também. O terrível desse lugar é que as batalhas não possuem regras, então o vencedor pode ser decidido de muitas formas, seja nocauteando ou matando seu oponente, ou ganhar por desistência. Como as batalhas incluem apostas de drogas e diversas coisas ilícitas, são consideradas ilegais, mas a polícia, mesmo sabendo do local, nunca vem aqui. Perceba que temos pessoas que todas as classes sócias aqui dentro, é um fato, que apesar de ser um lugar cruel e ilegal, há um grande circulação de dinheiro aqui na Darkness Arena. Por esse e outros motivos ninguém faz nada em relação a esse lugar. – explicou Juvia.
    Isso é terrível! – reclamou Katy.
    Pode ser, mas é a verdade. E você não pode fazer nada para mudá-la.
    O comentário de Juvia acertou o coração de Katy, ela sabia que aquelas palavras eram verdade, mas não poderia ficar sem fazer nada.
    Juvia, por que me trouxe aqui? – indagou Katy.
    Logo, você entenderá. Apenas me siga e fique bem próxima de mim. – Juvia voltou a caminhar, Katy fez como pedido e a acompanhou.
    Em uma das arenas, arrodeada por diversas pessoas que estavam gritando, Juvia parou e apontou para a batalha que acontecia. Ao Katy olhar viu um Piplup e um Weepinbell batalhando. O Weepinbell era normal, apesar da aparência pouco cansada, mas o que chamou a atenção de Katherine foi o Piplup, que estava bastante machucado e ferido, com algumas cicatrizes em seu corpo. Weepinbell recebia ordens de um treinador, mas o Piplup estava batalhando sozinho.
    Eu não estou entendendo. O que você quer me mostrar? – indagou Katy.
    Apenas assista a batalha. – respondeu Juvia.
    Katherine ainda não entendia o motivo de Juvia ter levado ela para um lugar onde tantas coisas ruins aconteciam, mas como já estava lá resolveu assistir a batalha.
    Weepinbell use Vine Whip! – ordenou o treinador do pokémon.
    O cipó da cabeça do Weepinbell se prolongou e tentou acertar o Piplup que defendeu com os braços o golpe, assim o recebendo, mas reduzindo seu dano.
    Continue usando Vine Whip!
    O cipó do Weepinbell tentava acertar o Piplup que desviava de seus movimentos. O cipó veio pelo lado esquerdo do Piplup que conseguiu pular e desviar, mas o cipó voltava tentando o acertar por baixo, mas o punho do Piplup brilhou e acertou o cipó o mandando para baixo novamente, ele havia usado o Pound. Piplup pousou do seu pulo, mas não teve tempo de descansar, o cipó atacava novamente, dessa vez em um ataque frontal, a mão de Piplup brilhou novamente e ele acertou o cipó desviando o ataque, então Piplup começou a correr para cima do Weepinbell, que mexeu sua cabeça que tentar acertar seu cipó no pokémon pinguim, que desviou, mas o cipó tentava o acertar novamente, Piplup usava seu Pound para acertar os ataque do cipó e se aproximar do Weepinbell. Ao chegar ao seu lado, Piplup assoprou uma ventania azul e gelada em cima do Weepinbell o nocauteando. A multidão que assistia ia a loucura, comemoram a vitória e reclamando a derrota de suas apostas. Juvia percebeu que Katy estava surpresa com o resultado da batalha e resolveu falar:
    Aquele foi o Icy Wind, um movimento do tipo gelo, que normalmente não é aprendido por um Piplup.
    Katherine parecia intrigada no que via e resolveu perguntar:
    Onde está o treinador do Piplup?
    Juvia desviou o olhar e respirou profundamente. Depois de alguns segundos de silêncio, voltou a fitar Katy e começou a falar:
    Acho que devo começar do início…
    “… O Piplup já possuiu um treinador, os dois tinham o mesmo sonho de ficarem fortes e ganharem a liga. Os dois eram como carne e unha, pelo menos, era isso que o Piplup pensava. Depois de ter sua primeira derrota numa batalha de ginásio, o treinador do Piplup ficou com raiva e culpou o seu pobre pokémon, o forçando a treinar mais e passar dos limites. Quando suas próximas batalhas de ginásios aconteceram e os dois perderam novamente, o treinador já estava sentindo ódio de seu pokémon, achava ele fraco demais e o forçava cada vez mais treinar, mesmo com o Piplup não aguentando. O seu treinador achava que aquilo era uma desobediência e ofensa que o seu pokémon fazia ao seu mestre, por isso começou a bater no Piplup, tentando o forçar a ficar mais forte, mas, mesmo assim, Piplup não conseguia vencer as batalhas de ginásio.
