• Posted by : Dark Zoroark 20 de mai de 2016

    Não importa se você é um nobre ou um plebeu nenhuma vida vale mais que a outra.

    Era uma vez…” Sempre achei essa frase um jeito estranho de começar uma história, mas sempre gostei também. Pensei em começar contando a minha história dessa mesma forma usando, mas resolvi mudar um pouco.

    Azoth, 02 de maio de 2000.

    Lá estava meu pai e minha mãe no hospital, os dois estavam felizes, sua quinta criança tinha acabado de nascer. Era uma menina que minha mãe segurava em seus braços enquanto meu pai pedia para segurar também, essa menina era eu.

    Azoth, 22 de julho de 2006.

    Nessa época eu tinha seis anos, minhas irmãs e meus irmão mais velhos eram muito ocupados, alguns nem tanto, mas passavam pouco tempo comigo, a caçula da família. Muito do meu tempo eu passava sozinha lendo livros e mangás, gostava muito dos contos de fadas, principalmente os que tinham Pokémon que infelizmente minha família não deixava eu ter nenhum, diziam que eu era muito nova para isso e aparentemente ainda sou. Nunca tinha tocado em nenhum pokémon, o mais perto que eu tinha visto até o momento era os que passavam pela janela do meu quarto, mas nesse dia eu toquei e vi um pokémon de perto pela primeira vez. Meu pai resolveu me levar para uma floresta perto de minha casa, lá existiam diversas espécies de pokémons, tive receio de tocá-los, mas meu pai me incentivou e o primeiro pokémon que toquei foi um Pikachu, depois que percebi que era seguro passei aquele dia todo brincando com os pokémons. Naquele dia meu pai sorria, ele me amava muito e sempre que podia passava tempo comigo.

    Azoth, 11 de setembro de 2006.

    Esse dia mudou minha vida, mas não para melhor como contos de fadas. Eu estava sozinha como de costume, meu pai que sempre brincava comigo, estava doente de cama. Quando minha mãe deixava, eu ia passar o tempo do lado da cama dele enquanto conversávamos. Nesse dia, eu tinha lido sobre um pokémon incrível que pode evoluir para diversas evoluções diferentes, ele é chamado Eevee. Pedi ao meu pai para me mostrar um assim que ele melhorar, ele disse que já estava ficando melhor e prometeu me levar para um safári onde eu poderia encontrar o Eevee. Eu estava feliz, muito feliz, meu pai estava melhorando e eu encontraria um Eevee. Só que o que eu não sabia era que tudo aquilo era uma mentira. Foi nesse dia que meu pai morreu. Chorei incontáveis litros, não entendia o porquê, meu pai disse que estava ficando melhor, mas agora eu entendo que aquelas era apenas palavras para me deixar feliz.

    Azoth, 02 de maio de 2011.

    Esse dia, eu fiz 11 anos, já entendia melhor a minha realidade, quando era menor não fazia noção da importância que o nome da minha família carregava. Nessa data, eu já entendia, mas não me importava, me perguntava e ainda me pergunto “Por que um sobrenome deve definir o valor da vida de alguém?”. Eu nunca gostei de ser tratada especial, apenas por causa do meu nome, as pessoas sempre fingiam ser melhores ou gostarem de mim para alcançar algum objetivo em relação minha família, detestava isso. Outra coisa que odiava era quando alguém dizia que eu era superior aos outros por causa da família em que eu tinha nascido, para mim nada disso faz sentido.

    Azoth, 17 de junho de 2016.

    Neste dia eu encontrei um treinador incrível e muito poderoso, sozinho ele derrotou mais de 10 homens. Ele usava um boné vermelho com branco e viaja com outra treinadora. Cada um dos dois treinadores tinham um Pikachu, um pokémon que tenho um carinho especial por ter sido o primeiro que toquei. Esses treinadores me disse que se eu sentisse vontade devia partir em uma jornada, mesmo que não fosse uma jornada atrás de batalhas. Eles disseram que o mundo era incrível e que os pokémons mais ainda, disseram que parti em uma jornada era muito bom principalmente acompanhado de amigos. O treinador de boné vermelho me contou sua jornada até ali e como foram suas épicas batalhas enfrentando os lideres de ginásio. Depois disso os dois partiram e eu resolvi sair em uma jornada para conhecer o mundo e os pokémons.

    Rota 14, 6 de outubro de 2016.