    Um dia o seu treinador descobriu que através de um certo treinamento, Piplup poderia aprender Ice Beam e assim ficar mais forte para finalmente vencer os ginásios. Depois de muito esforço e dias sufocantes, Piplup conseguiu aprender o Icy Wind invés do Ice Beam, que é um golpe mais forte e potente que o Icy Wind. Essa tinha sido a última gota para o treinador do Piplup, para ele aquele pokémon não prestava e fazia apenas coisas erradas, ter aprendido um golpe de gelo mais fraco que o Ice Beam era um insulto para ele. Nesse dia o Piplup foi esmurrado como nunca pelo seu treinador.
    Algum tempo depois, o treinador do Piplup não ligava mais para o pokémon pinguim e quando uma oportunidade surgiu, ele vendeu Piplup para um novo dono. A pessoa em que mais Piplup confiava havia traído sua confiança.
    O seu novo e atual dono, começou a forçar Piplup a batalhar sozinho aqui na Darkness Arena, fazendo diversas apostas. No começo Piplup se recusava a lutar e sempre perdia as batalhas, levando uma surra do oponente. Depois da partida, o novo dono do Piplup batia nele e não dava comida sempre que ele perdia. Piplup queria chorar, mas sabia que se chorra-se apanharia mais.
    Com o tempo Piplup percebeu que a única saída que tinha para sobrevier era batalhando e vencendo as batalhas ilegais da Darkness Arena. Diferente das partidas anteriores Piplup começou a batalhar de verdade, mas seus oponentes eram desleais e muito mais poderosos que ele, assim ele sempre perdia suas batalhas, mas, mesmo assim, ele não desistiu, sabia que tinha que ficar mais forte para poder vencer e sobreviver. Dias foram se passando e Piplup foi ficando mais forte, até que teve sua primeira vitória, com isso finalmente recebeu algum alimento e foi tratado melhor. Mas ele ainda estava fraco e mesmo com algumas vitórias ainda perdia. De qualquer forma, não importando quantas vezes ele perdia, Piplup não desistia.
    Piplup tem o desejo de ficar mais forte e espera que algum dia possa sair daqui e finalmente seguir o seu sonho de vencer a liga.”
    Isso não está certo! Como alguém pode ser tão cruel dessa forma! – reclamava Katy revoltada.
    O mundo é muito mais cruel do que você imagina. A vida na maioria dos casos é um lugar cheio de injustiças e obstáculos, mas, mesmo assim, Piplup continua lutando.
    Katy cerrava os punhos de raiva.
    Eu não aguento mais ver isso. Por que me trouxe aqui? – indagou Katy.
    Se tivesse um jeito de salvar o Piplup, você o ajudaria? – Juvia respondeu com outra pergunta.
    É claro que sim! – respondeu Katy rapidamente e sem hesitação
    Juvia soltou uma gargalhada e voltou a falar:
    Então, capture o Piplup.
    Capturar? Como eu faria isso? O Piplup já possui um treinador. – disse Katy.
    Sabe um fato engraçado. Depois de Piplup ser vendido, o seu novo treinador nunca o capturou com uma pokébola, pois considerava que seria dinheiro jogado fora, Piplup vivia dentro de uma gaiola esse tempo todo. Ou seja, no momento, Piplup não está preso a nenhuma pokébola.
    Quer dizer que eu posso capturar ele? Mas eu estou sem nenhuma pokébola. – alertou Katy.
    Isso não é problema. – Juvia revelou um pokébola comum que estava guardando e entregou ela para Katy. – Então, o que me diz, você capturará o Piplup e irá salvá-lo?
    A multidão voltava a rodear a arena onde Piplup estava, um novo desafiante chegara, um Beedrill. A batalha havia começado. Beedrill atacava Piplup com Pin Missile, lançava diversos ferrões em cima do Piplup que tentava desviar, mas era acetado aos montes.
    Katherine, a escolha é sua o que fará? – indagou Juvia.
    A batalha continuava, Piplup estava muito ferido e cansado da batalha anterior, ele estava em completa desvantagem. O Pin Missile do Beedrill o acertava constantemente e Piplup ficava cada vez mais enfraquecido. Não havia mais chance de vitória para ele, Beedrill preparava seu último golpe, não um Pin Missile, mas sim um Poison Jab. Seu ferrão começava a ficar roxo, em apenas alguns momentos, ele acertaria o Piplup.
    Essa é sua última chance, o que você fará? – indagou Juvia mais uma vez.

    Eu estava perdia em meus pensamentos, não sabia se o Piplup gostaria de ser treinado por mim, afinal eu sou fraca, por isso o Goomy se feriu. Não sabia se eu conseguiria realizar meu sonho, talvez eu estivesse desistindo. Não adiantaria capturar o Piplup, se eu não poderia o ajudar a alcançar seu sonho, afinal eu estava desistindo do meu. Ganhar a liga era apenas um sonho de criança que eu tinha, eu era fraca demais para isso, se continuasse perderia novamente. Era o meu fim … Não, eu não posso deixar terminar assim.
    A resposta não poderia ser mais obvia! – gritou Katy ao arremessar a pokébola em direção ao Piplup.

    Eu fui idiota e egoísta, não podia reclamar da minha situação. Afinal Piplup, mesmo tendo muitos mais obstáculos do que eu, continuou em pé. Eu machuquei o Gommy e deixei meus amigos preocupados, por isso eu não tenho o direito de me ajoelhar e reclamar, eu tenho que continuar de pé.

    A pokébola atravessou as pessoas que assistiam a batalha e um momento antes Beedrill finalizar Piplup, a pokébola o acertou. A resposta foi rápida e curta, a pokébola nem tremeu, apenas fez o barulho de captura. Todos se chocaram com o que acontecera, era quase impossível de acreditar, mas era verdade, Piplup havia sido capturado.
    A multidão que assistia a batalha se virou para o local de onde a pokébola tinha vindo e fitaram Katy. Aquelas pessoas pareciam com raiva da garota furisode, estavam preste a atacá-la.
    Hahahahahaha, eu gostei de ver, Katherine! Vá pegar a pokébola que te dou cobertura! – disse Juvia ao jogar uma pokébola no ar. Daquela pokébola, um Salamence foi liberado.
    Juvia subiu nas costas de seu pokémon e disse:
    Salamence, vamos chutar algumas bundas com Dragon Pulse!
    Uma energia colorida foi liberada da boca do Salamence acertando diversas pessoas que tentaram atacar Katy. A garota furisode corria em direção a pokébola, algumas pessoas e pokémons a atacavam, mas Juvia a protegia com seu Salamence. Outras pessoas Katy aplicava golpes de Aikido para derrubá-las.

    Eu sou fraca e tenho que aceitar isso. Não percebi que o Goomy havia passado de seus limites e insiste que ele continuasse batalhando, em relação a isso, eu não sou diferente do antigo treinador do Piplup, assim como ele forçou Piplup a passar dos limites, eu forcei o Goomy. Por isso que eu tenho que ficar mais forte, eu não tenho o direito de desistir, assim como o Piplup nunca desistiu, eu vou continuar seguindo o meu sonho. Sim, eu sou fraca, mas é por isso que eu desejo ficar forte. É por isso que eu darei meu melhor e não desistirei!