    Tinha ouvido em Lumiose sobre um nobre que usava de uma lenda para assustar e “brincar” com pessoas numa mansão na Rota 14. Não podia deixar ele fazer isso, não era certo.
    Lá estava eu na Rota 14 procurando a mansão que tinha ouvido falar, mas naquele dia vi algo que chamou minha atenção. Três treinadores, uma menina e dois meninos, usando apenas cinco pokémons conseguiram derrotar hordas de pokémons selvagens, foi algo incrível. Segui eles para ver o que faria e acabei chegando na mansão que procurava. Os três estavam procurando um lugar para passar a noite e resolveram entrar na mansão, resolvi segui-los, não podia deixar eles se tornarem outras vítimas daquele nobre desonrado. Esperei eles dormirem e entrei dentro da mansão, fiquei em um lugar onde poderia vê-los, mas que fosse difícil para eles me verem.

    Rota 14, 7 de outubro de 2016.

    Passei a noite escondida na mansão, mas ao acordar os três tinham sumido, resolvi ver se eles tinham saído da mansão, mas como eu temia, a porta estava trancada. Tive então que procurá-los dentro daquela mansão enorme que parecia mais um labirinto, ouvi algum gritos diversas vezes, mas toda vez que corria para ver o que era, eles já tinham sumido. Passei uma boa parte do meu tempo procurando por eles naquela mansão terrivelmente escura. Foi quando eu encontrei uma sala de monitoramento e descobrir que havia câmeras espalhadas por toda mansão, em um dos monitores vi o que estava acontecendo em um cômodo da mansão. A menina estava sendo torturada pelo nobre que se achava superior, quando vi a cena fiquei com raiva daquele homem e pena da garota. Corri desesperadamente para quele saguão onde todos estavam, eu tinha que chegar lá antes que algo de pior acontecesse.

    Raji descia sua espada rapidamente que estava preste a corta o pescoço de Katy. Quando Shiro, Kuro e Katy já tinha perdido suas esperanças, um vulto passou acertando o rosto de Raji que foi jogado para longe da menina.
    Katy não sabia o que estava acontecendo, apenas que estava viva. Quando olhou para cima, viu uma outra garota, tinha sido ela que havia acertado Raji. A garota era linda, talvez a mais bonita que Katy já tinha visto, devia ter a mesma idade que a sua. Tinha um corpo com curvas invejáveis e delicadas. Seus olhos eram dourados que nem a cor do ouro mais valioso, mas o que mais chamava atenção eram seus fios de cabelos que eram bem longos onde começavam roxos do couro cabeludo e ao descer até as pontas ficavam amarelados dando um ar especial a menina. Ela vestia um vestido curto completamente branco, mas sobre ele havia uma espécie de segunda camada preta, tipo um casaco, mas mais pomposo. A garota tinha um ar de gentileza e beleza, sua aura emanava compaixão e bondade.
    Todos na sala ficaram encarando a beldade, exceto Raji que estava caído no chão sem querer aceitar a realidade. Com dor e raiva Raji se levantou devagar e encarou a garota.
    Eu não sei quem você é, mas me deixou com muita raiva. – gritou ele.
    Sim e dai? – disse a garota.
    Você não sabe quem eu sou? Eu sou Raji Rouge, um ser superior a todos vocês, suas vidas não se comparam nada a minha. Se não quer morrer se curve agora e lamba o meu pé! – sentenciou Raji.
    Raji Rouge? Quem é esse mesmo? Desculpe acho que nunca ouvi falar. – A garota deu língua para ele.
    Sua piveta desgraçada, de onde é que estão os modos dos jovens atualmente. Vou matar você e depois vou matar ela! – ameaçou Raji apontando para Katy.
    Sabe é errado ameaçar os outros, além disso não posso morrer agora, ainda tem uma coisa que preciso fazer. Sabe o que é?
    Não estou com paciência para fincar brincando com você. – Raji pegou a espada que havia derrubado no chão e partiu para cima da garota.
    Ela desviou dos ataques de Raji facilmente e o acertou com um chute na cara.
    Pew! Resposta errada! A resposta certa é uma lição, eu preciso te dar uma lição. – alertou a garota.
    Raji estava caído de novo, havia tempo que tinha se machucado tanto, estava com mais raiva que antes. Sem nem pensar ele ordenou que seus homens matassem a garota de cabelo roxo e dourado.
    Acho que você não devia fazer isso. – sugeriu a garota.
    Eu faço o que quero, minha vida vale muito mais que a sua ou de qualquer uma nessa sala! – gritou Raji.
    A garota respirou profundamente e começou a falar, seu tom de voz tinha mudado estava mais sério:
    Não importa se você é um nobre ou um plebeu nenhuma vida vale mais que a outra.
    Raji riu e argumentou:
    Me poupe! É muito fácil para uma plebeia ficar essas besteiras.
    A garota sorriu:

    Você ainda não entendeu, não foi? – A garota pegou algo dentro do sobretudo que usava e revelou um brasão amarelo com uma coroa cinza de cinco pontas no meio.
    Os homens que estavam preparados para atacá-la pararam ao ver o brasão. A garota então concluir a sua frase:
    Eu sou Evelyne Pourpre Jaune, a terceira princesa da família real de Kalos!
    Todos ficaram chocados com a revelação, mas quem mais parecia afetado com aquilo foi Raji.
    Impossível.
    Raji correu em direção a Evelyne e se ajoelhou:
    Me desculpe, vossa alteza! Se soubesse que era você nunca teria te ameaçado.
    Eu não quero que se desculpe para mim e sim para ela e todos que vocês fez mal. – disse Evelyne apontando para Katy.
    Raji engoliu seco, por que ele, logo ele teria que se desculpar para uma plebeia.
    Evelyne se aproximou de Katy e levantou sua mão oferecendo ajuda, Katy aceitou, mas não tinha muitas forças para ficar em pé sozinha, por isso ficou se apoiando em Evelyne.
    Por que está me ajudando? Achei que os nobres não ligassem para a plebe.– indagou Katy.
    Eu já disse, eu não ligo para isso. Além do mais, eu vi a sua batalha na Rota 14 e achei você incrível! – Evelyne disse ao soltar o mais belo dos sorrisos. Aquele sorriso foi reconfortante para Katy que respondeu com outro sorriso meio torto por causa dos machucados de sua boca.
    Raji se virou para as duas e se ajoelhou na frente de Katy:
    Me desculpe! Eu realmente sou um idiota! Me desculpe!
    Você acha que isso é suficiente para se desculpar? – indagou Evelyne.
    Eu aceito as desculpas. – disse Katy.
    Todos ficaram surpresos, como alguém poderia desculpar outra pessoa tão facilmente depois de tudo que ela fez.
    Isso é sério? – indagou Raji. – Se eu estivesse no seu lugar não perdoaria ninguém.
    Ai está nossa diferença, eu não me importo quem você seja ou o que fez, mesmo tendo feito tudo isso, eu acredito que todos tem segundas chances. Este é um de seus problemas, você disse que não perdoaria ninguém se estivesse no meu lugar, então você acaba de confirma que não se perdoará também, dessa forma se nem mesmo você se perdoará, então quem irá? – esclareceu Katy.
    Raji parecia atento, aquelas palavras o deixavam um inquieto.
    – Não estou te perdoando porque gosto de você, na verdade é o contrário, mas se você não pode se perdoar, eu farei isso para você. – continuou Katy.
    Aquelas palavras surpreenderam a todos, Katy, não esteva perdoando Raji, porque achava as ações dele perdoáveis, ela estava o perdoando, pois apenas ela poderia fazer isso para ele.
    – Mas para eu te perdoar tem uma condição. – comentou Katy.
    Raji continuava atento as palavras da menina furisode.
    Katy se soltou de Evelyne por um tempo e chegou perto de Raji, usando o pouco da força que ainda tinha.
    Seja uma pessoa melhor. – Ela sorriu, mas para surpresa de todos socou Raji com todas as forças. – Isso foi por todos que você fez mal.
    Katy não aguentava mais ficar em pé e desmaiou, por sorte, Evelyne conseguiu a segurar a tempo de cair no chão.

    Rota 14, 8 de outubro de 2016.