    Katy finalmente alcançou a pokébola, ela se agachou e a pegou no chão. Juvia viu e alertou:
    Katherine, já está na hora de irmos embora. Pode mandar um beijo para esse lugar se quiser.
    Juvia, agora eu entendo o porquê você me trouxe aqui. Você sabia que ao ver o Piplup, eu perceberia que ainda tenho que continuar lutando. – contou Katy.
    O que você está dizendo? Eu só queria te mostrar uma batalha legal. – ironizou Juvia.
    O Salamence se aproximou de Katherine, Juvia que estava montada nele, estendeu a mão para Katy e disse:
    Vamos sair desse pesadelo?
    Sim! – Katy segurou a mão de Juvia e subiu nas costas do Salamence, que voou para fora da Darkness Arena e saindo daquele lugar subterrâneo. Katy estava novamente na superfície, ela percebeu que não chovia mais.
    Salamence continuou voando e voava cada vez mais alto, tinha passado da altura dos prédios mais altos de Lumiose. Katy abraçou Juvia para se segurar e gritou de medo:
    Socorro! Eu tenho medo de altura!
    Hahahahaha, não precisa ficar preocupada, o Salamence não vai deixar a gente cair. – encorajou Juvia.
    Está certo, mas por que não pousamos logo?
    Temos que te tirar da parte sem luz de Lumiose, sobrevoar os prédios é o melhor jeito de fazer isso. Além do mais, eu queria te mostrar como a cidade pode ficar bonita a noite se olhada por cima.
    Katy que estava com os olhos fechados, se sentiu um pouco curiosa e abriu seus olhos para ver o que Juvia falava. A garota furisode se admirou com o que viu, a cidade de Lumiose era muito bonita a noite, as suas luzes que iluminavam diversas partes da cidade eram lindas.
    Mesmo existindo lugares sem luz, é por isso que chamam Lumiose de a cidade das luzes. – contou Juvia. – Já estamos chegando num local seguro, vamos pousar. É melhor se segurar.
    O que! Me segurar? – gritou Katy desesperada.
    É só fechar os olhos e me abraçar bem forte. – sugeriu Juvia.
    Está certo.
    Salamence cruzou o céu e pousou em um beco do lado de um lugar com luz e pouco movimentado. Juvia e Katy saíram de cima de Salamence, que foi retornado.
    É só você seguir para ali, que estará segura em um ambiente movimentado e com luz. – Juvia apontou para algum lugar.
    Juvia, muito obrigada por tudo.
    Não precisa me agradecer, afinal você me ajudou também, salvando o Piplup. Tenho que ir, mas sei que nos encontraremos novamente. – disse Juvia ao desaparecer nas sombras.

    (Ouça essa música https://www.youtube.com/watch?v=bbss_iQEX9I a partir daqui, eu sei que é estranho, mas vai por mim)

    Katy pegou a pokébola que guardava o Piplup e liberou ele. Ao sair da pokébola, Piplup parecia confuso. Olhava para um lado e para o outro e via apenas Katy.
    Piplup, eu me chamo Katherine Fée e te achei incrível. Assisti a sua batalha e ouvi sobre seu passado. Eu não podia deixar você lutando sozinho e sofrendo daquela forma. Por isso eu resolvi te salvar e te tirar daquele lugar horrível. Eu sou fraca e imatura, mas assim como você, eu também quero ficar mais forte e vencer a liga, por isso se você quiser vamos ficar mais fortes e realizar nossos sonhos juntos. – Katy estendeu a mão para Piplup.
    O pokémon pinguim parecia emocionado, ninguém nunca tinha te elogiado ou perguntado a ele como ele se sentia. Ninguém tinha se importado com ele. Piplup desejava sair daquele lugar onde era obrigado a lutar quando não queria e agora ele estava livre. Ele, parecia querer chorar, mas não chorou. Então estendeu seu braço e apertou a mão de Katy que retribuiu com um sorriso.
    Piplup, agora você não precisa mais se segurar. – disse Katy.
    Os olhos de Piplup começaram a se encher de lágrimas. Depois de muito tempo sem chorar, um pingo escorreu pelo seu rosto e então o diluvio veio, ele começou a chorar como nunca tinha feito antes. Chorava e chorava, lágrimas escoriam pelo seu rosto. Katy se aproximou do pequeno pokémon e o abraçou.
    Agora, está tudo bem. Você não está mais sozinho.

    Aquele Piplup que sofreu tanto e batalhou tanto finalmente tinha encontrado alguém para poder confiar. Aquelas lágrimas, que escoriam pelos seus olhos, estavam guardadas no fundo de seu coração a muito tempo. Ele não tinha mais que esconder seus sentimentos, agora ele podia chorar. Ele finalmente tinha encontrado um lugar para se chamar de lar. E junto ao seu lado, nos ficaríamos mais fortes e superaríamos qualquer obstáculo. Piplup tinha encontrado um lar e eu tinha encontrado um novo companheiro e amigo.