    Ela ainda está dormindo. – disse Shiro ao sair do quarto onde Katy descansava.
    Isso é preocupante, já faz um dia que ela não acorda. – comentou Kuro.
    Elaine ouviu a conversa e resolveu se intrometer:
    Não se preocupem, o médico disso que ela se cura muito rápido, mas dormiria por alguns dias, então não fiquem preocupados.
    Os dois irmãos concordaram com a cabeça.
    E Oliver, como ele está? – indagou Kuro.
    Ele está bem, já se recuperou da maioria dos ferimentos. – respondeu Elaine.
    Isso é bom de ouvir. – falou Shiro.
    Os três ficaram em silêncio, pareciam querer falar de algo, mas ninguém tomava a iniciativa. Depois de um tempo fitando uns aos outros, Kuro resolveu falar:
    E sobre a princesa?
    Para dizer a verdade, não confio nela, afinal o histórico das famílias nobres não é nada bom, mas, de qualquer forma, tenho gratidão por ela ter salvado Katy. – revelou Shiro.
    Acho que sinto o mesmo. – concordou Kuro.
    Vocês dois estão muitos preocupados, Evelyne só nos ajudou desde que chegou. Acho que estão pensando demais. – disse Elaine. – Ou será que se apaixonaram por ela e estão com medo de serem rejeitados, por isso estão sendo tão cautelosos.
    Nada disso. – gritaram os dois corados ao mesmo tempo.
    Ou será que estão apaixonados pela Katherine, querem saber se podem confiar em Evelyne para ter certeza que a menina furisode vai acordar.
    Cala a boca! – gritaram os dois corados ao mesmo tempo de novo.
    Elaine deu boas gargalhadas dos dois.
    Não precisam ficar preocupados, eu conversei bastante com Evelyne e pode perceber que ela é uma boa garota. O jeito agora é esperar Katy acorda, enquanto isso por que não aproveitam para conversas mais com Evelyne.
    Os dois irmão se olharam e deram de ombros. Sabiam que Elaine devia estar certa, mas ainda tinham suas dúvidas, principalmente por causa dos terríveis eventos que haviam acontecido em seus passados.

    Rota 14, 9 de outubro de 2016.

    Sons de pingos de chuvas, que acertavam o solo do lado de fora, podiam ser ouvidos. Ele batiam no chão e se dividiam em várias partes menores, outros pingos acertavam a janela do quarto. O som estava baixo, mas ficava cada vez mais alto, gotas e mais gota acertavam o solo, foi quando uma luz entrou pelos seus olhos. Ela tinha acordado.
    Onde estou? – indagou Katy para si mesma.
    Ela percebeu que estava cheia de ataduras em torno de seu corpo, olhou a janela e viu a chuva escorrendo. Katy então resolveu levantar, estava se sentindo bem, não dormia assim desde que tinha saído de casa. Ela se aproximou da janela e ao alcançá-la resolveu abrir. A água da chuva começou a pingar em seu rosto, Katy gostava dessa sensação. Ela gostava da chuva.
    Você acordou. – disse uma voz que vinha do outro lado do quarto.
    Katy se virou para ver e era Evelyne que acabara de entrar.
    Que bom, que bom. – disse Evelyne emocionada.


    Katy estava sentada na cama que acordara, Evelyne ficava ao seu lado sentada em uma cadeira.
    Muito obrigada por me salvar, Evelyne. – agradeceu Katy.
    Não precisa disso e pode me chamar de Eve.
    Eve, o que aconteceu desde que desmaiei? – indagou Katy.
    Sabia que perguntaria isso. Depois que você desmaiou, todos ficaram preocupados, mas por sorte, um dos subordinados de Raji é um médico, quando descobrimos isso, pedi a ele para cuidar de você. Ele cuidou de seus ferimentos, de Oliver e de Raji. Como seus ferimentos eram graves, o médico disse que precisava descansar e dormiria alguns dias, por isso resolvemos ficar na mansão que não é tão assustadora depois que ligamos as luzes. Raji ordenou que seus homens ligassem os interruptores e desbloqueio os quartos com janelas. Depois disso, ele foi embora de cara fechada, mas, pelo menos, no fim ele ajudou. Falando nisso, belo soco. – elogiou Eve.
    As duas riram.
    Depois que eles foram embora já se passaram dois dias, eu, Elaine, Oliver, Kuro e Shiro, ficamos aqui. Fiquei preocupada como comeríamos nesses dias, mas Raji revelou o depósito que estava cheio de comida, mas ainda precisávamos alguém para cozinhar. Felizmente, Elaine é uma ótima cozinheira, Kuro disse que sabia cozinhar também, mas Shiro pediu que deixasse que Elaine cozinhasse. Queria saber se a comida do Kuro é boa, será que ele sabe fazer doces? Chocolate, faz tempo que não como chocolate … Torta, faz tempo que não como uma … Brigadeiro, como eu gosto de brigadeiro … – Eve se perdia em seus pensamentos.
    Quem diria que você era um entusiasta por doces. – disse Katy sorrindo.
    Doces são deliciosos, uma maravilha criada pela humanidade … – Eve começou a contar tudo que sabia sobre o assunto.
    Katy mesmo não ligando para a história de como foi feito o primeiro doce, ouviu todas as palavras de Eve atentamente, sabia que isso a deixaria alegre. Depois de bastante tempo, Eve finalmente parou de falar.
    E foi assim que o brigadeiro salvou a vida de sete pessoas. – concluiu Eve.
    Interessante, eu acho.
    Tem uma coisa que quero te devolver. – Eve levantou a mão e entregou a Premier Ball para Katy.
    Os olhos da garota furisode brilhavam e ao apertar o botão do centro, seu Goomy pulou da pokébola e foi abraçado pela sua treinadora, que estava muito feliz em rever seu pokémon.
    Eve olhou para o relógio que estava pendurado na parede e se lembrou de algo.
    É mesmo, o café da manhã, temos que ir, se não, chegaremos atrasadas. – berrava Eve. – Katy, coloque logo suas roupas, elas foram lavadas e estão no armário.
    Eve saiu do quarto para dar privacidade a Katy, que se arrumou rapidamente. Quando a garota furisode saiu do quarto, Eve disse:
    Vamos! Temos que dar a boa noticia a todos!
    As duas saíram correndo em direção a sala onde estava a mesa do café da manhã, assim como todos os outros.
    Chegamos! – anunciou Eve.
    Todos olharam para Eve, mas tiveram uma boa surpresa ao verem Katy acordada e com saúde novamente.
    Katy. – disseram todos felizes.
    Elaine correu e deu um abraço na menina. Shiro fez o mesmo depois.
    Sua menina burra, devia ter ficado calada. – disse Shiro abraçando a garota enquanto se controlava para não demostrar tanta felicidade.
    Desculpe, Shiro. Não queria deixar vocês tristes. – desculpou-se Katy.
    Shiro a soltou e contestou:
    Não tem o que desculpar, afinal se não tivesse feito nada, quem sabe o que teria acontecido depois. Você foi uma heroína!
    Eu prometi que não choraria. – disse Kuro limpando as lágrimas olhando para Katy.
    Para de chorar, seu idiota, e vá cumprimentar logo ela. – reclamou Shiro.
    Pare de me chamar de idiota, seu idiota. – retrucou Kuro.
    Você não sabe, que apenas idiotas chama os outros de idiotas? Seu idiota! – caçoou Shiro.
    Os dois continuaram brigando por um tempo.
    Para de ficar reclamando e vai logo cumprimentar ela, seu idiota. – ordenou Shiro.
    Era isso mesmo que ia fazer, seu idiota. – disse Kuro.
    Kuro abraçou Katy fortemente e disse:
    Que bom que você voltou.
    O próximo a abraçar Katy foi Oliver que agradeceu Katy, por tudo que ela fez por ele e Elaine e pediu desculpa por ela ter tido que passar por tudo.


    Todos comeram bastante e se aprontaram para uma nova jornada, ainda era cedo, mas queriam partir o quanto antes. O tempo parecia cooperarar e parou de chover, revelando um grande e lindo sol. Kuro resolveu esconder sua espada, não queria ser confundido com um serial killer de novo. Já arrumados saíram da mansão.
    Gente, já vamos! Foi bom ter conhecido vocês, mas nossa lua de mel esperou mais do que devia. – comentou Elaine.
    Para onde vocês estão indo? – indagou Katy.
    Estamos indo para Laverre. – respondeu Oliver.
    Se passarem pelo ginásio de lá, mandem um oi para vovó e minhas irmãs furisodes. – pediu Katy.
    Com certeza iremos, tchau Katy. Tchau a todos vocês! – despediu Elaine.
    Até a próxima. – despediu Oliver.
    O casal foi embora, restavam apenas aqueles quatro adolescentes.
    Vocês vão para aonde? – indagou Katy.
    Nos dois estamos inda para Lumiose. – respondeu Kuro.
    Eu também! Quero desafiar o ginásio de lá. – disse Katy entusiasmada.
    Evelyne observou a cena e teve uma ideia.
    Já sei! Por que não viajamos juntos? Temos o mesmo lugar como objetivo, além disso estou muita curiosa para ver a batalha de Katy.
    Para falar a verdade, eu também estou curioso. – admitiu Shiro.
    Então, o que acham disso. Vamos todos juntos para Lumiose e assistimos a batalha de Katy. Assim que assistirmos, decidimos o que fazer depois. – sugeriu Eve.
    Eu topo, aposto que será uma batalha incrível. – disse Kuro.
    Eu também estou dentro. – concordou Shiro.
    É claro que eu topo, afinal viajar com os amigos é muito mais divertido que viajar sozinha. – comentou Katy.
    Amigos. – pensou Eve.
    Então esta decidido, vamos! – gritou Eve entusiasmada.

    Cidade de Lumiose, 9 de outubro de 2016.