    Na Torre Prisma todos lá dentro estavam eufóricos, esperando que Meyer encontrasse Katy. Por fim Meyer entrou pela porta principal da torre e proclamou:
    Eu procurei por Katherine por todos os lugares até pedi para alguns amigos policias a procurassem, mas não a encontramos.
    Todos pareciam ter ficados mais tristes e preocupados.
    Ao invés disso, ela que me encontrou enquanto eu voltava para Torre Prisma. – Katy então entrou pela porta.
    Os olhares de preocupação e de tristeza se transformaram em profunda alegria, Eve ao ver Katy se jogou em cima dela a derrubando.
    Eu fiquei tão preocupada! – berrou Eve, enquanto abraçava Katy no chão.
    Desculpe-me Eve, eu não queria ter te preocupado. – disse Katy abraçando Eve que corou.
    Eve levantou e ajudou Katy a fazer o mesmo.
    Peço desculpas a todos, não queria ter causado tudo isso.
    Não precisa se desculpar, estamos felizes que você está bem. – disse Evelyne ao sorrir.
    Kuro e Shiro se aproximaram de Eve e os três disseram ao mesmo tempo com um grande sorriso no rosto:
    Bem-vinda de volta, Katy!

    Eu sou mesmo idiota, cheguei a cogitar que estava sozinha e ninguém poderia me ajudar, mas eu nunca estivesse sozinha, mesmo antes de conhecer Eve, Kuro e Shiro, eu não estava sozinha. E agora, mesmo causando tantos problemas, os três me recebem de braços abertos.

    Pessoal, obrigada! – agradeceu Katy enquanto lágrimas de felicidade escorriam pelos seus olhos. Ela então se arremessou em cima dos três e os abraçou. – Vocês são os melhores!


    Já tinha amanhecido, os quatro amigos estavam no Centro Pokémon esperando para Goomy e Piplup serem curados. Katy dormia sentada apoiando o corpo numa mesa, sua cabeça a deita sobre ela como se fosse um travesseiro apesar de ser feita de madeira. Os outros três sentavam ao seu lado, mas estavam acordados.
    Ela estava bem cansada mesmo. – comentou Shiro ao fitar Katy.
    Sim, deve ter tido uma noite bem agitada. Foi uma surpresa e tanto ela ter aparecido com um Piplup. – concordou Kuro.
    O que mais surpreendeu foi como o Piplup estava machucado. Não sei onde e como Katy o encontrou, mas ainda bem que ela o achou. – disse Eve.
    Katy estava dormindo profundamente, estava sonhando que ela estava num campo florido cheio de Bidoof. Foi então que sentiu algo grudento e molhado no seu rosto ao abrir os olhos era Goomy que o lambia. Imediatamente Katy agarrou seu Pokémon e o abraçou fortemente.
    Goomy, me desculpe por ter sido tão fraca! Eu prometo que vamos ficar mais forte juntos!
    Goomy concordou lambendo o rosto de Katy, a fazendo rir de cócegas. Depois disto Katy percebeu que Piplup estava em cima da mesa com uma expressão de inveja, ela então o agarrou e abraçou também.
    Não se preocupe Piplup, você também merece um abraço. – Katy depois de ter abraçado os dois pokémons, gentilmente os pegou e colocou em cima da mesa. – Goomy esse é o Piplup e Piplup esse é o Goomy, a partir de agora vocês serão companheiros na nossa jornada para a Liga de Kalos.
    Goomy e Piplup se cumprimentaram como amigos, mas rivalidade estavam em seus olhos, eles eram companheiros no campo de batalha, mas rivais para chamar a atenção de sua treinadora.
    Eve que assistia tudo, junto de Shiro e Kuro, chegou ao lado de Katy e a entregou um saco listrado com uma fita o amarrando.
    Katy, eu disse que se vencesse o ginásio te daria um presente. Eu já havia comprado ele antes, quando você foi pegar sua Pokédex e eu disse que tinha que fazer alguma coisa era comprar esse presente.
    Mas, por quê? Eu não ganhei a batalha. – indagou Katy.
    Isto não importa. Afinal é comum para amigos se darem presentes. – respondeu Eve sorrindo. – Vamos abra logo!
    Katy fez como ordenado, pegou a fita que amarava o saco e puxou até abrir. Ao olhar dentro do saco e puxar seu presente, os olhos de Katy brilharam que nem o sol, um sorriso foi formado em sua boca sem que ela nem percebesse.
    É a mochila do Bidoof! Muito obrigada Eve! Olha como ele é fofo! – exclamava Katy entusiasmada com o presente.
    Apesar de não concordar com a palavra “fofo” os três amigos da garota furisode ficaram felizes em ver Katy tão radiante e sorridente.