    Depois de algum tempo de caminhada eles finalmente chegaram em Lumiose. A cidade era enorme, maior que qualquer lugar que Katy já estivera. O que mais chamava a sua atenção era a Torre Prisma, que ficava localizada exatamente no centro da cidade.
    Nossa que lugar alto! – admirou Katy.
    Quer subir? A vista é incrível – indagou Eve.
    Não! – A resposta foi imediata. – Sabe, eu não me dou muito bem com altura.
    Se você quer desafiar o líder de ginásio, vai ter que subir, porque o ginásio fica localizado no andar mais alto da torre. – revelou Eve.
    Quanto azar! – gritou Katy.
    Todos riram.
    Falando sério, Katy, acho que você deve deixar o ginásio para amanhã. Você precisa relaxar um pouco, além disso você não pode vir a Lumiose com pressa e nem conhecer a cidade direito. – sugeriu Eve.
    Katy concordou com a cabeça.
    Então vamos fazer um Tour patrocinado pela princesa mais bonita de Kalos! – disse Evelyne entusiasmada.
    Antes de irmos tem algo que quero perguntar. – disse Katy. – O que significa aqueles monumentos?
    Ela perguntou enquanto apontava para cinco basiliscos grandes, mas que não se comparavam ao tamanho da torre prisma. Cada basilisco tinha uma cor, azul, vermelho, verde, amarelo e magenta, uma cor próxima ao roxo claro.
    Esses monumentos são homenagens as famílias nobres de Kalos. O vermelho é o da família Rogue, o azul da família Bleu, o verde da família Vert e o amarelo da família real, Jaune. – respondeu Shiro.
    E quanto ao magenta? – indagou novamente.
    Isso, eu não sei.
    Mas eu sei. O magenta é um monumento de uma família real de Kalos que foi dissolvida a seculos. Não há mais nenhum descente vivo, então não sabemos muito sobre essa família, mas, de qualquer jeito, ela foi homenageada. – explicou Eve. – Muito bem, chega de explicações e vamos a boutique mais próxima.
    Espera … Boutiques? – disseram os dois irmãos confusos.


    Eve, por que eu tenho que vesti isso? – indagou Katy.
    Todos sabem que essas roupas deixam os garotos exitados. – respondeu Eve.
    Exitados? Não vou vestir isso.
    Vai sim. Agora, vem aqui! – ordenou Eve.
    Não me toque ai! – reclamou Katy.
    Mas é tão macio.
    Pare! Com isso sua pervertida! Está parecendo minha irmã, Kali.
    Os dois irmãos ouviam a conversa das duas garotas do lado de fora do provador, eles estavam sem graça e coravam um pouco.
    Senhoras e senhores, eu lhes apresento, Katherine Fée e Evelyne Pourpre Jaune! – exclamou Eve ao abrir a cortina que separava os garotos das duas.
    Ao ver as duas meninas, os garotos coraram, elas estavam vestindo um uniforme colegial, com uma camisa branca, saia cinza com detalhes pretos e uma longa gravata vermelha que chamava bastante atenção.
     – Está vendo, eu te disse que deixaria os garotos felizes. – disse Eve.
    Os dois estavam paralisados, não conseguiam tirar os olhos das duas. Katy estava muito envergonhada e não gostava como os irmãos ficavam olhando para ela.
    Já chega! – gritou ela ao fechar a cortina.
    Vamos provar outra coisa! – pediu Eve.
    Não! – negou Katy.
    Por favor!
    As duas continuaram discutindo se deviam ou não provar mais roupas, enquanto isso do lado de fora os garotos conversavam baixo:
    Você viu? – indagou Shiro.
    Sim, pensei que isso fosse realidade apenas nos animes e mangás, mas … – respondeu Kuro.
    – … Uniformes colegiais são os melhores! – comemoram os dois ao mesmo tempo.
    Depois de um bom tempo dentro da boutique, os quatro resolveram sair sem comprar nada.
    Você tem certeza que foi uma boa ideia não ter comprado nada? Os vendedores pareciam chateados com isso. Afinal vocês provaram várias roupas, mas não compraram nenhuma. – comentou Kuro.
    Não tem problema, eles vão esquecer nossos rostos. Mas não vai dizer que não gostou? – disse Eve ao aproximar seu rosto do de Kuro.
    Não, eu gostei, mas … eu … eu … eu esqueci o fogão ligado. – berrou Kuro nervoso.
    Você é idiota? – indagou Shiro.
    Cale-se! – exclamou Kuro.
    Eles continuaram andando por Lumiose quando Katy viu algo em uma vitrine de uma loja e começou a encarar com olhos brilhantes, parecendo uma criança que queria um brinquedo.
    Katy, o que foi? – indagou Eve.
    Katy não respondeu apenas apontou para vitrine. Aos outros três olharem viram uma mochila com o formato de um pokémon marrom, pequeno com dentes bem grandes, parecendo um castor, era uma mochila do Bidoof.
    Que lindo! – exclamou Katy.
    Isso é sério? – indagou Shiro.
    Claro que sim, Bidoof é um dos pokémons mais fofos que existem no mundo. Um dos meus sonhos é capturar um. Eu quero muito essa mochila, mas infelizmente e muito cara.
    Shiro e os outros olharam o preço, custava absurdamente caro. Nesse momento todos, exceto Katy pensaram “Como essa porcaria pode ser tão cara?”.


    Os quatro resolveram ir almoçar, já fazia tempo que tinha comido o delicioso café da manhã de Elaine. Evelyne escolheu onde almoçaram, que de acordo com ela era um restartante muito delicioso. Ao chegarem, os presos eram muito caros.
    Não tem como pagarmos isso. – disse Shiro.
    Não se preocupem, é tudo por minha conta. – falou Eve.
    Os olhos de Katy, Shiro e Kuro brilharam.
    Obrigado(a) – agradeceram os três ao mesmo tempo.
    A comida estava deliciosa, devia ser um dos melhores pratos que Katy já havia comido, todos comeram até não poder mais. Comeram as entradas, os pratos principais e as sobremesas, que Eve pediu diversas e comia feito louca.
    Você realmente adora doces. – comentou Katy.
    Todos continuavam a conversar, mas Shiro percebeu algo, alguém o estava chamando do lado de fora. Quando olhou pela janela para ver que era, viu Scar, o homem conhecido como rei de Lumiose. Shiro se levantou da mesa e disse que iria no banheiro, saiu do restaurante sem ser notado e foi de encontro a Scar.
    O que foi? Por que me chamou aqui? – indagou Shiro.
    Meu caro, Shiro, não vai me compartimentar? – perguntou Scar.
    Para dessas mesmices, me diga logo o que quer? – ordenou Shiro.
    Quem diria que eu encontraria vocês dois novamente com duas lindas garotas aos seus lados.
    Elas não tem nada tratar com você.
    Você pode está certo, mas não acha que é meio perigoso, a terceira princesa ficar andando por ai sem proteção.
    Como você sabe sobre Eve?
    Se esqueceu, eu sei de tudo que acontece na minha cidade. Acho que já enrolei demais. Eu apenas quero te dar um conselho, tome cuidado! Se descobrirem que uma das princesas está em Lumiose sem nenhuma segurança, as gangues coloridas vão ir atrás dela. Recomendo que saiam daqui o mais rápido possível e não precisa se preocupar comigo, não tenho interesse pela princesa, pelo menos não no momento. Me diga, você confia na princesa?
    Tinha minha duvidas no começo, mas agora, eu acredito nela. Simplesmente não consigo enxergar que ela pudesse ser alguém que quisesse nos prejudicar. – respondeu Shiro sinceramente.
    Isso é um grande passo! Achei que nunca confiaria em algum nobre novamente, afinal o que eles fizeram a Alice é imperdoável, não acha?
    Shiro cerrou os punhos. Scar ao ver a reação do garoto, soltou um sádico sorriso e começou andar para longe de Shiro.
    Tem mais uma coisa. Já recebeu seu convite para o casamento de Alice Bleu? – indagou Scar.
    Como você sabe disso, seu desgraçado.
    Eu já disse, eu sou o rei. Outro conselho, não demore muito para contar para seu irmão, se ele descobrir isso de outra pessoa pode ser bem ruim para o seu relacionamento com ele. – disse Scar enquanto estava indo embora.
    Como? – indagou Shiro, sem entender. Uma coisa era Scar saber do casamento, mas como saberia que ele não havia contado isso ao seu irmão. Shiro não entendia, mas sabe apenas uma coisa, Scar com certeza era assustador.


    Depois do almoço, Eve continuou com o tour por Lumiose. Foi então que Kuro viu um outdoor e parou para olhar.
    O que foi Kuro? – indagou Shiro.
    É o Maid Café mais famoso de Lumiose. – Apontou para o outdoor.
    Todos olharam, havia uma linda e jovem mulher de cabelos longos amarados em duas chiquinhas encaracoladas. Seus olhos possuíam a coloração rosa, assim como seu cabelo que sobre ele havia duas orelhas de gatinho. Vestia uma roupa de empregada preta e branca com detalhes em vermelho e segurava uma bandeja prata. No resto do outdoor estava escrito em destaque “Venha conhecer Rumiho, a Maid Perfeita!”