    Scar estava em seu escritório onde recebia as pessoas para atendê-las, aquilo lugar era conhecido como o seu covil. Scar estava sentado em sua cadeira quando alguém entrou e exclamou:
    Scar, seu maldito! Você quebrou a nossa promessa!
    Scar reconheceu a voz e respondeu:
    Está falando da nossa promessa sobre eu não contar a ninguém sobre a princesa Evelyne está em Lumiose? Se é isso, pode se acalmar, pois eu não contei a ninguém.
    Então me explique como foi que a gangue vermelha descobriu que a princesa estava na cidade.
    Talvez a gangue vermelha tenha um informante que sabia a identidade da princesa. Eu não tive nada a ver com isso. Soube que a gangue vermelha até planejavam sequestrar Evelyne, mas a confundiram com a garota furisode que andava com a princesa. – disse Scar calmamente. Ele fez uma pausa e voltou a falar. – Me diga, qual o seu interesse nessa garota furisode, Katherine … Fée, não é mesmo? Por que a fez salvar o Piplup?
    Além de eu não suportar mais ver aquele Piplup sofrendo, Katherine me lembra uma pessoa muito importante para mim. – respondeu a voz.
    Scar começa a falar entre risos:
    Que interessante, não sabia que você tinha esse lado tão sentimental!
    Você não sabe nada sobre mim.
    Pode até ser verdade, mas eu sei muito mais sobre você do que você sabe sobre mim. Não é mesmo Líder da Gangue Azul, Juvia Valentine … Fée.


    Todos os quatro amigos tinham seguido para a Torre Prisma a pedido de Katy depois de terem saído do Centro Pokémon, ela disse que precisava falar algo com Meyer ao chegarem lá e se encontrarem com Clemont e Meyer, Katherine se curvou em frente de Meyer e pediu:
    Por favor me treine!
    Aquele pedido pegou Meyer de surpresa que ao ver a situação riu.
    Não precisa se curvar para mim, jovem Katherine. Eu até gostaria de te treinar, mas infelizmente não tenho tempo para isso, fico ocupado demais trabalhando na minha loja de ferramentas e no ginásio também, além disso tenho que treinar o Clemont para um dia me suceder.
    Por favor! – pediu Katy novamente ainda curvada.
    Não adianta ficar implorando, já disse que não posso, mas … eu tive uma ideia. – disse Meyer. – Tem uma treinadora que vive em Aquacorde, ela é muito forte e aposto que se ela ver potencial em você ela te treinará.
    Pai, você não está falando da Vaquíria das Chamas? – indagou Clemont.
    É dela mesmo filho! Aposto que Katherine ficaria bem forte treinado com ela. – respondeu Meyer.
    Mas você não acha que pode ser uma má ideia, afinal depois da batalha de vocês dois, o ginásio ficou quase todo destruído.
    Isso só prova que ela é bem forte. Nunca imaginaria que alguém destruiria todos os pilares elétricos para não ser surpreendido em batalha, a Valquíria das Chamas é mesmo especial. Além disso ela deve ser uma ótima professora, afinal ela que ensinou aquele outro treinador que me derrotou também.
    Katy ficava cada vez mais eufórica ao ouvir os comentários de Meyer e Clemont.
    Então, jovem Katherine o que me diz, acha que tem o suficiente para ser aceita como aprendiz da Valquíria das Chamas? – indagou Meyer.
    Sozinha não, mas …
    Katy fitou seus três amigos e perguntou:
    Gente, vocês me acompanhariam até Aquacorde?
    Que pergunta mais idiota, já não tínhamos decido que viajaríamos todos juntos. – respondeu Shiro.
    Kuro e Evelyne concordaram mexendo a cabeça. A garota furisode então se virou para Meyer e completou sua frase:
    Mas com meus pokémons e amigos … Com certeza sim! – exclamou Katy.
    É assim que eu gosto de ver! – disse Meyer. – Agora, vamos todos lá para cima que eu fiz um almoço divino!
    Almoço divino! – repetiu Eve com água na boca.

    Nos almoçamos todos juntos, foi muito divertido! Decidimos que partiríamos para Aquacorde no dia seguinte. Eu estava muito feliz, minha jornada tinha começado a apenas uma semana, mas tantas coisas já tinham acontecido, conheci muitas pessoas incríveis e fiz vários amigos, além disso agora eu tenho meus dois queridos pokémon. Tive que passar por algumas dificuldades, mas com ajuda de todos consegui superá-las. Sabia que ainda muitas coisas sejam elas boas ou ruins viriam acontecer, afinal minha jornada …
    Estava apenas começando.







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