    O que é um Maid Café? – indagou Katy.
    Você não sabe o que é um Maid Café? – disse Kuro surpreso.
    Um Maid Café é o lugar onde todos homens e algumas mulheres sonham e ir algum dia, é um restaurante onde somos atendidos pelas Maid, lindas mulheres usando roupas de empregadas, que ao atenderem seu cliente o chama de mestre e são muito bem-educadas. Além disso, todos Maid Cafés são conhecidos por terem atrações especias, como Shows dentre outras coisas. E uma das Maid mais conhecidas é Rumiho … – disse Eve.
    A Maid Perfeita! – exclamou Eve e Kuro ao mesmo tempo.
    Eve e Kuro conseguiram convencerem Katy e Shiro a irem no Maid Café. Todos foram, mas como era muito caro a entrada, Eve pagou novamente para todo mundo. Os quatro foram recebidos por duas maids que levaram a mesa.
    Mal posso acreditar que estou num Maid Café, é como se um desejo fosse realizado. – falou Kuro.
    Não é? Mal posso esperar para ver a apresentação de Rumiho, a Maid Perfeita. – concordou Eve.
    Uma maid os ouviu conversando e se aproximou dos quatro.
    Com licença. – disse ela.
    Era baixinha, pequena, mas muito bonita, tinha longos e lindos cabelos loiros, olhos verdes e estava vestindo uma roupa de empregada marrom com partes brancas, sobre sua cabeça estava duas orelhas de cachorrinho.
    Sinto muito, mas Rumiho não vai poder fazer a apresentação. – disse a maid.
    Mas como assim? Eu queria ver ela. – disse Kuro desapontado.
    Me desculpe! Mas Rumiho está viajando no momento. – explicou a maid.
    Kuro e Eve pareciam decepcionados.
    Mas não se preocupem, eu apresentarei hoje. Tenho certeza que vão gostar! – anunciou a maid.
    Senhora e senhores, está na hora do nosso Show principal de hoje. Azuki Azusa, a maid mais fofa de todas! – disse uma voz pelo microfone.
    Esta é minha deixa. – disse a maid que falava com os quatro.
    Azuki subiu no palco, pegou o microfone e começou a cantar uma música chamada Circus Monster. Sua voz era muito bela, a audiência foi a loucura. Rumiho poderia não estar ali, mas Azuki era incrível mesmo assim.


    A apresentação foi ótima! – comentou Shiro.
    Sim, Azuki estava linda. – concordou Kuro.
    Parece que temos mais um apaixonado. – sugeriu Eve.
    Ei!
    Eles riam juntos, podia ser estranho, os quatro tinham se conhecido a pouco tempo, mas já agiam como se fossem grandes amigos.
    Tinha me esquecido. Tenho que entregar uma carta para a pesquisadora Pokémon de Lumiose. Assim vou poder pegar minha PokéDex. – lembrou Katy.
    PokéDex? Eu sempre quis ter uma, mas minha família nunca deixou, alguns deles achavam que Pokémons eram perda de tempo, por isso nunca tive nenhum Pokémon, apesar de adorar essas criaturas. – informou Eve.
    Katy olhou para Eve com pena, sabia como era a sensação de não poder ter um Pokémon por causa de sua família.
    Não me olhe assim, não precisa ficar com pena. Vamos logo, pegar a sua PokéDex. – sugeriu Eve.
    Katy concordou com a cabeça.
    Vocês três podem ir na frente tem uma coisa que preciso fazer. – Eve correu para longe.
    Espere! – gritou Shiro tentando acompanhá-la, mas já era tarde, Eve corria muito rápido.
    Deixe, ela vai ficar bem. – disse Kuro.
    Talvez. – pensou Shiro ao lembrar-se do aviso de Scar.

    Sem ter o que fazer, os três resolveram ir para o laboratório da pesquisadora de Lumiose. Enquanto isso, Eve corria para algum lugar que queria ir, mas ao passar por uma rua, viu um Eevee Shiny, que diferente dos normais tinham pelagem branca. Era lindo e majestoso.
    Evelyne parou para admirar o pequeno pokémon, mas ao se aproximar o Eevee fugiu. Nesse momento ela não poderia saber, mas aquele fatídico encontro seria o ponto inicial de um dos acontecimentos mais terríveis e trágicos de Lumiose. Logo, a cidade mudaria e as luzes …
    Apagariam.








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